25 de fevereiro de 2011
24 de fevereiro de 2011
21 de fevereiro de 2011
Simples Assim!: "Como eu conto o romance de uma novela?" Por Cristiano Rosa
Por
Celly Borges
A diferença entre conto, novela e romance vai muito além da sua extensão, envolve as suas narrativas e como elas são estruturadas. Primeiramente, o básico: o conto vem antes da novela que vem antes do romance. Enquanto o conto tem sua ação concentrada, o romance oferece um paralelo com várias e, a novela, um encadeamento de ações particularizadas.
Se querem números, ok: o conto não deve ocupar mais de 7.500 palavras. Atualmente entende-se que pode variar entre um mínimo de 1.000 e um máximo de 20.000. Já a novela tem entre 50 e 100 páginas, ou seja, 20 mil a 40 mil palavras. E o romance é além disso tudo. Mas eu recordo: número de palavras não traduz a diferença entre eles!
O conto é conciso, preciso, uma ação singular. Tem início, meio e fim com um conflito apenas desencadeado. A novela possui um enredo maior e mais personagens, porém foca na trajetória de um apenas. O romance nos apresenta várias histórias paralelas, personagens podem entrar e sair, enredos se amarram e as linhas narrativas se juntam ao final.
Sendo assim, "A cigarra e a formiga" e "O pequeno polegar" são clássicos exemplos de contos. Da mesma forma que "A metamorfose" e "O velho e o mar" são de novelas. E "Dom Quixote" e "Orgulho e preconceito" são bons exemplos de romances. Não é difícil diferenciar, basta prestar atenção nas narrativas e esquecer de contar as páginas.
Cristiano Rosa é o fundador do blog Criando Testrálios, e blogueiro da coluna Litteratus no Bah! Digital.
Simples Assim!:
"Eu leio romances sem estar apaixonado"
Simples Assim!:
"Eu leio romances sem estar apaixonado"
19 de fevereiro de 2011
Dica de leitura: Trono de Jade – Série Temeraire – livro II – Naomi Novik
Por
Celly Borges
No novo livro da série de O Dragão de Sua Majestade, Temeraire e o capitão William Laurence precisarão superar obstáculos militares e políticos para se manterem juntos. Temeraire, que deveria ser um presente da China para a França de Napoleão, agora está sendo reivindicado novamente pelo império chinês. A Inglaterra, que por um lado não quer se indispor com a possivelmente aliada China, também não pode perder a força de Temeraire em suas fileiras. Agora Temeraire precisará decidir se continua ao lado de seu amigo e capitão ou se se prepara para começar uma nova vida do outro lado do mundo.
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Título Original: Throne of jade
Tradutor: Edmo Suassuna Filho
ISBN: 8501086258
Páginas: 392
Editora: Galera Record
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Participe da Antologia: Le Monde Bizarre - O Circo dos Horrores - M. D. Amado (org)
Por
Celly Borges
Le Monde Bizarre é o nome da companhia de entretenimento circense mais antiga, ainda em atividade, de que se tem notícias. Seu fundador, Monsieur Serge Tissot, criou um mundo particular onde habitavam os mais bizarros seres já vistos na terra. De homens de duas cabeças até criaturas inomináveis e quase indescritíveis. Curiosamente, o significado de seu nome é pastor. E era assim que ele também se denominava. Um pastor de criaturas esquecidas e abandonadas pela humanidade. Porém, um dia, cansado de viver em sua fazenda ao sul da França, cuidando dos pobres miseráveis aos quais dava abrigo, Serge fundou a companhia que daria voltas e mais voltas ao mundo, mostrando a todos a escória humana que as cidades insistiam em esconder. Vendeu sua fazenda e quase todos os seus pertences, investindo tudo em seu ousado projeto. Carruagens luxuosas para ele e os mais íntimos e outras carroças não muito confortáveis por dentro, mas excepcionalmente belas por fora. Chamar a atenção era seu principal objetivo ao chegar às cidades onde se instalava por alguns dias.
(...)
Organização: M. D. Amado
Autores convidados: Alexandre Heredia e Iam Gore Godoy
Prefácio: Medo B
Prefácio: Medo B
Mais informações no site da Editora Estronho
14 de fevereiro de 2011
Nova coluna: Simples Assim!: "Eu leio romances sem estar apaixonado" por Cristiano Rosa
Por
Celly Borges
Outro dia eu conversava com o Cristiano Rosa sobre as confusões que os leitores fazem quando falamos “Romance Romântico”, sim, causa estranheza, porém, é o certo. Então surgiu, desta forma, o convite para uma coluna explicando, de forma rápida, alguns pontos – que para muito não estão claro – da literatura.
Bem-vindos à Coluna Simples Assim!, assinada por Cristiano Rosa, fundador do blog Criando Testrálios, e blogueiro da coluna Litteratus no Bah! Digital. Esperamos sugestões de temas.
