28 de out. de 2011

Dia Nacional do Livro

Comemora-se no dia 29 de outubro o dia nacional do livro, esta data foi estipulada a partir da transferência da Real Biblioteca Portuguesa para o Brasil, em 1810, foi então fundada a Biblioteca Nacional.

O Brasil também passou a editar livros a partir de 1808, o primeiro editado foi "Marília de Dirceu", de Tomás Antônio Gonzaga. 

Hoje a edição de livros no Brasil ainda é pequena para o número de habitantes, mas também é relativa ao número de leitores. Infelizmente não temos consciência de leitores, a maioria das pessoas não tem livros em suas vidas, nem chega a ser um produto secundário, aquele em que apenas será adquirido caso sobre algum dinheiro. Muitos nem pensam na possibilidade de tomar a leitura como lazer, muitas pessoas veem livros apenas como obrigação do colégio, depois disso passam a fazer parte apenas das estantes.

A parte boa é que há mais interessados, não digo necessariamente da boa literatura, mas é um começo. Há bibliotecas muito bem estruturadas para receber todos os tipos de leitores. Por isso, se não tiver como adquirir livros, empreste dos amigos, da biblioteca...

Vamos ler mais. Fazer da leitura parte da nossa vida.

27 de out. de 2011

Agenda: 2012 pra lá de Estronho!

Em 2012 a Editora Estronho vem com muito mais vontade e dedicação, publicando as antologias que foram encerradas em 2011 e muito mais.

Listamos aqui os títulos que já estão confirmados para 2012, porém outras antologias e livros solo estão sendo negociados. Aos poucos a lista será atualizada para que vocês possam acompanhar de perto os passos da Editora Estronho, que continua com o compromisso de lançar novos autores, mesclando-os com autores mais experientes.

Editora Estronho... tudo, até literatura!

Confira a agenda da Editora Estronho para 2012.

Literatura juvenil: o Selo Fantas está recebendo originais!

O Selo Fantas de literatura juvenil da Editora Estronho recebe originais.

Vale lembrar que a proposta do Selo Fantas é não tratar crianças e jovens como incapazes de compreender um texto, eles não têm limitações impostas pelo tempo como os adultos, adoram ler de tudo.

Deixo a dica: quero ler histórias que emocionem; tragam com medo; alegria; tristeza - não necessariamente tudo junto, isso é apenas uma amostra -, não tenha medo de escrever, não limite a história por acreditar que o público é diferente, ele é mais exigente.

Quero histórias bem escritas contendo ou não Fantasia.

A Editora,
Celly Borges

26 de out. de 2011

Resenha: Te amo te odeio sinto tua falta – Elizabeth Scott

Mais uma vez Elizabeth Scott (1972) presenteia o leitor com uma grande obra. Te amo te odeio sinto tua falta (Editora Underworld, 180 páginas, R$39,90), uma história bem escrita, que mantém a realidade tensa e triste de Menina Morta-Viva (Editora Underworld, 172 páginas, R$39,90), porém não é tão rápida, é mais aprofundada, sem ocultar detalhes da vida de Amy, 16 anos, que para fugir de seus problemas se afunda na bebida, e por conta do que causou por esse comportamento, vai parar em um centro de reabilitação. Para ajudá-la nesse processo, seu médico pede que escreva um diário sobre seus dias. Amy resolve escrevê-lo em forma de cartas para sua melhor amiga, Julia.

Amy conta seus dias na volta ao colégio, como é destratada por seus colegas que a olham com pena. O medo de se ver sozinha em uma festa, não ter tido um amor de verdade, fazer sexo apenas por fazer e somente quando estava bêbada, sem saber a real sensação, o verdadeiro prazer.

Conta como é conviver com seus pais que sabidamente não desejaram tê-la – eles vivem em um eterno namoro e esquecem que a filha tem necessidades, precisa de atenção como qualquer adolescente –, talvez esse seja um dos motivos para que a bebida a ajude, a esquecer.

“Minha mãe chegou a se encolher. Gostei disso. Gostava de vê-los tão perturbados. Agora sei por que você dizia coisas que faziam sua mãe gritar furiosamente e ficar vermelha de raiva. Sei por que sorria quando a perturbava dessa maneira”.

Amy sofre muito pelo descaso dos pais. Os pais de Julia se importavam, queriam saber da filha.

“Mas era isso. Eu estava lá. Eles sabiam disso. Fim. Meus pais tinham o coração cheio, transbordando do amor que sentiam um pelo outro, e não precisavam de mais nada. Eles não precisavam de mais ninguém”.

Uma das coisas que deixam a leitura arrastada é encontrar erros ou palavras cortadas, no livro encontrei algumas, e frases mal construídas, como esta que explica a cena de um filme que Amy está assistindo:

“um velho cambaleando, tropeçando nas coisas enquanto tinha um ataque cardíaco, caindo com as mãos nos seios da garota jovem e linda ao morrer”, como se a garota fosse jovem e linda ao morrer, e não o velho tivesse morrido, é necessário parar e até mesmo voltar a leitura para entender.

