Mostrando postagens com marcador literatura juvenil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador literatura juvenil. Mostrar todas as postagens

19 de abr. de 2014

Resenha: O BGA - O Bom Gigante Amigo - Roald Dahl

Livro emprestado da Biblioteca Pública do Paraná

Mais um livro do mestre Roald Dahl (1916-1990). Ele sabe escrever e conversar com as crianças - de todas as idades, eu tenho 30! É fantástico ler histórias que nos fazem pensar, nos fazem sorrir e querer pegar mais obras do autor. Leio e releio, uma atrás da outra e nunca me canso. É mágico.

O BGA - O Bom Gigante Amigo (Editora 34, 288 páginas, R$36) é desses livros que nos encantam. Essa é a história do gigante bom, que sopra sonhos para as pessoas. Os gigantes não aparecem para as pessoas, mas um dia ele é visto pela pequena Sofia, que mora num orfanato. Então o BGA a leva para a Terra dos Gigantes, para escondê-la.

Na Terra dos Gigantes, Sofia descobre que o gigante na verdade nem é tão grande assim, ele sofre por ser o menor de todos. E ainda é desprezado pelos outros por ser vegetariano, quando todos adoram comer "serumano" - assim mesmo, eles têm um vocabulário ímpar -, o BGA prefere ficar com as horríveis "nabobrinhas".

Assim o BGA, que não gosta muito de ser contrariado, e Sofia, uma menina bastante curiosa e inteligente, passam por aventuras e medos. Logo os dois descobrem a amizade. E também de repente ficam sabendo de um plano terrível dos outros gigantes, então acabam por envolver até mesmo a Rainha da Inglaterra para dar um jeito de frustrar o intento dos maus.

É um livro de leitura rápida. Flui como todas as obras do genial Roald Dahl. A escrita é simples, e esse é o ingrediente especial do autor, que sabe usar muito bem. Suas histórias geralmente são cheias de desafios, vitórias para quem age bem e consequência para os maus.

E essa é mais uma parceria com o ilustrador Quentin Blake, que sempre consegue completar as histórias de forma fantástica. Bem, eu adoro o seu traço.

Então mais um livro recomendado.

*****
Editora: Editora 34
ISBN: 8573261293
Ano: 1999
Páginas: 288
Ilustrações: Quentin Blake
Tradutor: Angela Mariani
Skoob
*****

Leia também
+ Resenha: O Remédio Maravilhoso de Jorge - Roald Dahl
+ Resenha: Matilda - Roald Dahl
+ Os dez direitos do leitor, por Daniel Pennac e ilustrações de Quentin Blake

27 de fev. de 2014

Resenha: O livro do cemitério - Neil Gaiman

E de repente O livro do cemitério pula na minha frente e pede para ser lido. Pois pedi licença aos outros volumes que estava lendo e foi o que fiz, tomei em minhas mãos a obra e a li. Melhor, a devorei. Em um dia estava órfã de mais um livro de Neil Gaiman.

O livro do cemitério (Editora Rocco, 336 páginas, R$39,50) já começa com suspense, e há muito mais durante a história.

“A mão estava no escuro e segurava uma faca”, é assim que inicia a história. E sabemos do seu nome. “O homem chamado Jack”, é desta forma que se referem a ele quando aparece ou é citado.

O homem chamado Jack quer matar toda a família daquela casa em que entrou. Pois acontece que, enquanto está no quarto dos pais, o bebê foge engatinhando pela porta da frente – a única pista é a fralda que deixou no caminho.

Mas o bebê se dá bem e consegue ir para um lugar... seguro. O cemitério ali perto. E de repente o assassino chega para procurar o menino, mas ele já está escondido. Os fantasmas o pegam e querem cuidar dele. Alguns são contra, mas logo todos passam a sentir amor por aquela criança especial – especial, pois está viva! Simas diz que será seu guardião e poderá trazer alimentos e o que mais o menino precisar.

Assim ele ganha um nome, Ninguém Owens – sobrenome da família que o adota –, e passa a viver feliz, aprendendo com os novos amigos como se tornar invisível, por exemplo. Mas ele é proibido de sair do cemitério, há essa aura de suspense e medo sobre o que o aguarda lá fora.

Um dia ele conhece uma menininha viva, então se tornam os melhores amigos. Os pais dela a levam ali para brincar, pois há uma reserva natural e onde moram não têm essa liberdade. Mas a pequenina se muda um dia e Ninguém fica ali, com seus amigos fantasmas.

Aprendendo com seu guardião Silas, e crescendo... Vivendo entre túmulos, e tudo é normal para ele.

