Eu
sempre ia a uma livraria em Curitiba e lá estava O menino alquimista a
me chamar. Podia escutá-lo, mas não sei o que acontecia que ia embora sem
levá-lo comigo. Até que um dia resolvi que queria saber por que o livro
insistia em me querer tanto – isso sempre acontece, um livro está lá na estante
e de repente, quando passo, ele estende seus bracinhos invisíveis e me pede
colo, querendo que o leve para casa e o leia. E sempre descubro que são
histórias maravilhosas e desta vez não foi diferente.
O menino alquimista
conta a história do Menino, como é chamado, em busca do conhecimento, sua
jornada até a cidade de Alkimia.
Mas antes de tudo, sofrerá provações, como encontrar com
o Diabo, feio como o pintam – ou até mais –, e ser tentado a trocar seus sonhos
por uma visão da cidade de sua procura.
O Menino passa por um tabuleiro de xadrez,
jogado entre a Fé e a Ciência, onde as peças incrivelmente – ou nem tanto! – se
parecem com pessoas – indecisas a quem seguir. Até que a Razão interfere na
briga daquelas duas.
Uma das partes mais belas, sem dúvida, é o encontro do
Menino com a Verdade, “velha senhora
tranquila e serena”.
“Estarei sempre por
perto, Menino, mas é você quem deve querer a minha companhia. Eu sou aquela que
sei, por isso estou muitas vezes só”, disse ela.
Há muitas mensagens explícitas – e implícitas – de outras
histórias, mas a principal é sobre como perseguir os sonhos sem jamais abandoná-los.
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Páginas: 157
Páginas: 157
Editora: Landy
ISBN: 8587731963
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