30 de nov. de 2011

Em breve: Em busca do arco-íris de sonhos - Gisele Borges

Em breve pelo Selo Fantas o livro Em busca do arco-íris de sonhos, de Gisele Borges (eu mesma, também conhecida como Celly Borges!) e ilustrações de Carolina Mancini.


Vol. 1 - Em busca do arco-íris de sonhos de Celly Borges mostra que buscar o que se sonha, ir atrás com vontade, tudo pode se tornar realidade e a vida fica muito mais colorida.

Mais informações sobre o lançamento

Veja outro volume da coleção Carolina Descobriu que Podia Voar - Marcelo Amado

29 de nov. de 2011

Resenha + entrevista + convite de lançamento: Quando falar é fazer – Juarez Nogueira

 O título do livro escrito por Juarez Nogueira mostra o grande desafio que propõe: ao invés de somente falar, tentar fazer algo concreto.

Quando Falar é Fazer (Gulliver Editora) é dedicado principalmente às crianças, um livro de 24 páginas ricamente ilustradas por Elton Caetano, com cores vibrantes que chamam a atenção dos pequenos e dos grandes que gostam de uma boa leitura independente da faixa etária.

Neste novo livro o leitor acompanha as diferenças entre quem somente fala, quem fala e faz e quem faz, este último é aquele que não precisa contar a todos, enfim, há muitas formas de principalmente colocar algo em prática, um exemplo que dou pode ser como ler um livro e até escrevê-lo ou quem sabe incentivar alguém a ler.

Conheci o autor Juarez Nogueira através do livro O Menino Alquimista (leia a resenha), que já mostrava sua paixão por histórias para crianças e jovens, e nenhuma das duas é escrita de qualquer forma, ele sabe respeitar a inteligência dos leitores e instigá-los ao novo, ao desconhecido, à magia.

E quem fala também faz acontecer, como:

“Quando você diz: por favor, com licença,
Muito obrigado, por gentileza
E fala de tudo com cuidado
Essas palavras, com certeza,
Fazem ver que você é educado”

O poder que a palavra tem é muito grande, e maior ainda quando colocada em prática, boas ações são mais fortes se tiradas do papel, da cabeça, e tornadas reais, concretas.

Esta pequena grande obra pode divertir os pais e os filhos, de forma conjunta, o que é mais um modo de tornar com palavras e gestos uma ação verdadeira e boa.

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Editora: Gulliver
ISBN: 9788590900122
Ano: 2011
Páginas 24
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Entrevista

Mundo de Fantas: Como foi escrever "Quando falar é fazer", conte-nos o processo e as inspirações.

Juarez Nogueira: Ih... pensei muita coisa na elaboração da obra. O tema vai longe, é bíblico... No princípio era verbo... Fiat Lux, e fez-se a luz. A filosofia também trata amplamente da questão. John Longshaw Austin, no livro How to do things with the words (1962) debateu bastante sobre as maneiras como são usadas as palavras para elucidar seus significados. Para ele, nossos atos seriam felizes ou infelizes, considerando o ato de falar e as circunstâncias em que as palavras são ditas. Li Austin e meu livro surgiu de uma brincadeira: vieram os primeiros versos como uma charada: “Quando falar é fazer? / Quando fazer é falar? / Quem souber responder / Faz a pergunta calar”. Aí fui jogando com as palavras e fiz o livro. Quis fazer algo educativo, com a ideia de que falando fazemos coisas, mesmo que não se tenha consciência disso. O que fazemos quando queremos expressar algo? Falamos. Além da fala, muitas outras atitudes mostram o que pensamos e sentimos, como também fala-se muito e faz-se pouco. Basta ver os políticos que prometem e não cumprem. Então, quando falaram que iam fazer, mas não fizeram o que prometeram, ainda assim fizeram: falaram mentira. É preciso estar atento a isso. Passa por aí também o valor da palavra, a preocupação não só com a palavra propriamente dita, como representação das ideias, mas da palavra empenhada, o compromisso. A palavra é um penhor. Quis chamar atenção para esses aspectos com um texto para gente de 8 a 80. Vejo pessoas, crianças já muito envolvidas com gadgets, com a tecnologia. Às vezes fico pensando que há muita comunicação e pouco entendimento. José Saramago polemizou um tanto quando disse do Twitter: “Os tais 140 caracteres refletem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”. Exagero ou não, o fato é que estimula a pensar a linguagem, o uso da palavra. Tem no livro um lado lúdico também: o poder da palavra. Veja que nos contos fantásticos não basta ter uma varinha mágica. Ela é importante, mas é a palavra que determina o feitiço ou encantamento. É preciso dizer “Abracadabra” ou outra. Harry Potter, o bruxinho, tem que apontar a varinha e dizer “Reparo” (o nome do feitiço) para consertar objetos quebrados. Em Ali Babá e os Quarenta Ladrões a gruta do tesouro abre-se quando  Aladim grita “Abre-te Sésamo”. Por esses exemplos já dá para entender que a fala pode ser mais que uma representação do pensamento, com ela podemos afirmar, negar, prometer, nomear, seduzir, escolher, ofender, elogiar, acarinhar, enfim, fazer uma infinidade de coisas.

MdF: Deixe dicas de leitura, que tenham a ver com o assunto do livro e outros que achar importante indicar para seus leitores.