Vemos Nin, como é carinhosamente chamado, se tornar um adolescente um pouquinho rebelde, um pouco curioso com o mundo, como é normal a todos. Assim muitas aventuras começam quando um dia o menino deseja ir à escola de verdade, conhecer pessoas vivas e aprender com elas. Promete que fará com que não o percebam lá. E os professores esquecem de colocá-lo na chamada, esquecem quem ele é... Mas Nin é bom e não gosta como os colegas tratam as crianças menores...

Neil Gaiman é sensacional nas descrições do lugar e da sensibilidade de cada personagem, em fazer o leitor ficar preso à história, que é sombria e sempre escura e um tanto sombria. Não há muitas cores. Há aprendizados, crescimento e amizade.

O livro do cemitério permaneceu na lista dos mais vendidos do The New York Times por mais de 50 semanas. Entre outros livros, Neil Gaiman também é autor de Os lobos dentro das paredes, os quadrinhos Sandman, Os livros da magia, Coraline...

As ilustrações massa ficam por conta de Dave McKean.

Não conseguia largar do livro e, em poucas horas, tinha terminado. Mas senti uma falta enorme dos personagens, queria que ser mais longo, porque essa é uma daquelas histórias eu poderiam se estender, e ter mais do que 336 páginas. Eu quero mais!

É incrível a forma que essa história me prendeu como há muito não acontecia. E claro que recomendo!

*****
Editora: Rocco
Título original: The Graveyard Book
ISBN: 9788579800122
Ano: 2010
Páginas: 336
Tradutor: Ryta Vinagre
Skoob | Editora Rocco
***** 

20 de fev. de 2014

Resenha: Pânico no navio - Eoin Colfer

Pânico no navio (Editora Record, 98 páginas, R$25) é um livro deliciosamente simples. Para se ler em 1 hora – ou até menos, depende da rapidez do leitor.

Repleto de ilustrações massa feitas por Tony Ross – esse é um estilo que curto bastante, é parecido com o que Quentin Blake, que ilustrou livros do mestre Roald Dahl, aliás, o texto também remete ao autor.

A história é narrada pelo menino Eduardo, de nove anos, que junto com a família vai passar as férias em um trailer à beira mar, como fazem todo ano.

Eduardo tem quatro irmãos: Marcos, Daniel, Bruno e JC – este tem cinco anos e finge ser um bebê, por isso fala desta forma. Cada irmão é de uma forma, geralmente bem pestinha.

Mas para eles a viagem nunca é muito interessante, pois os cinco precisam dormir num quartinho apertado no trailer.

Marcos, o mais velho, adorava contar histórias quando os irmãos estão quase pegando no sono. Um dia ele começa a contar sobre o terrível Capitão Corvo, deixando Eduardo com muito medo, mesmo que ele não admitisse.

Então, no outro dia Eduardo e Marcos vão a uma festa ali perto, só que, claro, algo não vai dar muito certo.

Pânico no Navio é bem divertido, com suspense e medos. Só não entendi a tradução do título, pois, na verdade, nada tem a ver com o original The legend of Captain Crow’s teeth, que tem a ver com a história contada por Marcos. E não tem um “pânico no navio”, na verdade.

Eoin Colfer é conhecido por sua série juvenil Artemis Fowl.

Serviço
Editora: Record
Título original: The legend of Captain Crow’s teeth
ISBN: 9788501075451
Ano: 2007
Páginas: 98
Tradutor: Ryta Vinagre
Skoob | Editora Record

9 de fev. de 2014

Resenha: A prisão mal-assombrada - Joseph Delaney

A prisão mal-assombrada é daqueles livros que encantam logo pela capa e em seguida pelas incríveis ilustrações e quando lemos, a história nos prende de tal forma, que sentimos que ficamos órfãos no fim.

Eu já conhecia o trabalho de Joseph Delaney através da série As aventuras do Caça-feitiço. A Editora Bertrand Brasil vem fazendo um ótimo trabalho com seus livros. Aliás, o trabalho gráfico nas obras juvenis encanta sempre – um belo exemplo é o recente lançamento Os Portões, de John Connolly.

Nessa nova aventura de Delaney, acompanhamos a batalha de Billy Calder, um órfão que vive no Lar para Meninos Desafortunados, e ele realmente logo se tornaria um desafortnado. Billy começou num trabalho nada bom, tem que vigiar: assassinos, criminosos e feiticeiras condenadas. Era o meu trabalho. Ou, pelo menos, seria quando eu terminasse o treinamento.

Certo dia pedem que ele vá trabalhar depois do pôr do sol, que não era o que realmente desejava, assim as desventuras começam.

O que acontece é que uma bruxa que foi enforcada virou um fantasma, ela viu o menino em treinamento e solicitou educadamente a sua presença.

Assim, o ele vai até lá e descobre outras partes da prisão, e seu guia noturno conta histórias terríveis que aconteceram ali.

