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15 de jun. de 2013

Resenha [Estronho e Esquésito]: Protetores, de Duda Falcão


 Olá, leitores, tudo bem?

Venho trazer mais uma resenha de horror. Um gênero bastante adorado que aos poucos consegue seu lugar nas estantes dos livros nacionais.

Como vocês sabem, por parceria, os textos do gênero são postados sempre no site Estronho e Esquésito.

O livro da vez é Protetores, do gaúcho Duda Falcão, estreante no mundo dos romances, e já fazendo bonito! Antes o autor e editor da Argonautas havia se aventurado apenas em contos do gênero.

Então confiram a resenha e deixem suas opiniões.

Ótimas leituras!

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20 de nov. de 2011

Resenha: A Casa Desabitada - Sra. J. H. Riddell

Quando o Coronel Morris descobriu que todos os inquilinos abandonaram a casa antes do combinado em contrato, e que nada disso lhe fora dito antes que ele também assinasse os papéis, processou a srta. Blake, tutora de sua sobrinha, a dona do imóvel, alegando que o lugar era mal assombrado.

Como a srta. Blake e seu advogado, Sr. Craven, precisassem provar que nada havia de errado – ou sobrenatural –, e acabar com a má fama, para que a casa voltasse a ser alugada, resolveram pagar alguém para desvendar tal mistério.

Patterson, que trabalhava para o Sr. Craven, se prontificou, já que a quantia oferecida vinha em hora bastante boa e mais, o local ficava próximo à casa de uma jovem pela qual estava apaixonado.

Sonhos apavorantes o perseguiam. Estranhas coisas aconteciam. Lampiões acessos à noite, amanheciam apagados. Portas trancadas, pela manhã apareciam abertas. E ainda assim, os lacres continuavam intactos.

A pressão psicológica era grande, mas Patterson se mostrava motivado a desvendar os mistérios.

Seria um fantasma ou alguém de carne e osso que desejava os estranhos longe dali?

Com algumas simples armadilhas descobriu que lidava com um ser de carne e osso. Isso era bem melhor.

Porém, logo descendo as escadas, vinha um fantasma.

“Vi o vulto passar pela porta que eu tinha acabado de destrancar e que se abriu para acolher o fantasmagórico visitante, abriu e tornou a se fechar, sem interferência de mãos humanas”.
Um clássico pouco conhecido, com descrições que prendem o leitor. Recomendado para quem gosta de boas histórias de fantasmas.

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Editora: Marco Zero
ISBN: 852790165X
Ano: 1999
Páginas: 252
No Skoob
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6 de fev. de 2010

Resenha: Hell House - A casa infernal - Richard Matheson

Contratado para estudar os fenômenos sobrenaturais que ocorriam na Mansão Belasco – também conhecida como Casa Infernal –, tida como o pico das casas mal-assombradas, o Dr. Barret leva uma pequena equipe, que conta com uma médium; o único sobrevivente de uma das outras duas tentativas fracassadas de desvendar o que ocorria lá; além da Sra. Barret que insistira em acompanhar o marido.

Na casa o grupo encontra desafios que só quem possui uma mente forte é capaz de sair sem muitos traumas – isso se conseguir sair vivo.

“Aquela rara vis viva do eu, aquela força magnética, aquele prazer secreto e vitorioso da mente: influência. Palavras de Emeric Belasco”.

Este livro foi escolhido depois de ler as palavras de Stephen King a favor do volume:

“Hell House é o romance sobre casas mal-assombradas mais aterrorizantes que já foi escrito. Destaca-se entre outras histórias do gênero como uma montanha no meio de uma planície”, 

mas parece-me que esta frase foi dita, na verdade, para o livro A Assombração na Casa da Colina (em inglês, Hill House), de Shirley Jackson, e erroneamente usada na edição brasileira em A Casa Infernal (Hell House).

A história lembra a ideia do romance de Jackson, em que um grupo também vai a uma casa estudar fenômenos para normais, e pelo que sei, é uma história realmente mais pesada.
Como imaginei que Hell House (Novo Século, 256 páginas) fosse terror, mas não era, me decepcionei um pouco. Indico para quem busca um romance de suspense.