Na orelha erroneamente diz que o livro “Love You Hate You Miss You” (Te amo te odeio sinto tua falta) ainda será lançado. E a capa original traz uma moça ruiva deitada na grama, já na versão nacional ela está mais para loira, sendo que no próprio livro Amy fala diversas vezes que tem cabelos vermelhos. E num primeiro momento a fonte me pareceu pequena, pensei que teria dificuldades, mas não atrapalhou de nenhuma forma, já que o espaçamento foi maior. A leitura foi tranquila e gostosa.

Te amo te odeio sinto tua falta é uma história forte, sem nenhuma fantasia, adolescente ou literária. Recomendado!

“Silêncio. E não era um silêncio confortável. Era um silêncio chocado. E existe uma diferença. O silêncio chocado é pesado, opressor”.

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Editora: Editora Underworld
ISBN: 9788564025127
Ano: 2011
Páginas: 180
Tradutor: Débora Isidoro
Título: Love You Hate You Miss You
Preço: R$39,90
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Sobre a autora:
Elizabeth Scott nasceu em 1972 em uma cidade pequena e cresceu no sul da Virgínia. Atualmente vive nos arredores de Washington DC com o marido e o cachorro. Tem escrito vários livros sobre suas experiências de infância com os cães.


24 de out. de 2011

1ª Odisseia de Literatura Fantástica - Porto Alegre - RS

A Odisseia de Literatura Fantástica acontecerá nos dias 27 e 28 de abrir de 2012 em Porto Alegre - RS.


Após décadas de esforços, o Brasil vive um período de consolidação editorial dos gêneros fantásticos, como são conhecidos o Horror, a Fantasia e a Ficção Científica. Novos escritores e editoras dedicadas à Literatura Fantástica surgem por todo o país, enquanto a massa de leitores cresce a cada dia.

Para aproveitar esse excepcional momento de nossa literatura, a Argonautas Editora, criada por Duda Falcão e Cesar Alcázar, idealizou ao lado de Christopher Kastensmidt um evento que visa reunir escritores, editores e leitores de diversas localidades do país com o intuito de solidificar o cenário Fantástico brasileiro, além de transformar Porto Alegre em um polo do Fantástico nas artes.

E eu, Celly Borges, estarei na Odisseia de Literatura Fantástica em Porto Alegre - RS, com vários lançamentos da Editora Estronho, inclusive com o livro Le Monde Bizarre, no qual tenho um conto; estarei representando o Selo Fantas de literatura infantil e juvenil, e o mais esperado por mim: com o lançamento do meu livro infantil Em busca do Arco-íris de sonhos que tem ilustrações belíssimas feitas pela Carolina Mancini, e estarei como blogueira do Mundo de Fantas! Espero encontrá-los lá para um bate-papo sobre livros, a vida, o universo e tudo mais!

Clique e confira os livros que a Editora Estronho lançará na Odisseia Fantástica

Divulgue no seu blog:


Serviço
Local: Memorial do Rio Grande do Sul
Rua Sete de Setembro, 1020
Praça da Alfândega – Centro Histórico – Porto Alegre – RS
CEP: 90010-191
Informações: 51-3224-7210
 
Blog | Programação | Contato | Localização

Nos vemos em Porto Alegre!

21 de out. de 2011

Resenha: Gregor - O Guerreiro da Superfície - vol. 1 - Suzanne Collins

Suzanne Collins diz ter se inspirado em Alice no País das Maravilhas, Lewis Carroll, para escrever Gregor, o Guerreiro da SuperfícieEditora Galera Record, R$32,90, 300 páginas –, afinal o menino cai por um buraco e vai parar em outro lugar, bem diferente do seu mundo. Essa passagem fica na lavanderia de seu prédio. Primeiro cai Margaret, ou Boots, sua irmã de dois anos e, para que a mãe não brigasse, pois ele é o responsável pela menina enquanto ela trabalha, ele a segue e cai, cai... O novo mundo fica no subterrâneo, onde se encontram pessoas que dizem viver lá há bastante tempo. Mas também existem outros seres, comuns para nós, porém incomuns em seu tamanho, na estatura de um homem. Ratos, morcegos, baratas e esse inseto faz uma ligação, lembra ao leitor uma grande obra que conta a história de um rapaz que vira um inseto, mas em A Metamorfose de Franz Kafka não está escrito em que se transforma Gregor Samsa, porém se faz implícito na mente de muitos leitores que é uma barata, essa imagem já está fixada. Apesar de Kafka deixar claro que não queria o inseto representado na capa ou em qualquer parte de sua obra para não induzir o leitor, algumas editoras erroneamente o fazem. A Metamorfose é uma história repulsiva, de um jovem que desperta e se vê transformado em um inseto gigante, para vergonha de sua família, que tenta escondê-lo dos olhos dos outros. É uma metáfora sobre mudança e as pessoas à volta terem dificuldade em aceitar o diferente do que a sociedade está acostumada.

