25 de nov de 2008

Resenha: O estranho destino de Poison - Chris Wooding

O Estranho Destino de Poison (2003) é daqueles livros que você pega, não consegue parar de ler até terminá-lo e ainda fica o gostinho de quero mais, quando chega ao seu final. Esse foi um dos livros que me chamou na prateleira.

Wooding apresenta a história de Foxglove, a menina mora com o pai, a madrasta e a irmã menor. E é de praxe, quando se completa quatorze anos na aldeia em que mora, ter o direito de mudar de nome.

Na manhã do dia da troca teve uma briga feia com a madrasta que a chamou de veneno. Estava escolhido o novo nome: Poison, que, aliás, é o nome original do livro – mas bastante interessante que no Brasil se tem a necessidade de explicar no título, a história.

Para resgatar a irmã que fora trocada por uma réplica sem vida pelo Espantalho, Poison precisa fazer a travessia do Reino dos Homens para o Reino das Fadas, e para isso tem de ir até a Casa de Maeb, a Bruxa dos Ossos, passar lá um tempo determinado.

Mas o Reino das Fadas reserva muitas aventuras, além do que ela pode imaginar se ficasse nos Pântanos, onde vive. O encontro com o Senhor daquele reino, Aelthar, não foi muito agradável, afinal ele não escondia sua aversão aos seres humanos – de certa forma, digno de respeito de minha parte. Pois há pensamentos que dividimos.

“Os humanos estão no mais baixo escalão de todos os Reinos! (...) Vou lhe dizer uma coisa: até os animais daquele Reino são mais dignos de minha estima que os humanos. O dom da inteligência que receberam foi aniquilado pelo egoísmo e pela barbárie”.

Poison descobre de uma forma dura que “o conhecimento não tem volta”.

De alguma forma ela sabe sobre o próprio destino, mas às vezes aceitá-lo se torna a tarefa mais complicada.

Um livro bastante recomendado para quem gosta de histórias juvenis de fantasia. A história é ótima, prende do início ao fim.

Chris Wooding escreveu também A maldição de Alaizabel Cray, publicado pela Arxjovem em 2004, além de muitos outros títulos ainda inéditos no Brasil.

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Poison – 2003
Tradução de Marcelo Mendes
Arxjovem
273 páginas
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5 comentários:

  1. Li, e gostei bastante, por ser uma espécie de conto de fadas, mas contada se dando o direito de colocar mortes, e atos de violência que vão contra o estereótipo de estória só para crianças.

    Apenas lamento que a rede de bibliotecas de São Paulo só tenha dois exemplares do outro libro do Chris Wooding mencionado...

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  2. Gloria Teodoro24/11/2011 13:50

    Eu quero =/

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  3. Celly só faz minha lista de desejos aumentar ahaha

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  4. Celly que interessante ler uma das tuas primeiras resenhas e de um livro tão maravilhoso! Agora quero ler todos os livros do Chris Wooding, ai ai, mais livros.

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