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1 de abr. de 2009

Resenha: Direi que lembro de você - W. P. Blatty

“Este é um livro alegre”,

assim começa Direi que lembro de você (I’ll Tell Them I Remember you – 1973), muito mais do que uma autobiografia, é uma linda homenagem à mãe, mulher simples que, sozinha, teve de criar os cinco filhos pequenos.

Um exemplo das muitas aventuras que Blatty viveu com a mãe aconteceu em 1939, quando ela descobriu que o então presidente Franklin Delano Roosevelt iria ao bairro onde a família morava para a inauguração de um túnel, e resolveu que queria conhecê-lo. Mãe e filho estavam parados em frente ao cordão de isolamento. Ela com sua inseparável sacola de papel. De repente o pequeno Willie olhou e lá estava ela, ao lado do presidente. A sra. Blatty colocou a mão dentro da sacola – vários agentes secretos surgiram – e ela tirou um vidro de geleia de marmelo.

Quando cresceu, para sobreviver, Blatty vendeu até mesmo aspirador de pó. E, no início de julho de 1969, começou a escrever seu mais conhecido livro, O Exorcista – retomado em 1970. E também teve começo estranhos acontecimentos, como quando a filha de Blatty viu um fantasma que, pela descrição, lembrava a avó; assim como um enorme e bem pendurado quadro despencou da parede – depois, mesmo com chutes dados por Blatty, nem se moveu do lugar –, ou quando o telefone, após tocar duas vezes, simplesmente voou do gancho.

W. P. Blatty, apesar de ter tido uma infância muito difícil, as lembranças são as mais ricas, de um menino que teve a vida repleta de brincadeiras de criança.

“Mas não precisamos de fenômenos paranormais para ter prova de Deus ou da vida eterna”.

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I’ll Tell Them I Remember you – 1973
Tradução de Milton Persson
Editora Nova Fronteira
163 páginas
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26 de jul. de 2008

Resenha: A lição final – Randy Pausch e Jeffrey Zaslow

Randy Pausch, 46 anos, professor de Ciência da Computação na Carnegie Mellon University, Pittsburg, recebeu um diagnóstico dizendo que tinha dez tumores no fígado e lhe restavam poucos meses de vida.

Tinha três filhos – Dylan, Logan, Chloe (5, 2 e 1 anos respectivamente) e a esposa, Jai 40 anos, e, para ele, a família perfeita.

Mas sabia que seus filhos pouco – ou nada – lembrariam dele. Pensava o tempo todo que eles cresceriam sem o pai, e sua esposa teria de criá-los sozinha. Claro que não era culpa de ninguém. Era somente um fato.

As universidades sempre pedem para que seus professores realizem “palestras de despedida” para discutir assuntos que acreditem ser importantes. E, antes mesmo de saber do diagnóstico de Randy, a Carnegie Mellon lhe convidou a fazer uma palestra.

Mas Randy desejava passar todo o tempo que pudesse proporcionando ótimos momentos à sua família. Porém, no fundo, era um grande desejo era dar aquela palestra.

Precisava deixar algo para seus filhos. Algo que os fizesse lembrar ou conhecer seu pai.
“Se eu fosse pintor, teria pintado para eles. Se eu fosse músico, teria composto uma música. Mas como sou professor, dei uma aula”

Nesta aula ele não falaria sobre a morte. Randy Pausch falaria sobre a vida.

Havia 400 pessoas no auditório, para assistir a esta magnífica palestra que foi filmada e meses depois mais de 20 milhões de pessoas no mundo inteiro assistiram ao vídeo.

E neste livro Randy Pausch conta sobre sua vida, como se preparou e como foi a palestra que teve apenas um motivo de ter sido realizada: deixar um legado para os filhos.

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Randy Pausch morreu em 25 de julho de 2008, aos 47 anos.

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The last lecture – 2008
Tradução de Laura Alves e Aurélio Rebello
Editora Agir
253 páginas
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