Gregor, o Guerreiro da Superfície é um livro juvenil, sem o peso de Gregor de Kafka. O personagem de Collins se vê em meio a uma questão delicada: os subterrâneos têm uma profecia feita pelo primeiro deles morar ali, Bartholomew de Sandwich, para depois convencer outros a também descer e permanecer, diz a profecia que um guerreiro chegará para ajudá-los e Gregor se encaixa em todo o contexto.

O menino, de 11 anos, sempre fora responsável por sua irmã, Boots – chamada assim porque adora brincar com botas –, pois a mãe deles precisa trabalhar fora depois que o marido simplesmente sumiu de suas vidas.Mas nesta louca aventura Gregor, com a irmã, encontra o pai, ele está aprisionado pelos ratos, sendo obrigado a construir objetos que os roedores possam usar contra todos os outros seres. Agora a missão do menino também é salvar o pai.

“Ele nunca conseguia odiar as pessoas por muito tempo, porque sempre encontrava alguma coisa triste na vida deles que ele era forçado a considerar”.

No primeiro livro não conta como ou o motivo dos bichos serem daqueles tamanhos, talvez venha a ser explicado nos próximos volumes. Neste me incomodou um pouco a questão da repetição de palavras e frases mal construídas que poderiam ter sido suprimidas sem afetar o texto.

“Gregor tentou memorizar a canção para poder tocá-la mais tarde para o pai dele no saxofone. O pai dele tocava também. (...) Gregor tinha acabado de começar a ter aulas de sax no colégio quando o pai dele desapareceu.
“O que os ratos estavam fazendo com o pai dele...”

É uma história gostosa, próximo ao estilo de Harry Potter, J. K. Rowling, não com uma narrativa tão aprofundada num mundo fantástico, nem com magia, mas indico para leitores do bruxinho, que provavelmente gostarão de acompanhar a visão Gregor em suas aventuras pelo subterrâneo.

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Editora: Galera Record
Tradução de: Edmo Suassuna
ISBN: 9788501081865
Ano: 2008
Título: Gregor the Overlander
Páginas: 300
Preço: R$32,90
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Os volumes seguintes são:

Sobre a autora:
Suzanne Collins começou sua carreira escrevendo para programas infantis de TV na Nickelodeon e na WB Kids. Atualmente vive em Connecticut com sua família e dois gatos selvagens que apareceram em seu quintal. Além da série Gregor, também é autora de Jogos Vorazes, Editora Rocco.


13 de out. de 2011

Resultado da Promoção "O Desaparecimento de Katharina Linden"

Resultado da Promoção "O Desaparecimento de Katharina Linden" - Editora Bertrand Brasil




Toda a história é narrada alguns anos depois de seu acontecimento, pela visão daquela que a avó explodiu um pouco antes do Natal. Pia Kolvenbach estava na festa de Karneval quando todos de repente começaram a procurar por Katharina Linden, Pia, no entanto, não tinha a mesma visão que os adultos, pensava que seria estranho aceitar a versão deles de que a menina teria sido levada por alguém – na verdade os pais de Pia lhe disseram que Katharina provavelmente dormiu na casa de alguma amiguinha e esqueceu de avisar, claro que ela não acreditou nesse absurdo –, mas  como ter sido levada em meio a toda uma cidade de conhecidos? E Katharina Linden não foi a única desaparecida.



E o ganhador foi:

12 de out. de 2011

Resenha: Histórias de Monstros e Diabruras - Tarsis Tindarsam

É ótimo ter um livro de qualidade, poder segurá-lo e mais, poder ler. Desde a capa, Histórias de monstros e diabruras já me conquistou. Apenas dois olhos ameaçadores, sobre um fundo preto, fitando o leitor e o título em verniz transparente, sem nenhuma fonte de outra cor delimitando onde ele seria aplicado, dando assim, um tom mais sombrio. Lindo!

E as histórias... São todas muito bem escritas – somente vi poucos erros de revisão, concordância e acentuação, mas nada que atrapalhe a leitura –, carregadas de significados. O leitor mergulha, viaja até o local ambientado e, somente quando é avisado de seu fim, na última página de cada conto, consegue voltar ao local em que está, mas logo passa ao seguinte e tudo se repete, uma nova viagem se inicia.

