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15 de jun. de 2013

Resenha [Estronho e Esquésito]: Protetores, de Duda Falcão


 Olá, leitores, tudo bem?

Venho trazer mais uma resenha de horror. Um gênero bastante adorado que aos poucos consegue seu lugar nas estantes dos livros nacionais.

Como vocês sabem, por parceria, os textos do gênero são postados sempre no site Estronho e Esquésito.

O livro da vez é Protetores, do gaúcho Duda Falcão, estreante no mundo dos romances, e já fazendo bonito! Antes o autor e editor da Argonautas havia se aventurado apenas em contos do gênero.

Então confiram a resenha e deixem suas opiniões.

Ótimas leituras!

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Leia também
+ Resenha: Frankenstein, ou o moderno Prometeu, de Mary Shelley

+ Sobre o lançamento da 2ª edição de Insanas... elas matam!, histórias de terror escritas por mulheres.

13 de jun. de 2013

Resenha: Doce Vampira - Ju Lund

Duda vai completar 18 anos em breve e poderá tomar suas decisões sem que seus pais interfiram.

A menina está apaixonada, mas não é tão simples. Seu amor é por uma menina chamada Ester e, para deixar tudo mais complicado, ela é uma vampira.

Na sociedade da história, os vampiros são reconhecidos, têm um registro e desta forma o sangue é controlado pelo Estado.

Os pais de Duda não querem que ela se envolva com uma menina e vampira. Por isso tentam de tudo, até a mudam de colégio. Mas, como o amor prevalece, Duda acaba fugindo de casa e indo morar com Ester na mansão de sua família.

Entretanto, nem tudo são flores quando a família de Ester começa a se envolver com assuntos particulares das duas meninas.

A primeira metade basicamente trata dessa convivência com os pais e depois com a nova família.

O livro foi uma curiosidade, nunca havia lido nada nesse sentido – o mais próximo foi Relações de Sangue, de Martha Argel –, então resolvi dar uma chance à novidade. A ideia geral não tem como fugir de uma lembrança de Crepúsculo, de Stephenie Meyer, é o amor vampiro/humano que não é bem visto pelas famílias e a sociedade.

Na capa diz “Um Romance Queer Chick”, (Queer é o gênero que aborda o tema da homossexualidade sem preconceitos. No Brasil a Tarja Editorial lançou uma série de antologias chamadas A Fantástica Literatura Queer), e na verdade Doce Vampira não tem muito de chick lit, que é um gênero que gosto. É um romance juvenil queer, sem o lado das “mulherzices” que o chick lit pede, ou seja, aquele em que a protagonista gosta de comprar, gastar dinheiro, fazer viagens e comprar mais.

Histórias de vampiros românticos não estão entre as minhas favoritas, gosto das que apresentem esses seres cruéis, sugadores de sangue que não tenham pudor com suas vítimas, sem serem controlados de alguma forma – nesse caso o Estado. Como em Doce Vampira a ideia é ser algo assim delicado e romantizado, está bem feito para o que se propõe.

Enquanto isso a Editora Ornitorrinco teve um capricho fantástico na parte visual, deixando delicado, e um ótimo trabalho de revisão.

Enfim, Doce Vampira é o romance queer entre uma humana e uma vampira e, para quem ainda tem receio do gênero, quer conhecê-lo, é tratado de uma forma romântica, como disse, é um romance juvenil. É uma história para o estilo bem construída. Talvez leitores que curtam o lado mais sombrio das histórias de vampiros não curtam essa. O livro é indicado para quem gosta da temática queer e dos vampiros bons e românticos.

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Editora: Editora Ornitorrinco
ISBN: 9788565623032
Ano: 2012
Páginas: 210
Skoob
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12 de mai. de 2010

Resenha: Noite Eterna – Claudia Gray

É engraçado, quando as pessoas chamam você de “tímido”, elas em geral sorriem. Como se fosse uma coisa engraçadinha, alguma pequena mania da qual você vai se livrara depois de grande”.

A história poderia ser interpretada como a transição da infância para a adolescência, época em que há várias descobertas e conflitos internos e externos, de amor e ódio. Ou tratar a ideia como algumas horas de entretenimento. Simples assim.

Noite Eterna lembra de leve Harry Potter, J. K. Rowling, apesar de que no lugar de bruxos, há vampiros; ao invés de uma história repleta de mitologia e bem elaborada, Claudia Gray escreveu com uma simplicidade que consegue prender o leitor e terminar o livro em poucas horas.

Não é uma história indicada para apreciadores do mito do vampiro. Trata-se de um livro escrito para adolescentes e a nova febre de vampiros bons, com família e vivendo em sociedade, estudando em colégio...

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Claro que não há como fugir da comparação com Crepúsculo, Stephenie Meyer. Há a mocinha, o mocinho, a história dom “vampiro” – ou o que cada um transforma sua criatividade nesses seres – não há praticamente nenhuma ligação com o mito, poderia se dizer que são seres distintos e somente o nome foi usado.

Bianca, a mocinha vai estudar na escola interna Noite Eterna, existe o conflito nessa mudança, em que os pais serão seus professores. Os colegas são ricos e arrogantes – na visão dela, mas mesmo assim, todos são amigos e a ajudam. No primeiro dia de aula, Bianca decide fugir, ainda sabendo que seria frustrada desde o início. Na floresta conhece o misterioso Lucas Ross, por quem logo se apaixona.

“Você não consegue entender o que significa estar vivo. É melhor do que ser um vampiro, melhor do que qualquer outra coisa no mundo. Lembro-me um pouco de como era estar vivo, e se pudesse experimentar isso de novo, mesmo por um dia, valeria qualquer coisa no mundo. Até mesmo morrer de novo, para sempre. Todos os séculos que conheci e todas as maravilhas que vi não se comparam a estar vivo.”