Então, como todo livro de suspense que se preze, há um aviso para não fazer algo e, sem querer, é a primeira coisa que o menino desobedece.

Um dia, várias pessoas começam a ficar doentes por conta da Peste Escarlate. Algumas pessoas tinham a garganta tão inflamada que mal podiam respirar. Então, pouco antes de morrer, ficavam com uma cor escarlate.

Crianças e jovens gostam desse tipo de autor que não tem medo de contar uma história de fantasmas, bruxas e outros seres – bons e maus –, mas geralmente os adultos não querem que seus filhos leiam, então as histórias são suavizadas com belos finais felizes para sempre.

No entanto, não há receio por parte de Joseph Delaney (1945) sobre contar histórias de horror para crianças. No livro há mortes, fantasmas e um final muito, muito massa. É um livro curto, uma história de leitura bastante rápida, li em 1 hora e queria que tivesse mais. Mas é o caso de uma boa ideia que não tem a necessidade de enrolar – encher linguiça – para chegar até um fim grandioso. Foi genial saber o que aconteceu.

Poucos autores conseguem hoje contar histórias dessa forma. Lembro-me neste momento de Chris Priestley, com seu livro Contos de terror do Tio Montague, realmente geniais, sem medo de contar o que precisa ser contado. Precisamos de mais histórias assim!

A prisão mal-assombrada é pequeno, tem 112 páginas, fonte grande e linhas espaçadas e é repleto de belas ilustrações, de Scott M. Fischer, que deixam o livro ainda mais bacana. Ideal para meninos e meninas que estejam aprendendo a ler – tá bom, confesso que é recomendado para todas as idades, eu mesma tenho 30 e adorei!

A prisão mal-assombrada é lançamento da Bertrand Brasil e as continuações de As aventuras do Caça-feitiço chegarão em breve. Torço muito para que todos os livros de Joseph Delaney venham ao Brasil logo!

Serviço
Editora: Bertrand Brasil
Título original: The Ghost Prison
ISBN: 9788528617344
Ano: 2014
Páginas: 112
Tradutor: Ana Resende
Skoob | Editora Bertrand Brasil

8 de fev. de 2014

Novo livro de Joseph Delaney

Clique aqui e leia a resenha.


Uma história de terror digna dos mestres do gênero.

Sinopse
Conhecido mundialmente pela série best-seller As Aventuras do Caça-Feitiço, Joseph Delaney aventura-se, desta vez, numa história independente, mas ainda repleta de mistério e fantasia. Quando lançado, foi comparado a livros de Neil Gaiman.

A história começa com a primeira noite do órfão Billy, de quinze anos, como guarda de uma sinistra prisão. Mas essa não é uma cadeia qualquer com prisioneiros comuns. Nela há celas mal-assombradas que não podem ser usadas, sussurros e gritos durante a noite. E o temido Poço da Bruxa. Billy é alertado a manter distância do prisioneiro que fica lá no fundo do poço. Mas quem poderia ser? O que poderia ser tão assustador?

O cenário deste livro é inspirado no Castelo Lancaster, onde, em 1612, as bruxas de Pendle ficavam trancadas antes de serem julgadas e enforcadas. Elas eram mantidas em uma cela conhecida como Poço da Bruxa. Quando Joseph Delaney visitou o castelo, ficou imaginando o que teria restado lá embaixo depois que as bruxas se foram.

"A prisão mal-assombrada vai surpreender até o mais fervoroso fã de terror", The Times.

"Joseph Delaney coloca a dose certa de horror na história, e Scott M. Fischer só aumenta esse sentimento com suas ilustrações em preto e branco”, Kirkus Reviews.

“Uma história no mesmo nível das criadas por Edgar Allan Poe. Leitura extremamente prazerosa”, Booklist.

Em 2014, a Editora Bertrand continuará a publicar os títulos de As Aventuras do Caça-Feitiço. No primeiro semestre sairá O Bestiário e, no segundo, O Destino. 

Acabei de receber a prova do livro e está simplesmente linda! Cheia de ilustrações fantásticas. Vou começar a ler agora mesmo e logo comento se curti. 

Leia a resenha.

Serviço
Editora: Bertrand Brasil
Título original:
The Ghost Prison
ISBN: 9788528617344
Ano: 2014
Páginas: 112
Tradutor: Ana Resende

Sobre o autor
Joseph Delaney mora em Lancashire, Inglaterra, com sua mulher. Tem três filhos e quatro netos. É autor da série best-seller As Aventuras do Caça-Feitiço, da qual a Bertrand Brasil já lançou sete volumes: O Aprendiz, A Maldição, O Segredo, A Batalha, O Erro, O Sacrifício e O Pesadelo.