Michael Berg narra a própria história de amor com Hanna. Ele a conheceu quando, doente, passou mal na rua e ela o ajudou. Michael tinha 15 anos na época. Hanna era 20 anos mais velha. Durante bastante tempo os dois se encontraram no apartamento dela.
Hanna gostava que ele lesse para ela.
Um dia Hanna vai embora. O menino fica. Só a reencontra muitos anos depois
“Senti em mim um grande vazio, como se tivesse procurado por algum sinal, não lá fora, mas em mim, e me desse conta de que não havia encontrado nada”.
Ela esconde um segredo, talvez pior do que os crimes cometidos no campo de concentração nazista em que trabalhava. Tudo depende de quem julga, do referencial adotado.
O leitor (1995) é, de fato, uma bela história de como o amor verdadeiro permanece apesar de todo o sofrimento que a distância e outras diferenças podem causar. História que Bernhard Schlink soube contar muito bem, de forma simples, sem se prender a detalhes que talvez só servissem para atrapalhar e não acrescentar.
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Tradução de Pedro Süssekind
Editora: Record
ISBN: 9788501085412
Ano: 2008
Páginas: 240
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Bernhard Schlink nasceu em Bielefeld, Alemanha, em 06 de julho de 1944, também é autor de O Outro (1962), A volta para casa (2006) e A menina com a lagartixa (leia a sinopse), que acaba de ser lançado no Brasil.
"A Bienal do Livro do Paraná seguirá o modelo já consagrado da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que em 2009 chega à sua 14ª edição, e das Bienais do Livro de Minas Gerais e da Bahia, sendo muito diferente do evento literário recentemente realizado em Curitiba"
Hoje, terça-feira, 09/03, aconteceu, no Estação Convention Center, o coquetel de lançamento da 1ª Bienal do Livro do Paraná.
A Bienal do Livro do Paraná, mais precisamente em Curitiba, será realizada no espaço Estação Convention Center, Shopping Estação, Avenida Sete de Setembro, 2.775, nos dias 01 a 10 de outubro de 2010.
O Outro (1962), conta a história de Bengt, que perde a mulher para o câncer.
“Poucos meses depois que ele se aposentou, sua mulher morreu”.
Antes era ele quem cuidava dela, enquanto ela estava doente. Depois também. Teve de arranjar todos os preparativos para o enterro e tudo o mais que se precisa depois que uma pessoa morre e a outra fica solitária.
“Não conseguia se decidir a abandonar a casa, aquele invólucro de sua vida”.
Ele sentia muita falta dela.
“Ele a achava bela e fazia questão de lhe mostrar o quanto sua beleza lhe agradava”.
Algumas cartas endereçadas a ela ainda chegavam, e ele leu. Em uma delas um homem escreveu detalhes que ele, o marido, desconhecia. Então, começou a imaginar se todos os gestos de carinho dela eram repetidos com o Outro. Sentiu ciúmes.
Isso o fez lembrar da distância com a qual tratava a esposa durante certo tempo. Achou as primeiras cartas enviadas pelo Outro. Uma datava de 11 anos atrás, exatamente do tempo em que a repelia. Nada se lembrava do casal nesta época.
Começou a se passar por ela e responder as cartas do Outro. Até que Berg foi ao encontro dele.
“Você só enxerga o que se apresenta para você e não o que se esconde por baixo das coisas”.
Um bonita história, para se valorizar antes de perder o que ou quem gostamos...
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Tradução de Kristina Michahelles
Editora: Record
ISBN: 9788501085436
Ano: 2009
Páginas: 96
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Bernhard Schlink nasceu em Bielefeld, Alemanha, em 06 de julho de 1944, também é autor de O Leitor (1995), A volta para casa (2006) e A menina com a lagartixa (leia a sinopse), que acaba de ser lançado no Brasil.
"A produção brasileira de literatura fantástica vem chamando a atenção por sua quantidade e sua qualidade. Pensando nisso, foi criado o prêmio Melhores do Ano para recompensar o trabalho de nossos escritores, editores e capistas, tanto em papel como em meio virtual".
(Texto de Ana Cristina Rodrigues, criadora do Prêmio Melhores do Ano)
Um quandro no qual uma menina contempla uma lagartixa é objeto de fascinação de um garoto de 9 anos. No terceiro ano de faculdade, ele herda o quadro, que esconde um segredo terrível vinculado ao passado nazista do pai. Determinado a investigar a história da obra que o fascinava desde a infância, o rapaz logo se vê embriagado pela mesma obsessão que destruiu o relacionamento dos pais e levou sua família à ruína.
Bernhard Schlink é autor de O leitor, que, além do êxito em seu país, alcançou o primeiro lugar na lista do New York Times e vendeu no Brasil, até agora, mais de 55 mil exemplares, figurando nas principais listas de mais vendidos. Ganhou uma adaptação para o cinema vencedora de um Globo de Ouro e um Oscar, com Kate Winslet e Ralph Fiennes nos papéis principais. Schlink é também autor de O outro, cuja adaptação chegou às telas com Liam Nesson, Antonio Banderas e Laura Linney à frente do elenco. Em apenas dois meses o livro já estava próximo à marca dos 10.000 exemplares vendidos.