JN: Li para as crianças da escola onde leciono o livro O Pote Vazio, de Demi, elas adoraram.  De simplicidade e beleza pungentes, conta a história de Ping, um menino que vive um grande fracasso que vê transformar-se em triunfo quando tem sua honestidade recompensada: falar a verdade faz dele um rei. Sugiro como leitura também a obra de J.L.Austin, sobre a filosofia da linguagem e dos atos de fala. Gosto muito e releio sempre o livro As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino. Tal como Scherazade das Mil e uma noites que contando histórias faz o sultão poupar-lhe a vida e apaixonar-se por ela, a obra de Calvino me sugere que entre a fala e o pensamento há cidades invisíveis, que simbolizamos e concretizamos em atos e palavras com que marcamos nossas impressões, presenças e ausências no mundo.

Sobre os autores
Juarez Nogueira nasceu em dezembro, em Divinópolis, cidade do Divino – diz a escritura, sobre colchão de palha e travesseiro de flor macelinha, debaixo de temporal, no ano internacional do arroz, em que não houve prêmio Nobel da Paz e os Beatles cantavam Tomorrow Never Knows, o amanhã nunca se sabe. É autor dos livros Manual de Sobrevivência na Redação, Quando Falar é Fazer e O Menino Alquimista (leia a resenha) (Leitura Altamente Recomendada pela FNLIJ Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil).

Elton Caetano é mineiro da cidade de Divinópolis e artista plástico, com inúmeros trabalhos realizados na comunicação publicitária e ilustrações editoriais. Já produziu trabalhos em países europeus e da Oceania. Atualmente reside em Buenos Aires, Argentina. É coautor e ilustrador do livro Quando Falar é Fazer.

Convite de lançamento:


28 de nov. de 2011

Promoção de kit de marcadores do Selo Fantas e do Mundo de Fantas


Para concorrer ao kit com 2 marcadores Livraria Limítrofe + 2 marcadores O Reino dos Sonhos + 1 marcador Mundo de Fantas, basta:

  • seguir no Twitter @cellyborges e @SeloFantas 
  • deixar uma mensagem criativa neste post e deixar seu Twitter!
  • e tuitar a seguinte frase:

Eu quero o kit de marcadores do @SeloFantas e da @cellyborges http://kingo.to/Ukr

Regras:
Ter endereço de entrega no Brasil;
Retuitar no máximo 3 vezes por dia;
Início: 28/11/11 - Término: 05/12/11.

Dica de leitura + entrevista: Distúrbio - Valentina Silva Ferreira

Rossana, 13 anos, tem tudo para ser uma menina feliz: pais ricos, três irmãos que a amam e uma beleza fora do comum. Contudo, Rossana não quer ser bonita. A beleza atrai coisas que não deseja a ninguém. A mãe, frustrada por uma carreira de pouco sucesso, coloca na filha todas as suas ambições e desejos.

Procura na figura do pai, um aliado, mas acaba encontrando sofrimento, a menina ingênua se vê transformada em mulher... a mulher daquele que deveria protegê-la.

Sofre uma infância terrível. Submetida aos abusos físicos do pai e às exigências quase sobre-humanas da mãe, conhece, demasiado cedo, mundos que nem os adultos têm capacidade para enfrentar: o sexo sem amor, as drogas, a falta de proteção...

O mundo da moda lhe fora imposto a duras penas e tudo que ela quer é ser criança.

Conheça a história intensa, cruel, real... de Distúrbio.

Apesar de ser um tema pesado, me encantei com a Rossana de Distúrbio, a história muito bem escrita pela talentosa Valentina Silva Ferreira, com uma linguagem bela, como é comum aos portugueses, apresenta ao leitor nada além da realidade que muitas crianças passam por conivência dos pais, parentes, amigos, em todo o mundo. A leitura por vezes mostra a inocência, outras o abuso, o crescimento rápido, a falta de carinho, de atenção. Rossana, a protagonista que sofre maus tratos psicológicos e físicos, inicialmente não percebe que ao ser induzida a tornar-se a mulher do pai comete algo errado, mas ela é uma criança, não entende do mundo adulto, o qual é obrigada a assumir. Aquele que deveria ensiná-la a destrói aos poucos, a rapariguinha, como se diz em Portugal, é humilhada, maltratada, e sua infância é roubada por aqueles que a colocaram no mundo, aqueles a quem chama de pais.

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Editora: Estronho
ISBN:
Ano: 2011
Páginas: 180

Entrevista 

Mundo de Fantas: Como foi escrever Distúrbio, conte-nos o processo.
                                         
Valentina Silva Ferreira: Escrever Distúrbio, aos dezenove anos, foi a minha maior aventura. Em primeiro lugar, porque eu só escrevia contos; segundo, porque sabia que o tema traria dúvidas por parte de outras pessoas; e terceiro: eu não fazia ideia de que escrever um romance implicaria uma mudança tão grande em mim. Passo a explicar. Na faculdade, qualquer um ocupa as suas 24h com coisas normais da idade. Nos cinco meses em que me dediquei ao livro, eu estudava, mas queria escrever; eu não estava com os amigos, nem ia a festas ou ao cinema. Resumindo, eu não tinha tempo livre. Eu escrevia. Ouvia, muitas vezes, quem me dissesse que, depois daquele, eu não escreveria mais porque era um compromisso demasiado grande, porque roubava muito de mim, porque eu deixava tanta coisa de lado para poder concentrar-me exclusivamente a ele. Enganaram-se. Foi com Distúrbio que eu percebi que escrever é o que me faz completamente feliz, não só pelo prazer do próprio ato, mas, também, por poder colocar no papel situações que sempre me afligiram, como é o caso da pedofilia. Quem me vai conhecendo literariamente, sabe que esse é um tema que muitas vezes abordo. E com esses, muitos mais virão porque eu encontrei na escrita um exorcismo para todas as frustrações que vou sentindo ao longo do meu percurso acadêmico – e mais tarde profissional – no mundo do Direito. Há quem escreva para respirar. Eu escrevo para me limpar.

