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20 de fev. de 2014

Resenha: Pânico no navio - Eoin Colfer

Pânico no navio (Editora Record, 98 páginas, R$25) é um livro deliciosamente simples. Para se ler em 1 hora – ou até menos, depende da rapidez do leitor.

Repleto de ilustrações massa feitas por Tony Ross – esse é um estilo que curto bastante, é parecido com o que Quentin Blake, que ilustrou livros do mestre Roald Dahl, aliás, o texto também remete ao autor.

A história é narrada pelo menino Eduardo, de nove anos, que junto com a família vai passar as férias em um trailer à beira mar, como fazem todo ano.

Eduardo tem quatro irmãos: Marcos, Daniel, Bruno e JC – este tem cinco anos e finge ser um bebê, por isso fala desta forma. Cada irmão é de uma forma, geralmente bem pestinha.

Mas para eles a viagem nunca é muito interessante, pois os cinco precisam dormir num quartinho apertado no trailer.

Marcos, o mais velho, adorava contar histórias quando os irmãos estão quase pegando no sono. Um dia ele começa a contar sobre o terrível Capitão Corvo, deixando Eduardo com muito medo, mesmo que ele não admitisse.

Então, no outro dia Eduardo e Marcos vão a uma festa ali perto, só que, claro, algo não vai dar muito certo.

Pânico no Navio é bem divertido, com suspense e medos. Só não entendi a tradução do título, pois, na verdade, nada tem a ver com o original The legend of Captain Crow’s teeth, que tem a ver com a história contada por Marcos. E não tem um “pânico no navio”, na verdade.

Eoin Colfer é conhecido por sua série juvenil Artemis Fowl.

Serviço
Editora: Record
Título original: The legend of Captain Crow’s teeth
ISBN: 9788501075451
Ano: 2007
Páginas: 98
Tradutor: Ryta Vinagre
Skoob | Editora Record

13 de jun. de 2013

Resenha: Doce Vampira - Ju Lund

Duda vai completar 18 anos em breve e poderá tomar suas decisões sem que seus pais interfiram.

A menina está apaixonada, mas não é tão simples. Seu amor é por uma menina chamada Ester e, para deixar tudo mais complicado, ela é uma vampira.

Na sociedade da história, os vampiros são reconhecidos, têm um registro e desta forma o sangue é controlado pelo Estado.

Os pais de Duda não querem que ela se envolva com uma menina e vampira. Por isso tentam de tudo, até a mudam de colégio. Mas, como o amor prevalece, Duda acaba fugindo de casa e indo morar com Ester na mansão de sua família.

Entretanto, nem tudo são flores quando a família de Ester começa a se envolver com assuntos particulares das duas meninas.

A primeira metade basicamente trata dessa convivência com os pais e depois com a nova família.

O livro foi uma curiosidade, nunca havia lido nada nesse sentido – o mais próximo foi Relações de Sangue, de Martha Argel –, então resolvi dar uma chance à novidade. A ideia geral não tem como fugir de uma lembrança de Crepúsculo, de Stephenie Meyer, é o amor vampiro/humano que não é bem visto pelas famílias e a sociedade.

Na capa diz “Um Romance Queer Chick”, (Queer é o gênero que aborda o tema da homossexualidade sem preconceitos. No Brasil a Tarja Editorial lançou uma série de antologias chamadas A Fantástica Literatura Queer), e na verdade Doce Vampira não tem muito de chick lit, que é um gênero que gosto. É um romance juvenil queer, sem o lado das “mulherzices” que o chick lit pede, ou seja, aquele em que a protagonista gosta de comprar, gastar dinheiro, fazer viagens e comprar mais.

Histórias de vampiros românticos não estão entre as minhas favoritas, gosto das que apresentem esses seres cruéis, sugadores de sangue que não tenham pudor com suas vítimas, sem serem controlados de alguma forma – nesse caso o Estado. Como em Doce Vampira a ideia é ser algo assim delicado e romantizado, está bem feito para o que se propõe.

Enquanto isso a Editora Ornitorrinco teve um capricho fantástico na parte visual, deixando delicado, e um ótimo trabalho de revisão.

Enfim, Doce Vampira é o romance queer entre uma humana e uma vampira e, para quem ainda tem receio do gênero, quer conhecê-lo, é tratado de uma forma romântica, como disse, é um romance juvenil. É uma história para o estilo bem construída. Talvez leitores que curtam o lado mais sombrio das histórias de vampiros não curtam essa. O livro é indicado para quem gosta da temática queer e dos vampiros bons e românticos.

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Editora: Editora Ornitorrinco
ISBN: 9788565623032
Ano: 2012
Páginas: 210
Skoob
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