Noite Eterna
, ainda assim, tem seu mérito. Não deve ser lido à procura do vampiro tradicional. Mas várias vezes, durante a leitura, fui surpreendida com o desenrolar da história.

Recomendado para quem gosta da ideias dos novos vampiros. Ou quem não tem preconceito e quer somente se divertir lendo um livro. A continuação é: Caçadora de Estrelas

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Edição: 1/2010
Editora: Planeta
ISBN: 9788576655022 Páginas: 300
Tradução: Martha Argel, Humberto Moura Neto
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23 de fev. de 2010

Resenha: Noturno – Trilogia da Escuridão – Guillermo del Toro e Chuck Hogan

Quando iniciei a leitura, combinamos Cláudia Charão da Livraria Outubro e eu, de fazermos resenhas. Bem, pensei que seria um livro repleto de suspense, pois já começa assim, porém, a história se arrasta e ao final pensei: cadê a história?

O vôo 777 pousou no aeroporto e permaneceu lá, com as luzes apagadas e as cortinas abaixadas, nenhum passageiro desceu, nenhum sinal de vida. Uma típica história de filmes americanos, em que o pai precisa abandonar o filho, pelo qual briga pela guarda, para responder o chamado de urgência sobre o avião sem vida.

Nota-se a grande pesquisa feita, sobre todos os assuntos abordados, sobre as marcar e modelos de todos os produtos utilizados. O problema é quando o narrador sai e entram os escritores para explicar, por exemplo, que o eclipse solar deve ser chamado de “ocultação” do sol, o leitor sai da história para ler tal explicação mal colocada, dando a sensação de que foi jogada ali para não ser desperdiçada. Não digo que são sempre desnecessárias, talvez sejam somente para a estória em si, pois, qual a razão de se saber a distância entre a Terra e o sol para a história em questão? Todo o resultado da pesquisa foi colocado em Noturno, o que fez o livro ser cansativo, uma idéia que não caminha.

Também o texto é bastante enrolado, percebe-se isso facilmente:

“Aquela ocultação duraria exatamente quatro minutos e cinquenta e sete segundos: pouco menos de cinco minutos de estranha escuridão noturna no meio de uma linda tarde no início do outono.”

penso que houve a tentativa de escrever tantas páginas sobre a “ocultação” e como todos a viam, para durar os tais 4min e 57seg, com o objetivo de nos transportar para a história... mas não tiveram sucesso. Sim, o eclipse – ou ocultação – tem ligação com a história, mas o enrolar – ou a explicação –, não necessariamente.

Há, também, a dificuldade de adicionar um pensamento ou característica aos personagens, então a todo momento utilizam-se de frases como:

“Para Eph, os fins de semana com Zack eram a sua vida...”
“Para Setrakian, a Penhores Knickerbocker (...) nunca fora um meio de enriquecer...”
“Para Eldritch Parlmer, aquilo provava que qualquer coisa (...) era realmente possível...”

A história não me prendeu. A única ideia interessante foi a do vampiro na época do nazismo, no campo de concentração.

“(...) Dieter Zimmer, um jovem oficial (...). No campo era um verdadeiro sádico, que se gabava de engraxar as botas toda noite para retirar a crosta de sangue judeu.
Agora ele ansiava por esse sangue...”

Mas a maior falta de criatividade que percebo em histórias de vampiros, é que sempre, de forma rápida e sem significado, criticam os antigos autores – leia-se Bram Stoker – como se eles estivessem sempre errados ao produzir uma ficção e descrever seus personagens:

“(...) os crucifixos e a água benta? Produtos de sua época. Frutos da febril imaginação irlandesa de um escritor vitoriano e do ambiente religioso da época.”

a proposta dos novos vampiros é de uma criatividade imensa. Enfim, eu não recomendo! A Cláudia adorou - leia a resenha dela!

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Tradução de: Sérgio Moraes Rego e Paulo Reis
Editora: Rocco
ISBN: 9788532524638
Ano: 2009
Páginas: 464
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26 de fev. de 2009

Resenha: Bento – Herói humano, inimigo vampiro – André Vianco

“O mundo dos sonhos rege o mundo dos vivos”

O mundo, depois da Noite-Maldita, nunca mais foi o mesmo. As pessoas não são mais como antes, quando só se preocupavam consigo mesmas. Algumas continuam adormecidas, outras veem tudo, o que é pior. E ainda outras são vampiros.

Agora só há duas escolhas: ou você é bom, ou mal. Não tem meio termo. Se você escolhe o lado da bondade, mora nas fortificações e ajuda o próximo, se quer maldade, vai de encontro onde mora seu coração: junto com os vampiros.

Há uma profecia que diz que o trigésimo Bento deve despertar e se juntar aos demais para que quatro milagres se realizem, e comecem a libertar o mundo dos malditos.

Sem os meios de comunicação, e muita energia elétrica, a forma mais rápida de comunicar-se entre as fortificações espalhadas pelo Brasil, é ir a cavalo ou em motos.

O problema é passar a noite nas florestas – afinal, depois da Noite-Maldita, a Natureza retomou seu lugar, crescendo e invadindo tudo, inclusive os antigos prédios, agora moradas dos malditos.

Bento é um livro que me surpreendeu muito, li O Senhor da Chuva e não curti tanto.

As continuações são: Vampiro-Rei I e Vampiro-Rei II.

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· Editora: Novo Século
· Autor: André Vianco
· ISBN: 8588916541
· Ano: 2003
· Número de páginas: 520
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Leia também a resenha de "A Casa"