MdF: Deixe dicas de leitura, pode ter ligação com o assunto do livro e outros que achar importante indicar para seus leitores.

VSF: Quando me perguntam qual o meu livro favorito, eu digo que tenho um top 5 (que irá crescer ao longo dos anos). São livros que me fizeram odiar/amar personagens, que me soltaram valentes gargalhadas e lágrimas e que me transportaram para outro mundo. Tudo na mesma leitura. Lolita, de Vladimir Nabokov é, sem qualquer dúvida, o cabeça da lista. Nabokov conseguiu, dentro da mesma obra, escrever um romance, um policial noir e um livro de viagens. Somos transportados de gênero em gênero com uma subtileza tão bem escrita que nem damos por essas mudanças. Recentemente, li A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón, um livro tão rico em narrativa, detalhes, exploração de sentimentos e com as personagens mais incríveis que já vi – acreditem, vão adorar o personagem Fermín. José Saramago em Ensaio Sobre a Cegueira chocou-me com a crueza das cenas, com a magistralidade da ideia e com críticas sociais que raramente pensamos porque vivemos demasiado concentrados no nosso próprio umbigo. Apaixonei-me pelo O Carteiro de Pablo Neruda, de Antonio Skármeta, por ser, talvez, o livro mais doce – e repare-se que doce não significa light – que alguma vez li, com passagens narrativas dignas de serem passadas para um caderno, lidas vezes sem conta e decoradas. É um livro que me faz suspirar. E, finalmente, em Como Água Para Chocolate, de Laura Esquivel, mergulhamos no surrealismo latino-americano que, na minha opinião, é das literaturas mais apaixonantes, envolventes e ricas em descrições de texturas, cheiros, paladares e emoções.

Sobre a autora
Valentina Silva Ferreira nasceu em 1988, na Ilha da Madeira. Concluiu a licenciatura em Direito em 2010 e faz Mestrado em Ciências Jurídico-Criminais. É uma das autoras selecionadas das seguintes antologias: Cursed City; Série VII Demônios - Gula, Série VII Demônios - Inveja; Lugares Distantes; Jogos Criminais II. É colaboradora da revista on-line Magazon e da revista impressa JA (Associação Acadêmica da Universidade da Madeira). Escreve no blog http://paraisobiblioteca.blogs.sapo.pt/

Serviço:
Distúrbio será lançado dia 10 de Dezembro de 2011
Às 18h30min
No Pier 1327, Joaquim Távora, 1327 - Vila Mariana - São Paulo/SP
Informações: (11) 5539-6213

Livraria Estronho

27 de nov. de 2011

Convite de lançamento: Os Passarinhos e Outros Bichos - Estevão Ribeiro


Os passarinhos Hector e Afonso, personagens de maior sucesso do quadrinhista Estevão Ribeiro, estão de volta. Dessa vez Hector e Afonso têm a companhia de novos bichos, como Patrício, o pato pobre; o joão-de-barro Damião; Agatha Triste; Andre Guinchando; Paulo, o Coelho e Piu Gaiman. Para completar, os dois ganharam homenagens de Leandro Robles, Danilo Beyruth, Mário César, Vito Cafaggi, entre outros. 

Data, hora e local:
Dia 30 de novembro de 2011 - às 19h
Saraiva MegaStore – Botafogo Praia Shopping
Praia de Botafogo, 400 - 4º piso
Tel: 2237-9100
Entrada grátis.

Twitter do Selo Fantas de Literatura Infantil e Juvenil.

Agora o Selo Fantas de Literatura Infantil e Juvenil da Editora Estronho tem Twitter!

Siga e fique informado sobre todas as novidades!


26 de nov. de 2011

Em breve: Carolina Descobriu que Podia Voar - Marcelo Amado

Em breve pelo Selo Fantas o livro Carolina Descobriu que Podia Voar, de Marcelo Amado e ilustrações de Carolina Mancini.
 


25 de nov. de 2011

Participe da antologia: A Fantástica Literatura Queer - Cristina Lasaitis e Rober Pinheiro (org.)

  
A Fantástica Literatura Queer é a primeira coletânea de contos brasileira dedicada à ficção fantástica queer, ou seja, relacionada ao universo GLS, ou LGBT, ou LGBTTT, ou simplesmente de A a Z. Diversidade é o nosso negócio, e se você pensa que existe alguma bandeira ideológica por trás deste projeto, saiba que não poderia estar mais redondamente certo! Nosso compromisso é com a afirmação, a visibilidade e a comemoração da diversidade sexual e literária!

Após duas bem-sucedidas edições – o Volume Vermelho e o Volume Laranja – temos o prazer de anunciar uma nova chamada para submissão de contos para os próximos volumes d’A Fantástica Literatura Queer!

