Esse ano li poucos livros fora
do trabalho de revisão (confira a lista de livros lidos). Tive boas surpresas. E algumas decepções – mas essas,
fazemos questão de esquecer, deixemos que as resenhas contem.
Como de costume, farei a lista
sem importância de data de lançamento, mas sim, da leitura. E segue a ordem de
favoritos dentro de cada tópico.
A lista dos melhores:
Romances Estrangeiros
Não posso começar de outra
forma: A História Sem Fim (1979) é um dos meus livros favoritos. O
melhor livro infanto-juvenil que já li. Michael Ende é um dos meus autores
favoritos. Simplesmente porque é incrível. Sabe quando falo sobre um autor não
diminuir seu leitor por sua obra ser destinada principalmente ao público infantil
e juvenil? Michael Ende não o faz, ao contrário, instiga seu leitor; cria novos
mundos e nos faz viajar e querer ler mais e mais de suas histórias fascinantes,
ricas.
Num típico dia chuvoso, sem
nada para fazer além de se manter em casa e contar algumas histórias de
fantasmas, Lord Byron convidou os amigos a escrever, cada um, sua própria
história de sobrenatural, Mary Shelley (1797-1851) se sentiu desafiada, já que
há muito seu marido, o poeta Percy Shelley, a incitava a seguir os passos de
seus pais, porém, ou não havia tempo ou mesmo uma história a altura a ser
passada ao papel. Durante dias ela pensou em algo que pudesse de fato dar medo
nas pessoas, nasceu assim Frankenstein – ou o moderno Prometeu (1818).
Romances Nacionais
Um
figurinha simples, dessas de bater bafo, ganhada em uma brincadeira desperta a
curiosidade daquele que vai em busca de mais informações sobre a moça que a
estampava, Cira.
Ele
busca de todas as formas de saber sobre ela, vai atrás de Dona Nhá que lhe
acrescenta muito, afinal ela cresceu ao lado de Cira, e mais a salvou de um
infortúnio, de se manter presa para toda a eternidade com sua mãe em forma de
árvore – que queria apenas protegê-la –, afinal, por um capricho da Morte Cira
não poderia morrer, jamais.
E se Contorce Igual a um Dragãozinho Ferido - Luiz Felipe Leprevost
(ainda sem resenha)
Antologias Nacionais
É interessante começar
explicando as belíssimas ilustrações, ou como se deu o surgimento dos oito
contos que compõem o livro A Ira dos Dragões e outros contos. Thiago Tizzot,
admirador de Tolkien, é autor e editor da Arte e Letra e escreve sob o pseudônimo
Estus Daheri, se encantou pelos desenhos de John Howe e lhe escreveu a fim de
elogiar e propor que seu trabalho fosse publicado no Brasil, depois de algumas
trocas de e-mails, acabaram por acordar que Thiago, autor de Fantasia, se
baseasse em algumas ilustrações e criasse os contos, e assim se deu. Para quem
ainda não ligou o nome à pessoa, Howe é um dos mais importantes ilustradores da
obra de J. R. R. Tolkien, autor de, entre outros livros, a trilogia O Senhor
dos Anéis. Também transportou para as telas os personagens que compõem esta e
outras obras como As Crônicas de Nárnia. Assim se deu um livro não apenas
visualmente belo.
É ótimo ter um livro de
qualidade, poder segurá-lo e mais, poder ler. Desde a capa, Histórias de
monstros e diabruras já me conquistou. Apenas dois olhos ameaçadores, sobre um
fundo preto, fitando o leitor e o título em verniz transparente, sem nenhuma
fonte de outra cor delimitando onde ele seria
aplicado, dando assim, um tom mais sombrio. Lindo!
Romances Juvenis
Crianças
e jovens não devem ser tidos como ingênuos, bobinhos. Geralmente os adultos os
veem assim porque, provavelmente, também foram tratados da mesma forma quando
menores. Porém, os bons autores de literatura juvenil não os subestimam.
Desafiam esses seres curiosos a irem além. Chris Priestley (1958), é fã de
terror, e escreveu uma obra diferente. Interessante. Em que não teme, não
hesita frente às limitações que autores para este público quase sempre se
impõem – esses são os escritores que crianças e jovens com visão limitada
gostam.
Mais uma vez um livro que me
solicita. Falei diversas vezes sobre os livros que me chamam, esses acabam
sendo leituras bastante agradáveis, e com JJ e a música do tempo não foi
diferente. Estava o volume a me convidar para a próxima leitura, novamente
aceitei o convite.
JJ Liddy, um menino comum,
estudante, descobriu que seu avô, de mesmo nome, matou o padre. Ninguém nunca
havia lhe contado a história. Mas todos da cidade pareciam conhecê-la. Sendo
assim JJ, em protesto, resolveu usar o sobrenome de sua mãe, Byrne. Havia
aquele mistério sobre seu avô, além de um maior naquele momento: todos estavam
ficando sem tempo, o tempo estava lhes escapando.
E quais foram seus melhores de 2011?
Feliz
Ano Novo repleto de ótimos livros!


