Celly Borges
Eu leio romances sem estar apaixonado
Você gosta de ler? Legal... Que tipo de livros você mais gosta? Bom, eu gosto de aventura, suspense, e um pouco de ficção. Só não curto muito romance, sabe? Não, não sei! Da série "eu acho que sei disso, mas na verdade não sei", este texto é para explicar o que é um romance e a confusão que todo mundo faz quando fala sobre isso.
Para início de conversa, é fundamental saber que na literatura temos dois tipos de textos: o em prosa e o em verso. Quando falamos em texto em verso, todos sabem que se trata de poesia, aquela senhora que nos encanta quase sempre à noite e por vezes ao dia. E quando falamos de texto em prosa, estamos falando, entre outros, de romances.
Pois bem: romance é toda narrativa em prosa, seja ela aventura, comédia, drama, ficção, suspense ou terror. Mas é claro que, para esclarecer, também existe o romance romântico, e é neste que tem a mocinha com o mocinho, os beijos, os encontros escondidos, as declarações de amor e tudo mais que quem está apaixonado realmente gosta de ler.
Sendo assim, se você lê J. K. Rowling, você lê romance (de aventura). Se você lê Stephen King, você lê romance (de terror). Se você lê Dan Brown, você lê romance (de suspense). Se você lê Woody Alen, você lê romance (de humor). E obviamente, se você lê Stephanie Meyer, você lê romance (de... sabe-se lá uma definição). Alguns romances não precisariam ser lidos, mas... tudo bem! Todos lemos romances mesmo sem estarmos apaixonados.
12 de fevereiro de 2011
Clube do Livro: Resenha: A História Sem Fim – Michael Ende
Por
Celly Borges
Não posso começar de outra forma: A História Sem Fim (1979) é um dos meus livros favoritos. O melhor livro infanto-juvenil que já li. Michael Ende é um dos meus autores favoritos. Simplesmente porque é incrível. Sabe quando falo sobre um autor não diminuir seu leitor por sua obra ser destinada principalmente ao público infantil e juvenil? Michael Ende não o faz, ao contrário, instiga seu leitor; cria novos mundos e nos faz viajar e querer ler mais e mais de suas histórias fascinantes, ricas.
Para entender a ideia de A História Sem Fim é preciso entender o livro em si:
É dividido em duas cores: vermelha e verde. A primeira para quando Bastian Baltasar Bux está em seu mundo comum e sem graça e a segunda para quando ele está no mundo de Fantasia, lendo o livro e, assim, participando de sua criação, afinal uma história só existe para o leitor se for lida.
Há 26 capítulos e, podemos chamar, uma “introdução”, quando Bastian encontra o Sr. Karl Konrad Koreander, o menino fugia de outros que queriam bater nele, e, para se esconder, tanto deles quanto da chuva, entra na loja “Alfarrabista” – note que a primeira página é em verde, a seguinte passa a ser em vermelho. Bem, e por que exatamente 26 capítulos? Simples, um para cada letra do alfabeto, isso mesmo, cada um inicia com uma grande letra – separada em uma página – que dá continuidade ao parágrafo, essa letra vem acompanhada por desenhos dos personagens que aparecerão naquele capítulo.
“As paixões humanas são misteriosas, e as das crianças não o são menos que a dos adultos. As pessoas que as experimentam não as sabem explicar, e as que nunca viveram não as podem compreender.
A paixão de Bastian Baltasar Bux eram os livros”
Bem, já conhecemos Bastian, continuemos, então. O menino se vê encantado pelo livro que o Sr. Koreander está lendo, e assim, logo que o homem sai, ele rouba o livro. Agora era um ladrão. Não poderia voltar para casa. Ninguém notaria sua falta, mesmo. Bastian se esconde no sótão da escola, não teria mais a obrigação de frequentar as aulas, afinal era um fugitivo.
O livro que Bastian tem, começa com a ida de alguns seres, mensageiros, para a Torre de Marfim, eles precisam contar à Imperatriz Criança que algo estranho está acontecendo: O Nada está invadindo algumas partes de Fantasia! Mas quando chegam, percebem, pelo número de mensageiros, que Fantasia está tomada pelo Nada. Seres caem, ou mesmo se jogam, pois aquele grande Nada as atrai, alguns até mesmo colocam apenas uma parte do corpo e esta some.
“É como se uma pessoa ficasse cega, quando olhasse para esse lugar, não é?”
A Imperatriz Criança, que está definhando, manda o pequeno Atreiú para que ajude na grande busca do que pode salvar tudo e todos... mas, o que ele precisa encontrar? Ao menos carrega no pescoço o “Brilho”, o símbolo da Imperatriz – para quem não o conhece, AURIN -, “um amuleto de ouro, representando duas serpentes, uma clara e outra escura, que mordiam a cauda uma da outra, formando uma figura oval” e, assim como você, leitor, deve ter feito agora, Bastian também o fez, analisou a capa do livro que tinha nas mãos.
Durante a jornada de Atreiú, que sofre altos e baixos, perde seu grande amigo no Pântano da Tristeza, o cavalinho Artax, uma das cenas mais tristes. Muitas aventuras serão intensamente vividas. Atreiú, Bastian e para quem mais acompanha a história, Fuchur, o Dragão Branco da Sorte, chega para ajudar a enfrentar todos os perigos e levar os leitores pelos céus de Fantasia.