Qual é o prazo da nova chamada?
Vamos receber contos até o dia 01/03/2012.

Quem pode participar?
Uma vez que nosso lema é “diversidade”, podem participar pessoas de toda a galáxia e redondezas. Sem distinção. Sempre.

Como você pode participar?
 Enviando um conto bem escrito que corresponda de forma interessante à proposta da coletânea e que esteja dentro das especificações do projeto.

Quais os critérios de participação? 
As histórias deverão obrigatoriamente aludir à diversidade sexual. A presença de personagens gays, lésbicas, trans, etc. é desejável, mas não é compulsória. Destacamos que mais importante que o retrato será o questionamento – em outras palavras, serão priorizados os textos que induzam a pensar sobre o tema.

Como exemplo, o autor poderá apresentar a intracultura de minorias sexuais em contextos alternativos e/ou explorar sua interface com outras culturas; poderá debater papéis de gênero, preconceito e discriminação; fazer referências e reinvenções históricas; construir e desconstruir paradigmas afetivo-sexuais, etc. O importante é que o conto responda de forma criativa à proposta.

Os contos deverão se enquadrar dentro da literatura fantástica em sua ampla definição: ficção científica, fantasia e terror (e seus inúmeros subgêneros: ficção científica hard, ficção científica soft, space opera, utopia/distopia, cyberpunk, steampunk, weird fiction, new weird, pós-humanidade, slipstream, história alternativa, ficção alternativa/mashup, horror, terror, fantasia mitológica, fantasia medieval, fantasia urbana, dark fantasy, etc). Sem restrições quanto ao conteúdo erótico.

24 de nov. de 2011

Dica de leitura: O Nariz - Nikolai Gógol

"Um conto fantástico em todos os sentidos"
Luis Fernando Verissimo

A biblioteca de clássicos que a Cosac Naify publica para o jovem leitor ganhou uma obra de peso: O nariz, um dos textos mais notáveis de Nikolai Gógol (1809-1852), traduzido por Rubens Figueiredo direto do russo, ilustrado por Guenádi Spirin e com quarta capa assinada por Luis Fernando Verissimo.

Nesse livro, a expressão "meter o nariz onde não é chamado" é levada a sério. No conto de Gógol, ironicamente, é de fato um nariz que se mete onde não devia. Ou melhor: abandona seu posto de nariz e sai por São Petersburgo passando-se por um Conselheiro de Estado. 

Publicado pela primeira vez em 1836, a narrativa de Nikolai Gógol,
marcada pelo humor, surpreende pela naturalidade com que aborda uma temática absurda.

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Eitora: Cosac Naify
ISBN: 9788575037201
Páginas: 28
Ilustrações: 28
Ilustração: Guenádi Spirin
Tradução e adaptação: Rubens Figueiredo
Quarta capa: Luis Fernando Veríssimo
Coleção: Os mais belos contos
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Sobre o autor
Gogol nasceu na Ucrânia , em 1809, e morreu em Moscou em 1852. Contista genial, romancista e teatrólogo, é considerado um dos fundadores da moderna literatura russa. Mal adaptado ao mundo Gogol morreu amargurado, vítima de alucinações, revoltado com seu tempo, a arte e a política. Renovador e vanguardista, trouxe para a literatura russa o realismo fantástico e escreveu algumas obras-primas do conto universal, como O Diário de um Louco, ambientado em São Petesburgo, um conto que mistura realidade e sonho; O Nariz, uma farsa absurda e inquietante: o Capote, um clássico, e o Retrato, que acrescenta lirismo à obra de Gogol.

Dica de leitura: Os Monstros do Cartógrafo - Rob Stevens

Como piloto de uma companhia aérea, o primeiro romance de Rob Stevens, Os monstros do cartógrafo, foi escrito durante as viagens de trem e de taxi pela Europa e em quartos de hotel em Estocolmo, Oslo, Istambul e Paris. E a estreia não poderia ter sido melhor: tornou-se um bestseller e foi indicado ao Waterstone's Children's Book Prize.

Em pleno século XV, quando um importante capitão dos mares decide zarpar em busca de uma nova terra, Walter Bailey e seu sobrinho de doze anos Hugo são empregados como os cartógrafos do navio. São os dois, inclusive, que analisam cada ilha misteriosa que a frota encontra pelo caminho.

Ao chegar a uma praia de areia roxa, a dupla de cartógrafos acredita ter encontrado o paraíso. Mas essa ideia inicial acaba no momento em que Walter é capturado por um gigantesco rato voador. Com a ajuda de criaturas estranhas e maravilhosas Hugo terá apenas uma chance para salvar seu tio e colocar à prova seu treinamento em cartografia. Para dificultar, ele terá que enfrentar seres nunca antes vistos, como porcos voadores, ratos falantes e os temidos bufalogros.

Apesar de ser uma história de aventura e fantasia que se passa em pleno século XV, Os monstros do cartógrafo é também uma história emocionante de superação e de demonstração do amadurecimento de um menino que agradará leitores de todas as idades. Foi o que aconteceu na Inglaterra, quando logo após o lançamento, tornou-se leitura obrigatória entre alunos de colégios e de universidades.

