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31 de jan. de 2014

4º encontro do Clube do Livro Fantástico - Curitiba, PR

Começamos o Clube do livro fantástico no final do ano passado, e é uma experiência muito massa. Nos divertimos conversando - claro que o assunto começa no livro e termina em qualquer outra cousa. Mas isso que é o bacana, não nos prendemos, deixamos a conversa fluir e rimos muito! Conhecemos vários leitores...

Dia 08 de fevereiro faremos mais um encontro, dessa vez o título escolhido é Mago Aprendiz, de Raymond E. Feist.

Então todos que estiverem na cidade, ou arredores, está convidado para chegar lá na deliciosa livraria Arte & Letra e bater um papo bem gostoso.

Sinopse
Na fronteira do Reino das Ilhas existe uma vila tranquila chamada Crydee. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre. Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia… ou morrer. Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos.

Serviço
Data: 08 de fevereiro de 2014
Horário: 13h30min
Local: Livraria Arte e Letra
Al. Presidente Taunay, 130 - na Casa de Pedra
80420180 - Batel - Curitiba - PR

12 de fev. de 2011

Clube do Livro: Resenha: A História Sem Fim – Michael Ende

Não posso começar de outra forma: A História Sem Fim (1979) é um dos meus livros favoritos. O melhor livro infanto-juvenil que já li. Michael Ende é um dos meus autores favoritos. Simplesmente porque é incrível. Sabe quando falo sobre um autor não diminuir seu leitor por sua obra ser destinada principalmente ao público infantil e juvenil? Michael Ende não o faz, ao contrário, instiga seu leitor; cria novos mundos e nos faz viajar e querer ler mais e mais de suas histórias fascinantes, ricas.


Para entender a ideia de A História Sem Fim é preciso entender o livro em si:

  • É dividido em duas cores: vermelha e verde. A primeira para quando Bastian Baltasar Bux está em seu mundo comum e sem graça e a segunda para quando ele está no mundo de Fantasia, lendo o livro e, assim, participando de sua criação, afinal uma história só existe para o leitor se for lida.
  • Há 26 capítulos e, podemos chamar, uma “introdução”, quando Bastian encontra o Sr. Karl Konrad Koreander, o menino fugia de outros que queriam bater nele, e, para se esconder, tanto deles quanto da chuva, entra na loja “Alfarrabista” – note que a primeira página é em verde, a seguinte passa a ser em vermelho. Bem, e por que exatamente 26 capítulos? Simples, um para cada letra do alfabeto, isso mesmo, cada um inicia com uma grande letra – separada em uma página – que dá continuidade ao parágrafo, essa letra vem acompanhada por desenhos dos personagens que aparecerão naquele capítulo.

“As paixões humanas são misteriosas, e as das crianças não o são menos que a dos adultos. As pessoas que as experimentam não as sabem explicar, e as que nunca viveram não as podem compreender.
A paixão de Bastian Baltasar Bux eram os livros”

Bem, já conhecemos Bastian, continuemos, então. O menino se vê encantado pelo livro que o Sr. Koreander está lendo, e assim, logo que o homem sai, ele rouba o livro. Agora era um ladrão. Não poderia voltar para casa. Ninguém notaria sua falta, mesmo. Bastian se esconde no sótão da escola, não teria mais a obrigação de frequentar as aulas, afinal era um fugitivo.

O livro que Bastian tem, começa com a ida de alguns seres, mensageiros, para a Torre de Marfim, eles precisam contar à Imperatriz Criança que algo estranho está acontecendo: O Nada está invadindo algumas partes de Fantasia! Mas quando chegam, percebem, pelo número de mensageiros, que Fantasia está tomada pelo Nada. Seres caem, ou mesmo se jogam, pois aquele grande Nada as atrai, alguns até mesmo colocam apenas uma parte do corpo e esta some.

“É como se uma pessoa ficasse cega, quando olhasse para esse lugar, não é?”

A Imperatriz Criança, que está definhando, manda o pequeno Atreiú para que ajude na grande busca do que pode salvar tudo e todos... mas, o que ele precisa encontrar? Ao menos carrega no pescoço o “Brilho”, o símbolo da Imperatriz ­– para quem não o conhece, AURIN -, “um amuleto de ouro, representando duas serpentes, uma clara e outra escura, que mordiam a cauda uma da outra, formando uma figura oval” e, assim como você, leitor, deve ter feito agora, Bastian também o fez, analisou a capa do livro que tinha nas mãos.

Durante a jornada de Atreiú, que sofre altos e baixos, perde seu grande amigo no Pântano da Tristeza, o cavalinho Artax, uma das cenas mais tristes. Muitas aventuras serão intensamente vividas. Atreiú, Bastian e para quem mais acompanha a história, Fuchur, o Dragão Branco da Sorte, chega para ajudar a enfrentar todos os perigos e levar os leitores pelos céus de Fantasia.

