25 de abril de 2011

Resenha: Draco Saga - O Despertar - Vol I - Fábio Guolo

Narrado por Dryfr, um dragão dourado, o leitor acompanha o seu despertar, depois de 29 décadas adormecido. Quando retorna para falar com seu Mestre, encontra seres diferentes vivendo em seu mundo. Descobre mais tarde que, por um erro de magia, humanos e dragões coexistem. Em uma conversa com o Mestre, ele lhe revela sobre a insignificância daqueles seres.

“Criaturas, as mais diversas, apareceram em nossas terras do dia para a noite, mas o pior de tudo é que todas as criaturas são seres inferiores e desprovidos de inteligência. No máximo, inteligência comparável aos elfos e anões. Ou seja, muito inferiores. Como se as criaturas pouco evoluídas que já tínhamos aqui não fossem suficientes”.

Essas criaturas – os seres humanos – acreditam em Deus, quando veem algum problema clamam por Jesus. Mesmo que não haja a crença por parte do autor, ainda assim é nome próprio, então deveria ter usado letra maiúscula (quando se refere a Deus ou a Jesus, em todo o livro está entre aspas)

“Então começaram a chamar por um tal de 'deus' e um outro tal de 'jesus cristo' para ajudá-los”.

A capa é muito bonita. A sinopse fez com que eu tivesse vontade de ler logo

“Imagine entrar em coma, acordar alguns anos depois e descobrir que sua sociedade e sua cultura estão sendo destruídas por uma praga que se propaga mais rápido do que é possível conter.
A praga, porém, somos nós”.

O tema “ser humano, uma praga no mundo” me chama bastante atenção, sempre. Mas em Draco Saga, antes de tomar o homem como praga, questiona Deus. Tudo bem, é um dos assuntos a serem tratados, já diz na orelha, mas é exagerado.

“Ambientado em um cenário de fantasia medieval fictício, com narrativa dinâmica e com enredo totalmente diferente de tudo o que foi escrito, Draco Saga traz ao leitor, propositalmente, questões polêmicas de cunho social, religioso e existencial”.

É bastante arriscado dizer, também, que um livro é “totalmente diferente do que já foi escrito”, afinal, raramente será diferente quando se tem dragões, elfos, homens e anões... como personagens.

Dryfr – sim, os nomes são sempre neste estilo, totalmente complicados, ou impossíveis de pronunciar –, depois de algum tempo, percebe que seus sentimentos em relação a Wyryn, com quem terá um filho, estão cada vez mais parecidos com os dos humanos, a quem despreza, estão insanos, desmedidos, quer ficar o tempo todo junto dela, percebe-se apaixonado, por isso sente-se também inferior.

Draco Saga é um livro em que o autor joga toda a sua descrença em Deus, poderia funcionar com qualquer personagem, mas ele escolheu dragões.

Indicado para pessoas que não buscam descrições desses animais, ou um romance para passar o tempo, mas sim para aquelas que também não tenham crenças religiosas ou tenham algo contra elas.

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Editora: Clube de Autores
ISBN: 9788591078905
Ano: 2010
Páginas: 220
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1 Comentários:

  1. Estava quase perdendo as esperanças, achei que todo blogueiro resenhista estava trocando a alma por parcerias. Só a Celly mesmo pra me mostrar a luz!

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