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Editora: Bertrand Brasil
Título original: The mapmaker's monsters
Tradução de: Juliana Lemos e Carlos Irineu da Costa
ISBN: 8528615375
Ano: 2011
Páginas:320
No Skoob
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Sobre o autor
Rob Stevens é um piloto da British Airways que escreve em quartos de hotel em todo o mundo. Os Monstros do Cartógrafo é sua primeira incursão em livros para jovens. Quando não está voando, vive em Dorset com a esposa e os dois filhos pequenos. Saiba mais em www.robstevens.co.uk

23 de nov. de 2011

Dica de leitura: Guerra e Paz - Edição Especial - Liev Tolstói

A obra-prima de Tolstói ganha sua primeira edição brasileira traduzida diretamente do russo, lançada em novembro de 2011 pela Editora Cosac Naify (2536 páginas, 2 volumes em uma caixa, R$ 198). A edição traz ainda cinco mapas, uma lista com informações sobre os personagens e os fatos históricos citados no romance, além de sugestões de leitura.

“Milhões de pessoas praticaram, umas contra as outras, uma quantidade tão inumerável de crimes, embustes, traições, roubos, fraudes, falsificações de dinheiro, pilhagens, incêndios e assassinatos, como não se encontra nos autos de todos os tribunais do mundo em séculos inteiros. O que produziu tal acontecimento extraordinário?”

Empenhado em responder a esta pergunta, através da busca pela verdade histórica dos fatos, e em argumentar com os historiadores de sua época, que no seu entender resumiam os acontecimentos nas ações de algumas figuras poderosas, Liev Nikoláievitch Tolstói (1828-1910) escreveu um dos maiores romances da literatura mundial. Guerra e paz descreve a campanha de Napoleão Bonaparte na Rússia e estende-se até o ano de 1820.

O livro um começa na cidade russa de São Petersburgo, numa festa dada em julho de 1805 por Anna Pavlovna Scherer - dama de honra e confidente da rainha mãe Maria Feodorovna. Os principais personagens e famílias aristocráticas da novela são conhecidos aqui. Pedro Bezukhov é filho ilegítimo de um conde abastado à beira da morte e é inesperadamente envolvido em uma disputa pela herança. Educado na França, com a mãe morta, Pedro é essencialmente bondoso mas sem tato social, de natureza aberta, e sente dificuldades para se integrar à sociedade de São Petersburgo.

O amigo de Pedro, o inteligente e sardônico príncipe André Bolkonsky, marido da encantadora Lisa, também comparece à festa. Julgando a sociedade de São Petersburgo enjoada e sentindo-se desconfortável com a vida de casado, André escolhe ser ajudante de campo do príncipe Mikhail Kutuzov na Guerra da Terceira Coalizão contra Napoleão.

O livro dois começa com Nicolau Rostov voltando para sua casa em Moscou para uma visita breve, no início de 1806. Nicolau encontra a família às voltas com a ruína financeira devido à má administração do patrimônio. Com Denisov, passa um inverno agitado em Moscou. Natasha transformou-se numa bela moça e é assediada por Denisov mas não o aceita. Apesar dos pedidos da mãe para encontrar um partido com boas perspectivas financeiras para casar-se, Nicolau rejeita essa sugestão e promete casar-se com seu amor de infância, sua prima Sônia, orfã e sem fortuna.

Baseado em meticulosa e exaustiva pesquisa – com fontes que vão dos estudos do francês Adolphe Thiers e do russo Mikháilovski-Danílevsk a testemunhos orais –, Tolstói reconta os episódios que culminaram na derrota francesa e retrata, à sua maneira, personagens reais, como o próprio Napoleão e uma série de comandantes militares.

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Editora: Cosac Naify
Tradução e apresentação: Rubens Figueiredo
Edição: Novembro 2011 - 2 volumes
Páginas: 2536
Ilustrações: 6
ISBN:978-85-405-0006-8
Fonte: Wikipédia
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Sobre o autor:
Liev Nikoláievich Tolstói nasceu em Iasnaia-Poliana, na Rússia, em 1828, e faleceu em 1910. Filho de uma importante família ligada aos czares, ficou órfão ainda criança. Na Universidade de Kazan estudou línguas orientais e direito. Em 1847, por herança, tornou-se proprietário de terras em sua cidade natal. Em seus últimos anos, depois de várias crises espirituais, tornou-se uma pessoa profundamente religiosa. Perseguido e excomungado pela Igreja, seus últimos anos são de engajamento social. Teve uma importante influência no desenvolvimento do pensamento anarquista. Foi um dos maiores autores da literatura russa do século XIX. 


22 de nov. de 2011

Em breve: A Ascensão da Casa dos Mortos - Lemos Milani

"As vozes unidas prosseguiram no cântico macabro... até serem tragadas novamente pela casa".

Foi em julho, durante uma despretensiosa viagem em família, que o verdadeiro sentimento do medo surgiu. Apenas três pessoas e uma casa nada humilde mostrarão a você, leitor, que o mal não escolhe situação para agir, muito menos fundamento. Esqueça a realidade, apague as barreiras da lógica; espaço e tempo não passam de mera ilusão.

Por que três, dentre oito pessoas, viveram horrores inimagináveis em uma construção que jamais mostrou qualquer tipo de perturbação? Julieta, Santiago e Lindsay quiseram, acima de tudo, conhecer a resposta. Mas como viver sabendo que os acontecimentos ganhavam poder em escala vertiginosa? Até quando a máscara da inocência poderia ser propositalmente mantida?