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Editora: Novo Século
ISBN: 9788576792512
Ano: 2009
Páginas: 256
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Richard Matheson também é autor de Eu sou a lenda (Novo Século, 2007, 296 páginas) - há outra tradução do título deste livro, é encontrado em sebo como A Última Esperança sobre a Terra, laçado pela Editora Francisco Alves (1984, 138 páginas).

23 de set. de 2008

Resenha: 666 – O limiar do inferno - Jay Anson

666 - O Limiar do Inferno (1981) narra a história de Keith e Jennifer que chegam ao lar depois das merecidas férias e se deparam com uma casa em estilo vitoriano logo depois da vala atrás da casa deles. Keith fica incomodado, pois em apenas dez dia seria praticamente impossível que uma construção daquele porte fosse realizada.

Resolve acalmar sua curiosidade e ir até lá, estudá-la mais de perto. Pensando que não há ninguém, em um estalo a porta se abre. Ele entra e chama pelo possível morador. Percorre vários cômodos, inclusive encontra um quarto sextavado com três compridas janelas compostas por pequenos vidros desenhados. Keith não consegue decifrar logo o que são aquelas figuras, porém ao olhar mais atentamente percebe que cada vidraça tem a representação de uma pessoa. A primeira é de um homem sorrindo, a segunda de uma mulher, e a terceira é... dele!

Pouco tempo antes, no andar superior, pronto para descer e ir embora, Keith escuta um barulho como um metal caindo dentro de um copo. Volta-se e atrás de suas costas está o banheiro. Na banheira uma velha moeda de bronze.

O pagamento!

Keith a pega e sente um calor. O pagamento está feito. Ele não encontra ninguém na casa.

Ele está intrigado com aquele objeto e resolve pedir ajuda a David, antiquário e, para revolta de Keith, o melhor amigo de sua esposa. Mas o único que pode ajuda-lo naquele momento. Como David não entende de moedas antigas, procura quem conhece. Porém, quando pega a moeda pela primeira vez, tem uma estranha visão. Aquele objeto tem algo de sobrenatural e que incomoda muito o antiquário, toda vez que o segura passa bastante mal. E depois disso, sonhos com uma casa azul brotando de um chão formado por carne humana, tornam-se frequentes.

Mal sabe Keith que naquela mesma casa, seis anos antes, acontecera um duplo e brutal assassinato, cometido por James Beautfort . O advogado alegou que seu cliente não era forte o suficiente para tal ato. Porém Beautfort acabou por confessar os crimes.

James Beautfort alugara a casa para Patricia Swenson, sua secretária. Ele pedira o divórcio para que pudesse se casar com ela, porém sua esposa recusou. E, movido por um ataque de ciúme, depois de ver seu cunhado, Edgar Sutton, sozinho com a secretária, acreditou que ele a estivesse persuadindo a deixá-lo, matou os dois.

A casa, que ficava na Bremerton Road, 666, em Seatle, fora retirada de seu alicerce e rebocada por uma barcaça pelo mar até a Sunset Brook Lane, 666, próximo a Manhattan. Tudo isso, depois de atravessar o país, sem que a estrutura fosse abalada.

Ninguém jamais vira o dono da casa, o sr. Coste, que trata todos os negócios por meio de correio ou telefone. E é através deste que, depois de uma noite de chuvas e que o aparelho tinha ficado mudo, o sr Coste contrata Keith para restaurar a casa. Quando desliga o telefone e o pega outra vez, Keith se dá conta de que ainda não havia sido consertado.

Mas a esta altura o ciclo já está reiniciado.

A história é contada num terror clássico, apesar da simplicidade da linguagem, deixa o leitor com receio ao ler em horários impróprios, como à noite. Jay Anson também é autor de Horror em Amityville (Círculo do Livro, 1987, 193 páginas) que teve várias adaptações para o cinema.

É indicado para quem gosta de literatura de terror.

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Título original: 666
Ano1981
Páginas: 253
Tradução: Gilberto Domingos Nascimento
Editora Melhoramentos cedida para o Círculo do Livro
Skoob
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