O básico a falar sobre a estrutura do livro é contar sobre suas divisões, que são três, compostas por três contos cada:


Histórias de animais medonhos
Histórias de feitiços macabros
Histórias de assombrações noturnas

Em Histórias de animais medonhos, sem dúvida onde estão os melhores, o conto A Galinha Preta deixa com medo e horror, através das narrativas do velho Caldeira, “fora um tipo formidável de empregado. Mas, então, a idade avançada lhe permitia apenas vigiar a Fazendinha dos Trevos. Era um velho solitário”. A galinha preta era uma assassina, matara outras galinhas, arrancou a cabeça de todas e, o velho contou, quem ouvisse seu canto morreria em treze dias.

Na Floresta – numa grande dificuldade de escolha entre tantos bons, este é o melhor conto –, em que pai e filho vão até ela em busca de seu alimento, mas precisam ficar atentos a uma criatura que vive ali.

“Ouvi o grito pela primeira vez e senti medo. Era uma espécie de urro curto, rouco e muito alto”.

Ela é medonha, e segundo dizem, come carne e os pedaços que caem de sua boca permanecem em sua pelagem, por isso o mau cheiro terrível. O desenrolar deixa o leitor tenso, angustiado, triste, cansado. Incrível!

O conto A Máscara em Histórias de assombrações noturnas, se passa em “uma noite fria, Dia das Bruxas, quando alguém bateu com força na porta dos Hangleton. Muito surpresos, o casal de velhinhos apressou-se para abri-la”, lá estava uma caixa, com receio de que fosse alguma brincadeira por conta do dia, abriram e se depararam com a máscara, logo descobriram ser um presente de seu filho que estava na África. Era um objeto de muito mau gosto, causava arrepios aos dois, e apesar do gesto bem intencionado do filho, resolveram guardar no porão, mas a imaginação humana pode pregar peças, a maldade também pode estar dentro de cada um e os dois lados sofreria para sempre.  Foi complicado ler este à 1 hora da madrugada sem sentir medo e abaixar o livro para olhar em volta para constatar que não havia sobre a cômoda uma máscara.
                                          
Em Mar de alma, o capitão conta sua história triste de vida, e também precisa revelar um segredo. “Não havia estrelas. Os homens olhavam aturdidos para a escuridão da noite. O oceano, de tão sombrio, confundia-se com a abóboda negra do céu, a não ser pelo leitoso nevoeiro que se destacava entre os dois”.

O peso de não saber para onde se vai, caso algo aconteça, estar tão próximo do inferno e não ter forças para desejar o céu.

“– A Morte, meus caro, não é o maior dos problemas. Mas o sofrimento que advém antes e depois dela”.

Tarsis Tindarsan, nascido em Manaus em 1983, soube narrar, conduzir seus personagens e fazer com que o leitor se apaixone por cada conto, e deixo aqui a difícil tarefa de escolher apenas um preferido, quem ler Histórias de monstros e diabruras está convidado a dividir sua opinião sobre a sua favorita.

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Editora: Novo Século
ISBN: 9788576794585
Ano: 2011
Páginas: 180
No Skoob
Sinopse
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***** Breve Entrevista*****

Celly Borges: Fale um pouco sobre suas inspirações para escrever Histórias de Monstros e Diabruras.

Tarsis Tindarsam: Me inspiro sempre em contos clássicos de crime e sobrenatural. Eu gosto de linhas alternativas de gênero e linguagem, por isso também me inspiro no cinema. Posso dizer também sobre uma série que assistia muito na adolescência, chamada ALÉM DA IMAGINAÇÃO, histórias curtas, com surpresas ou finais arrebatadores. Mas algumas coisas do meu cotidiano me fizeram escrever. Minha avó tem origens amazônicas, filha de um mineiro com uma cearense, foi criada no interior da floresta amazônica, e sempre contou muitas histórias para os netos. Aliás, minha família tem o dom de contar e ouvir histórias bizarras, uma tendência que segui. De certa forma, o sobrenatural sempre me rondou. Sonhos, calafrios, são coisas comuns na minha vida. Nem uma das histórias que escrevi é real, a não ser os monstros (rsrsrs). Esses últimos fazem parte da minha vida até hoje. Meus filmes prediletos sempre foram aquele com lobisomens, alienígenas, espíritos, apesar de que tenho uma tendência muito racional na Literatura, sempre gosto de explicar cientificamente ou desmistificar a história que escrevo, isso acontece geralmente no final. Fui muito influenciado pelos primeiros filmes de Spielberg, mas também gosto de uma linha menos fantástica como Crichton (autor de Jurassic Park), aliás, meu próximo livro será ao estilo dele, um terror tecnológico. E tenho notado que não é o sobrenatural ou o racional que descrevem meus escritos, mas o horror. 

1 de out. de 2011

Novo blog:

Conheçam o meu novo blog, onde vou postar sobre muitos assuntos que não cabem no Mundo de Fantas, exclusivo para a divulgação da Literatura, espero contar com vocês.