A Mansão Morrigan é uma bela edificação erguida em terras serranas, de caráter simples e ao mesmo tempo marcante, posta em um terreno cuidadosamente trabalhado. Conheça-a, penetre nos cantos mais isolados, explore cada pedaço do jardim, então você descobrirá muito mais que apenas tijolo e concreto.

Caro leitor, você está oficialmente convidado, mas ressalto: nem tudo é o que parece, palavras enganam. De resto, aproveite a estadia enquanto pode, a temporada é curta. Apenas mantenha a cautela e seja bem-vindo.

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Editora: Estronho
Autor: Lemos Milani
Lançamento em abril de 2012
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Sobre o autor:
Lemos Milani nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1991, e atualmente reside em Nova Iguaçu. Não cresceu cercado por livros, mas começou a perceber o valor da literatura ainda cedo – felizmente. Seus escritores preferidos permeiam entre o clássico e o contemporâneo, tendo um papel extremamente importante na formação de seu estilo literário. Não possui gênero fixo de escrita, embora prefira construir seus textos em caráter simbólico e crítico. É autor de contos em 6 dos 7 livros da série VII Demônios e um conto na antologia Quando o Saci Encontra os Mestres do Terror, todos ainda inéditos e é autor convidado da antologia Malditas - as casas têm atmosfera, organizada por Celly Borges, ou seja, essa que vos escreve.

O livro A Ascensão da Casa dos Mortos tem previsão de lançamento para abril de 2012

Mais informações no site da Editora Estronho

Dica de leitura: As aventuras de Pinóquio: História de um boneco - Edição Especial - Carlo Collodi

As aventuras de Pinóquio será lançado dia 07 de dezembro de 2011 e a Cosac Naify propõe uma redescoberta da famosa história do boneco de madeira, publicada originalmente de forma seriada num jornal italiano. A editora preparou uma edição especial, limitada a 3500 exemplares que vêm em uma luva e cujo miolo foi impresso com uma cor especial no papel importado GardaPat Kiara, capa dura e impressão em hot stamping.

Esqueça a história simplória do boneco que ao mentir via seu nariz crescer. Tenha as adaptações em livros ou animações (especialmente a da Disney) apenas como vaga referência – a trama original do Pinóquio de Collodi é muito mais complexa, uma narrativa que acontece dentro da barriga de um Peixe-Cão, por cima de uma serpente “cuja pele era verde, os olhos de fogo e a cauda afilada soltava fumaça como uma chaminé”, junto ao papagaio falante do Campo dos Milagres, nas horas de espera na porta da Casa da Fada (enquanto a enorme Lesma desce a escada); a história de como um “pedaço de pau que ria e chorava como uma criança” se transforma em Pinóquio, um dos personagens mais queridos da literatura. No ritmo trepidante de Collodi, ele passa fome, é zombado na escola (embora responda com uma bela cotovelada de madeira), rouba dinheiro e se arrepende (quase) sempre das encrencas nas quais se mete.

Essas são apenas algumas d’As aventuras de Pinóquio, que passaram por gerações de leitores de todas as idades no mundo. Uma fama que, segundo Italo Calvino, “se estende por todo o planeta e em todos os idiomas, a capacidade de sobreviver indene às mutações do gosto, das modas, da linguagem, dos costumes, sem jamais conhecer períodos de eclipse ou de esquecimento”.

A tradução do texto integral de Ivo Barroso mantém o delicioso ritmo de folhetim associado a uma linguagem refinada e límpida do original. No posfácio inédito no Brasil de Italo Calvino, ele comenta o alcance do livro: “Quando comecei a escrever considerei Pinóquio um modelo de narrativa de aventuras; mas creio que sua influência devia ser estudada em todos os escritores de nossa língua”.

As ilustrações exclusivas de Alex Cerveny são uma atração à parte: o artista brasileiro utilizou a técnica cliché verre, do final do século XIX (contemporânea ao livro), na qual se chamusca uma placa de vidro com uma vela e desenha-se rapidamente sobre esta superfície com um objeto pontiagudo. O resultado são imagens oníricas de um Pinóquio nunca antes imaginado.
 


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Editora: Cosac Naify
Páginas: 360
Ilustrações: 60
ISBN: 978-85-405-0014-3
Ilustrações: Alex Cerveny
Tradução: Ivo Barroso
Posfácio: Italo Calvino
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21 de nov. de 2011

Dica de leitura: O Conde de Monte Cristo - Edição definitiva - Alexandre Dumas

“Que louco eu fui de não ter arrancado meu coração no dia em que jurei me vingar!" 
Conde de Monte Cristo

Um clássico da literatura, que mexe com a imaginação e a sensibilidade de milhões e milhões de leitores há mais de 150 anos, ganha finalmente a edição brasileira que merece: em uma linda caixa com dois tomos, ilustrado com 170 gravuras de época e enriquecido por mais de 500 notas explicativas. O romance constrói um suspense atrás do outro, numa sequência de peripécias de tirar o fôlego — traições, denúncias anônimas, tesouros fabulosos, envenenamentos e vinganças.
O gênero literário capa e espada surgiu na Espanha no século XVII, mas foi no século XIX que o romance histórico de capa espada conquistou suas verdadeiras características: o clima de aventuras e o herói cavalheiresco.

Na França esse gênero alcança sua plenitude com os romances de Alexandre Dumas (pai), autor de várias obras-primas.