Em alguns pontos – quando Bastian para de acompanhar a história para comer, ir ao banheiro (muito importante!), ou fazer algum comentário – as cores de sua vida tornam-se vermelhas.
A História Sem Fim é, sem dúvida, a história perfeita, escrita pelo Mestre Michael Ende (1929-1995), um livro impossível de ser largado, impossível de ser lido apenas uma vez. Então, viaje por esta história fantástica!
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Editora: Martins Fontes
Editora: Martins Fontes
Tradução de Maria do Carmo Cary
ISBN: 8533613156
Ano: 2001
ISBN: 8533613156
Ano: 2001
Páginas: 392
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Algumas curiosidades:
* Stratovarius tem uma música chamada “Fantasia” inspirada no filme [escute-a];
* Neste mesmo filme o nome do Dragão Branco da Sorte, Fuchur, muda para Falkor;
* Os filmes não contam nem 10% da magia da história;
* Os filmes não contam nem 10% da magia da história;
* O nome Mundo de Fantas foi inspirado neste livro.
“Mas essa é uma outra história e terá de ser contada em outra ocasião”.
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Mais um livro escolhido para Resenha do Clube do Livro, ideia proposta pelo Junior Cazeri do blog Café de Ontem, e além deste e do Mundo de Fantas, também participa o blog À LitFan.
Sendo assim, leia as outras opiniões sobre este mesmo livro.
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Mais um livro escolhido para Resenha do Clube do Livro, ideia proposta pelo Junior Cazeri do blog Café de Ontem, e além deste e do Mundo de Fantas, também participa o blog À LitFan.
Sendo assim, leia as outras opiniões sobre este mesmo livro.
7 de fevereiro de 2011
Dica de leitura: E-book: 1000 Universos #02 - Junior Cazeri (org)
Por
Celly Borges
Segunda edição do ebook gratuito do Café de Ontem! Contos de ficção científica, terror e fantasia dos autores Pedro Vieira, Miguel Carqueija, Natália C. de Azevedo, Alliah, Diogo de Souza, M. D. Amado e Georgette Silen.
Nesta edição:
Pedro Vieira apresenta uma visão fantástica do mundo ilegal das apostas nas horrendas disputas entre animais em Rinha.
Miguel Carqueija escreve um mistério sobrenatural em A Série Sangrenta.
Natália C. de Azevedo descreve um pesadelo natalino em Um Presente Especial.
Alliah, em Doce de Abóbora, nos mostra um conto sensível sobre o futuro e o destino.
Diogo de Souza apresenta uma fantasia de temas clássicos em A Moeda dos Ecos.
M. D. Amado apresenta uma fantasia de amor aos livros em Flores de Pano.
Georgette Silen mescla estilos e gêneros para compor seu mundo futurista e uma história de amor em Domo Acra.
Baixe o ebook "1000 Universos #02" gratuitamente no blog Café de Ontem
Participe: Antologia "A Fantástica Literatura Queer" - Cris Lasaitis e Rober Pinheiro (org)
Por
Celly Borges
(clique na imagem para ampliar)
"Esta chamada que você está preste a ler é uma proposta de parceria para um projeto como nunca houve igual na literatura brasileira. Trata-se da intersecção de duas tendências que têm em comum o fato de terem sido historicamente constituídas como marginais: o universo queer e a literatura fantástica.
A Fantástica Literatura Queer será a primeira coletânea de contos de ficção científica e fantasia brasileira dedicada à diversidade sexual, e esclarecemos que nosso objetivo não é meramente publicar um livro, mas criar um marco para a literatura de gênero e sobre gêneros ao compor uma aliança de escritores fantásticos pela promoção da diversidade sexual na cultura brasileira, incluindo não somente a luta pela cidadania de gays, lésbicas e transgêneros, mas também a derrubada de tabus e preconceitos enferrujados dentro da nossa própria literatura.
Esta é uma proposta que diz especialmente respeito a nós, organizadores, e a você, convidado. Desejamos que A Fantástica Literatura Queer esteja bem representada por excelentes escritores gays e lésbicas assumidos, razão pela qual ficaremos muito honrados com a sua participação!
(...)
Previsão de Lançamento:
A organização tem por objetivo lançar a coletânea “Queer” em junho de 2011, ou seja, no mês do orgulho gay e em data próxima à Parada GLBT de São Paulo, no intuito de inserir o lançamento do livro na agenda de eventos da cidade."
Cris Lasaitis & Rober Pinheiro
Maiores informações no site da Tarja Editorial
Participe: Antologia "Ventos Poéticos" - Cristiano Rosa (org)
Por
Celly Borges
(clique na imagem para ampliar)
Acompanhe as atualizações no blog da antologia: "Ventos Poéticos"
Organizada por Cristiano Rosa do blog Criando Testrálios
De 07/02 a 30/04/2011
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