Em alguns pontos – quando Bastian para de acompanhar a história para comer, ir ao banheiro (muito importante!), ou fazer algum comentário – as cores de sua vida tornam-se vermelhas.

A História Sem Fim é, sem dúvida, a história perfeita, escrita pelo Mestre Michael Ende (1929-1995), um livro impossível de ser largado, impossível de ser lido apenas uma vez. Então, viaje por esta história fantástica!

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Editora: Martins Fontes
Tradução de Maria do Carmo Cary
ISBN: 8533613156
Ano: 2001
Páginas: 392
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Algumas curiosidades:
* Stratovarius tem uma música chamada “Fantasia” inspirada no filme [escute-a];
* Neste mesmo filme o nome do Dragão Branco da Sorte, Fuchur, muda para Falkor;
* Os filmes não contam nem 10% da magia da história;
* O nome Mundo de Fantas foi inspirado neste livro.

“Mas essa é uma outra história e terá de ser contada em outra ocasião”.

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Mais um livro escolhido para Resenha do Clube do Livro, ideia proposta pelo Junior Cazeri do blog Café de Ontem, e além deste e do Mundo de Fantas, também participa o blog À LitFan.
Sendo assim, leia as outras opiniões sobre este mesmo livro.

4 de jan. de 2011

Clube do Livro: Resenha: Frankenstein – ou o moderno Prometeu – Mary Shelley

Recebi o convite de Jr. Cazeri, o moço do Café de Ontem, para participar de um tipo de Clube do Livro entre blogs. Achei a ideia interessante por isso aceitei. Ao final das resenhas sempre colocaremos os links dos outros participantes, que são eles Café de Ontem, A LitFan e Mundo de Fantas, o leitor também é convidado a dividir sua opinião.
O primeiro título escolhido foi

Frankenstein, ou o moderno Prometeu
de Mary Shelley
Num típico dia chuvoso, sem nada para fazer além de se manter em casa e contar algumas histórias de fantasmas, Lord Byron convidou os amigos a escrever, cada um, sua própria história de sobrenatural, Mary Shelley (1797-1851) se sentiu desafiada, já que há muito seu marido, o poeta Percy Shelley, a incitava a seguir os passos de seus pais, porém, ou não havia tempo ou mesmo uma história a altura a ser passada ao papel. Durante dias ela pensou em algo que pudesse de fato dar medo nas pessoas, nasceu assim Frankenstein – ou o moderno Prometeu (1818).

Victor Frankenstein narra sua desventura ao homem que o salvou, pois se encontrava à deriva, o Sr. Walton o manteve em seu navio, e por sua vez a conta em forma de carta à sua irmã Margaret, este estilo narrativo era bastante utilizado na época, alguns exemplos conhecidos são A Pedra da Lua de Wilkie Collins (leia a resenha) (1868), e diz-se que este inspirou Bram Stoker a utilizar-se de diários em Drácula (1897).

O livro Frankenstein retrata a busca incessante do homem pelo oculto da criação, a vontade de tornar-se um deus. “Desbravarei novos caminhos, explorarei forças e revelarei os mistérios da criação”, mesmo que da forma mais hedionda “coletava ossos dos necrotérios e profanava, com os dedos, os recônditos do corpo humano”, para literalmente dar vida ao seu intento.

Cego diante do processo, Frankenstein não percebia a criatura que entregava à vida, quando enfim ela despertou, também assim foi com o cientista, e ao ver seu monstro, tentou fugir. Mas era apenas uma fuga física, pois seu ser seria marcado para sempre.

Frankenstein – ou o moderno Prometeu é uma história temperada pelo horror e pelo drama.
“Desejo que minha hedionda criação prossiga e prospere. Tenho afeição por ela, pois foi fruto de dias felizes, quando a morte e a dor não eram senão palavras que não encontravam eco em meu coração”.

A versão que li foi da Martin Claret. Já li outros volumes da editora e em todos havia erros de digitação, e em Frankenstein não foi diferente. Porém, a obra está além disso, e Mary Shelley presenteia o autor com o clássico e ótimo livro de horror.

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Título original: Frankenstein or the morden Prometheus
Tradução: Pietro Nassetti
Editora: Martin Claret
ISBN: 9788572324168
Ano: 2001
Páginas: 208
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Outro título escrito por Mary Shelley, pouco conhecido, é O Último Homem, lançado no Brasil em uma bela edição bilíngue pela Editora Landmark.
Leia também as resenhas de Café de Ontem, A LitFan.