O Conde de Monte Cristo é um clássico do gênero. Trata da transformação do jovem e destemido imediato de navio Edmund Dantès - encarcerado injustamente por 13 anos na ilha-prisão do Castelo de If por um conluio dos que lhe invejavam a sorte - no implacável Conde de Monte Cristo. É uma impressionante história de sofrimento, vingança e amor.

"Alexandre Dumas diverte… como uma lanterna mágica... O amor conserva a decência, o fanatismo é alegre, os massacres fazem sorrir".
Gustave Flaubert

Publicado originalmente na forma de folhetim entre 1844 e 1846, dois anos depois já circulava em diversas línguas sob a forma de livro, numa carreira vertiginosa que só encontra paralelo na saga de Os três mosqueteiros, outro best-seller de Alexandre Dumas. O Conde de Monte de Cristo volta para acertar suas contas
com leitores de todo o Brasil.




"Alexandre Dumas é um desses homens que podem ser chamados de semeadores de civilização; ele saneia e melhora os espíritos... cria a sede de ler".
Victor Hugo



 
A presente tradução baseou-se nas melhores edições existentes: a da Pléiade, a da Calmann-Lévy (em seis volumes, reprodução da edição standard de 1895), a da Bouquins e a da Folio.

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Título original: Le Comte de Monte Cristo
Editora: Zahar
Edição: 2008
Páginas: 1376
ISBN: 978-85-378-0113-0
Tradução, apresentação e notas: André Telles e Rodrigo Lacerda
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Leia um trecho de O Conde de Monte Cristo

Sobre o autor:
Alexandre Dumas (1802-1870) foi talvez o maior romancista francês de clássicos da literatura de aventura, como Os três mosqueteiros. Suas histórias foram traduzidas para cerca de uma centena de idiomas e inspiraram mais de 200 filmes.  

“Em literatura, não admito sistema, não sigo escola, não desfraldo bandeiras: entreter e magnetizar, estas são minhas únicas regras”.
Alexandre Dumas

Dica de leitura: 20 mil léguas submarinas - Edição definitiva - Jules Verne

Edição definitiva  - Comentada e Ilustrada.

Há mais de 150 anos, a obra mais famosa de Jules Verne encanta leitores de todas as idades. O escritor ajudou a criar um novo gênero literário, a ficção científica, e seus livros tinham um traço premonitório. Muitas das invenções humanas posteriores foram antecipadas em suas páginas. 20 mil léguas submarinas é um exemplo.

A aventura é das mais emocionantes. O leitor é transportado para 1866, ano em que navios de diferentes nacionalidades começam a naufragar e sofrer misteriosas avarias. As descrições revelam que um ser “comprido, fusiforme, fosforescente em certas ocasiões, infinitamente maior e mais veloz que uma baleia” seria o responsável. Imediatamente, governantes e homens da ciência mobilizam-se para deter o misterioso monstro marinho.

A missão, porém, não sai como esperado. Os responsáveis pela expedição são capturados pelo capitão Nemo, enigmático e problemático, criador do moderno submarino Náutilus, confundido com o tal monstro misterioso. A aventura só começou. A trupe vai viajar pelo fundo do mar, enfrentando águas remotas, criaturas das profundezas e uma fauna e flora exuberantes.

Um clássico da literatura mundial que merecia uma edição brasileira à altura. Esta chega agora com tradução cuidadosa, mais de 70 gravuras de época e notas explicativas. 

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Editora: Zahar
Edição: 1
Tradução: André Telles
ISBN: 978-85-378-0730-9
Páginas: 456
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Leia um trecho do livro 20 mil léguas submarinas - Edição definitiva - Jules Verne

Dica de leitura: HQ - Robinson Crusoé - Daniel Defoe

Este é o primeiro volume da coleção “Clássicos da Literatura em Quadrinhos”. A adaptação de Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, foi realizada pela dupla francesa Christophe Lemoine (que fez a adaptação e o roteiro) e Jean-Cristophe Vergne (responsável pelos desenhos e cores).

O lindo livro em capa dura oferece 60 páginas, todas coloridas, e que traz ainda, no final, um completo dossiê, contextualizando o clássico com informações detalhadas sobre o autor, sua época e sua obra. No caso de Robinson Crusoé, há dez páginas que contam, por exemplo, como Daniel Defoe começou sua carreira de romancista aos 59 anos em 1719. Há também um ótimo texto que complementa a história e faz com que o leitor entenda ainda mais a respeito do herói que fica 25 anos sozinho em uma ilha deserta: 

O náufrago é uma espécie de novo Adão, que precisa aprender a dominar o ambiente na mais completa solidão. Ele se torna marceneiro, construtor, caçador, agricultor, ceramista, costureiro, cesteiro. (…) Através de Robinson, o arquétipo do intrépido marinheiro inglês, Defoe celebra a capacidade do homem branco de se impor, a coragem daquele que se aventura em uma terra desconhecida e o triunfo do individualismo motivado pelo lucro mas também interessado em apresentar os benefícios da civilização aos selvagens…”

A coleção é um grande sucesso na França e na Bélgica, formada por adaptações de alguns dos principais clássicos da literatura mundial. O objetivo é oferecer um livro que encante todos os leitores e que seja direcionado também para estudantes. Aliás, este caráter pedagógico fez com que a coleção ganhasse total apoio da UNESCO.