O ano é 1491 e o lugar é o sul da França nas proximidades das velhas cidades de Albi e Cordes. Este livro conta a história do que restou de uma irmandade misteriosa e fascinante de feiticeiras-lobas. Mulheres de beleza extraordinária, fortes e orgulhosas de suas existências, dedicadas, ainda que naqueles tempos da Inquisição, à magia antiga. Mas isso é apenas parte do seu mistério envolvente, pois muito mais será revelado nessa história que extrapola o comum e o ordinário, mesmo para os dias de hoje. Após a traição da líder, uma outra assume, ela tem o nome druida de Urtra. Nela foram depositadas as últimas esperanças para conduzir e salvar a tradição, a magia antiga e os ensinamentos revelados.
Medricie será iniciada na magia, e sua vida nunca mais será a mesma. O contato com Urtra, uma feiticeira-loba, a libertará das culpas e dos medos. Urtra é uma bruxa maior, ligada aos lobos por uma tradição da Magia Natural e a uma fonte de poder que está além deste mundo. O ano é 1491, nas proximidades das velhas cidades de Albi e Cordes até Les Baux de Provence, França. Este livro conta a história do que restou de uma comunidade de mulheres que viviam entre um vale temido, cidadelas e vilas, formando uma irmandade misteriosa e fascinante de feiticeiras-lobas. Mulheres de beleza extraordinária, fortes e orgulhosas de suas existências, dedicadas, ainda que naqueles tempos da Inquisição, ao culto do feminino. O lobo representava um portal de comunicação com o mundo espiritual e o poder de manipulação sobre a esfera material e tangível.
Opinião sobre a obra:
Quando dormem as Feiticeiras - Carlos Costa
Editora Novo Século: abril, 2009
Romance histórico cuja temática assinalada pelo autor procura resgatar e valorizar o contributo feminino no desenvolvimento da história ocidental.
Ambientado no ano de 1491, mergulha nas profundezas da Inquisição com uma sutileza de imagens e com um refinamento na utilização da linguagem de época, bem dosada e rica em nuances estilísticas.
A trama bem arranjada pelo autor se desenvolve como uma estratégia natural, onde a protagonista procura cumprir metas bem definidas e procura também, alcançar objetivos práticos, principalmente quando o seu alvo se aproxima e é alcançado. Então, para ela tudo se terá cumprido, sem deixar que os sentimentos e envolvimentos emocionais ou mesmo manifestações de aprisionamento físico e material interfiram nas etapas para se sucederem em sua trajetória de buscas e conquistas.
Trata-se, pois, de uma obra cuja didática introduz o leitor na seara da magia, utilizando uma linguagem literária refinada e acessível a qualquer leigo no assunto.
Para quem já tem algum tipo de iniciação mística o discurso narrativo se mostra familiar e direto, é como se diz no popular: fala a mesma língua.
Um misto de suspense, de drama e tragédia faz com que o leitor se posicione como se estivesse diante de uma telo de cinema, onde não há interrupção entre uma cena e outra". Assim é a obra ficcional escrita por Carlos Costa, uma mistura de cinema fantástico e literatura medieval, que consegue prender o leitor e o conduz numa viagem histórica cujo cenário de perseguição ao potencial humano feminino é descrito através de um elenco de mulheres consideradas "anormais", por desenvolverem a capacidade sensitiva, tornando-se uma ameaça constante ao status quo da Igreja Católica.
A construção da personagem onipotente, onipresente e onisciente da Deusa, pode ser considerada como uma tática de desconstrução do modelo Ocidental judeu-cristão centrado na figura masculina, dominadora e centralizadora.
O autor procura estabelecer um ambiente mais harmonioso quando coloca o sacerdote ao lado da madre superiora, atribuindo-lhes uma árdua tarefa de fazer justiça a mulheres e crianças vitimas de uma situação de adversidade e de inquestionável confronto de autoridade.
O narrador, ou melhor, a narradora onisciente do romance Quando dormem as feiticeiras surpreende o leitor mais ingênuo ao construir uma cena peculiar em que evidencia uma capacidade muito sutil de descrição de um ato sexual nos seus mínimos detalhes externos e internos.
Não conformada com a descrição minucioso de uma relação homossexual feminina a narrativa introduz o elemento masculino com seu mais alto grau de virilidade sem causar qualquer tipo de estranhamento ao leitor. A relação sexual a três não anularia a presença espiritual de uma quarta pessoa, o conde, que no modelo tradicional católico deveria ser o único a desposar da sua condessa.
Outra cena comovente faz referência à pratica de necrofilia por parte de alguns soldados guardiões das celas onde se encontravam as mulheres acusados de feitiçaria.
O submundo da Inquisição não passaria despercebido e o autor procurou descrevê-lo, colocando em altíssimo grau a sua laboriosa capacidade artística e o seu domínio técnico para transpor uma realidade crudelíssima de perseguição humana, que afligia e ainda aflige e inquieta no século XXI, através de uma simples leitura romanesca, onde fatos históricos são recriados e apresentados ao leitor com maestria argumentativa e sensibilidade artística.
Quando dormem as feiticeiras é um livro cujo perfil literário pode ser recomendado a historiadores, antropólogos, analistas, estudiosos e principalmente iniciados que desejam aprofundar-se no tema. Eu li, gostei e recomendo.
Marcos Santana
Arte-educador
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Editora: Novo Século
ISBN: 9788576792192
Ano: 2009
Páginas: 240
Eu e meus livros!
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