“... eu me enfiava na biblioteca, enterrando-me naquele coração frio que mais e mais se transformara em meu verdadeiro lar.” Florence é quem narra sua história, e um dia encontra a rica biblioteca da casa do tio – apesar dela também morar lá, era a primeira vez que via todos aqueles volumes –, os livros sempre despertam o apetite de pessoas curiosas por natureza, porém, na casa todos acreditavam ser uma grande tolice, um verdadeiro desperdício, uma menina saber ler e escrever, mas Florence era dessas pessoas naturalmente curiosas, por isso aprendeu sozinha a desvendar cada página e devia guardar este segredo para si, não seria difícil, afinal ninguém entrava na biblioteca nem ao menos para limpá-la.
A paz da menina acaba quando resolvem contratar uma preceptora para ela e seu irmão, Giles. Nada sabiam sobre a Srta. Taylor, uma mulher misteriosa, que aparece sem ser chamada, dizendo ser mandada pela agência. Numa noite Florence a vê no quarto do irmão em atitude suspeita, debruçada sobre ele e lhe sussurrava algumas palavras que fez a menina desmaiar. Na manhã seguinte fizeram-na crer ter tido uma crise de sonambulismo. Florence tentou alertar o irmão, sem muito sucesso.
Quando a história começa a ter um desfecho dá a entender que o autor teve pressa em concluí-la e muitas partes ficaram sem explicação, por exemplo a ausência do tio que é colocado como uma figura enigmática, porém ele não aparece e sua falta não esclarecida.
A atmosfera sombria deixa a dúvida se seriam reais as suspeitas de Florence ou talvez os livros e a solidão a incentivassem a fantasiar, acreditar, além do que é verdadeiro, e outra questão: o que é verdadeiro?
“Era fantástico demais para qualquer um que não tivesse imaginação”
A ideia da capa seria muito mais interessante se invertida e as letras caindo na moça...
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Editora: Leya
ISBN: 9788562936111
Ano: 2010
Páginas: 288
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