Além de Robinson Crusoé, L&PM Editores vai publicar, dentro da Coleção “Clássicos da Literatura em Quadrinhos”, A ilha do tesouro, de R. L. StevensonA volta ao mundo em 80 dias, de Julio Verne e Um Conto de Natal, de Charles Dieckens;  Odisseia, de Homero; Dom Quixote, de Cervantes, Viagem ao Centro da Terra, de  Júlio Verne; Guerra e Paz, de Leon Tolstói; Os miseráveis, de Victor Hugo e As mil e uma noites.

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Editora: L&PM/2011
Páginas: 60
Tradução de Alexandre Boide
Adaptação e roteiro: Christophe Lemoine
Desenhos e cores: Jean-Christophe Vergne
ISBN: 978.85.254.2453-2
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Dica de leitura: HQ - A Ilha do Tesouro - Robert Louis Stevenson

A Ilha do Tesouro é o segundo volume da série Clássicos da literatura em quadrinhos. Com adaptação e roteiro de Christophe Lemoine, desenhos de Jean-Marie Woehrel e cores de Patrice Duplain, o clássico de Robert Louis Stevenson ganha uma versão em HQ. O lindo livro em capa dura oferece 60 páginas, todas coloridas, e que traz ainda, no final, um completo dossiê, contextualizando o clássico com informações detalhadas sobre o autor, sua época e sua obra.

A coleção é um grande sucesso na França e na Bélgica, formada por adaptações de alguns dos principais clássicos da literatura mundial. O objetivo é oferecer um livro que encante todos os leitores e que seja direcionado também para estudantes. Aliás, este caráter pedagógico fez com que a coleção ganhasse total apoio da UNESCO.

A Ilha do Tesouro conta a história de quando um misterioso marinheiro morre em circunstâncias estranhas numa pousada e o jovem Jim Hawkins acaba se deparando com um baú que pertence ao homem. Dentro dele há um mapa indicando o caminho de um valioso tesouro. Mas Jim logo percebe que não é o único a saber da existência do mapa, e sua bravura e astúcia são postas à prova.

Na companhia de Squire Trelawney e do doutor Livesey, Jim embarca no navio Hispaniola e parte para uma perigosa aventura em meio a ardilosos piratas. Esta história de traição e heroísmo é também uma alusão à passagem da infância para a idade adulta, à perda da inocência. Diante de situações assustadoras, Jim passa a conhecer seus defeitos e seus limites, mas também sua coragem. A Ilha do Tesouro foi um sucesso imediato quando da sua publicação, em 1883, e continua sendo uma das maiores histórias de aventura da literatura.

Além de A Ilha do Tesouro, a L&PM Editores publica Robinson Crusoé, de Daniel Defoe e publicará, dentro da Coleção “Clássicos da Literatura em Quadrinhos”, A volta ao mundo em 80 dias, de Julio Verne e Um Conto de Natal, de Charles Dieckens;  Odisseia, de Homero; Dom Quixote, de Cervantes, Viagem ao Centro da Terra, de  Júlio Verne; Guerra e Paz, de Leon Tolstói; Os miseráveis, de Victor Hugo e As mil e uma noites.

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Título original: L'île au Trésor
Editora: L&PM/2011
Páginas: 60
Tradução de Alexandre Boide
Adaptação e roteiro: Christophe Lemoine
Desenhos: Jean-Marie Woehrel
ISBN: 978.85.254.2454-9
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Adquira a HQ - A Ilha do Tesouro
 

20 de nov. de 2011

Resenha: A Casa Desabitada - Sra. J. H. Riddell

Quando o Coronel Morris descobriu que todos os inquilinos abandonaram a casa antes do combinado em contrato, e que nada disso lhe fora dito antes que ele também assinasse os papéis, processou a srta. Blake, tutora de sua sobrinha, a dona do imóvel, alegando que o lugar era mal assombrado.

Como a srta. Blake e seu advogado, Sr. Craven, precisassem provar que nada havia de errado – ou sobrenatural –, e acabar com a má fama, para que a casa voltasse a ser alugada, resolveram pagar alguém para desvendar tal mistério.

Patterson, que trabalhava para o Sr. Craven, se prontificou, já que a quantia oferecida vinha em hora bastante boa e mais, o local ficava próximo à casa de uma jovem pela qual estava apaixonado.

Sonhos apavorantes o perseguiam. Estranhas coisas aconteciam. Lampiões acessos à noite, amanheciam apagados. Portas trancadas, pela manhã apareciam abertas. E ainda assim, os lacres continuavam intactos.

A pressão psicológica era grande, mas Patterson se mostrava motivado a desvendar os mistérios.

Seria um fantasma ou alguém de carne e osso que desejava os estranhos longe dali?

Com algumas simples armadilhas descobriu que lidava com um ser de carne e osso. Isso era bem melhor.

Porém, logo descendo as escadas, vinha um fantasma.

“Vi o vulto passar pela porta que eu tinha acabado de destrancar e que se abriu para acolher o fantasmagórico visitante, abriu e tornou a se fechar, sem interferência de mãos humanas”.
Um clássico pouco conhecido, com descrições que prendem o leitor. Recomendado para quem gosta de boas histórias de fantasmas.

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Editora: Marco Zero
ISBN: 852790165X
Ano: 1999
Páginas: 252
No Skoob
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