8 de ago. de 2011

Dica de leitura: O Centésimo em Roma - Max Mallmann

Humor, fina ironia e uma profusão de referências, que vão de Tácito a Shakespeare, passando por Machado de Assis, dão forma ao imperdível romance histórico O centésimo em Roma, do escritor e roteirista Max Mallmann. Com base em sólida pesquisa, Mallmann recria, de forma magistral, a Cidade Eterna entre os anos 68 e 70 d.C.: romanos nobres e plebeus, cristãos, judeus, gregos, etíopes, indonésios e germanos convivem em vielas e becos de uma Roma que cheira a “molho de peixe, suor e esgoto”, e que por isso mesmo é amada pelo atrapalhado centurião e protagonista da história, Desiderius Dolens. Dando vida a legionários, prostitutas, senadores e césares – a maioria com existência comprovada –, Mallmann apresenta ao leitor um caldeirão onde se misturavam corrupção, assassinatos, luxúria, vinho e muito sangue. 



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Editora: Rocco
ISBN: 9788532525079
Ano: 2010
Páginas: 424
No Skoob
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Max Mallmann nasceu em Porto Alegre e vive desde 1999 no Rio de Janeiro. Divide seu tempo e suas palavras entre a literatura e a televisão. Desde 2005, integra a equipe de roteiristas do seriado A grande família. É autor dos romances Confissão do Minotauro, Mundo bizarro, Síndrome de quimera e Zigurate

Para maiores informações e onde adquirir o livro O centésimo em Roma, acesse:

Resultado da Super promoção 07: Histórias que nos Sangram - Geraldo de Fraga



E a ganhadora de Histórias que no Sangram que o autor Geraldo de Fraga jura que vai autografar foi...



 
 
 
 
 
Parabéns, mocinha, você tem até dia 11/08 para enviar seus dados para o email madizzys@yahoo.com.br



Continuem participando das outras promoções de livros autografados:

Cyber Brasiliana – http://migre.me/5nTJu
Um Mundo Perfeito – http://migre.me/5mYAp
Revista Lama – http://migre.me/5pvy0

4 de ago. de 2011

Dica de leitura: A mocinha do Mercado Central - Stella Maris Rezende

Maria Campos. Este era o nome completo da mocinha do interior de Minas Gerais. Pouco, pensava ela. Principalmente se comparado ao da amiga Valentina Vitória Mendes Teixeira Couto. Faltava-lhe o sobrenome do pai, já que fora concebida em uma circunstância trágica. Mas o que pode representar de fato um nome? Valentina, a quem Maria no princípio achara meio enxerida, e que acabou por se tornar uma grande amiga, sabia de cor o significado de todos eles. Da situação adversa, Maria tirou a ideia que a colocaria em uma sequência de aventuras: adotaria em cada lugar por onde passasse uma personalidade que correspondesse ao sentido do nome escolhido.

Este é o enredo do livro de Stella Maris Rezende, com ilustrações de Laurent Cardon e uma participação especial do ator Selton Mello, que não apenas faz a apresentação, como também aparece na história como referência afetiva para a personagem principal. A mocinha do Mercado Central tem a peculiaridade de se situar entre o romance, que narra o desenvolvimento de um protagonista, e uma sequência de contos que se desenrolam em diferentes cidades por onde ela passa. A obra fala da vida em uma fase de transformações, cheia de descobertas e desafios. Fala, em síntese, do desejo de liberdade que só é alcançado com a coragem de se reinventar a cada nova relação.

Mesmo estando em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em Brasília, Maria nunca perde o jeito mineiro. E a narrativa de Stella Maris, cheia de lirismo e imaginação, mantém uma descrição vívida e realista das personagens e lugares, e garante a autora na tradição dos grandes prosadores das Gerais.

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Editora: Globo
ISBN: 9788525049698
Ano: 2011
Páginas: 112
No Skoob
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2 de ago. de 2011

Promoção 10: Concorra à Revista Lama nº 02 autografada!

O Mundo de Fantas completou três anos no mês de junho e, para comemorar, várias editoras  e autores se uniram ao blog para sortear livros aos leitores, estamos na décima promoção e todas serão simples para que todos possam participar. E desta vez sortearemos a Revista Lama, uma das poucas, senão a única, especializadas em LitFan no Brasil, traz vários autores do gênero e sua edição é muito caprichada.


O título pulp ou pulp fictions se deu na década de 20 para chamar as revistas impressas em papel de má qualidade e vendidas por alguns centavos. As pulps eram principalmente consumidas, nos Estados Unidos, por trabalhadores emigrantes que vinham do campo para a cidade. Revistas baratas para se carregar no bolso da calça jeans. Diversão garantida, com muitos monstros, detetives e mistérios. Vários escritores famosos como Isaac Asimov, Dashiell Hammett e Raymond Chandler começaram nas pulps. No Brasil escritores como Álvares de Azevedo, Murilo Rubião, Jorge Miguel Marinho e Guimarães Rosa foram adeptos do realismo fantástico. A base oficial da Lama é em Curitiba, mas conta com colaboradores do Brasil inteiro. Essa edição está composta por um time de escritores da nova geração. 

Para concorrer à Revista Lama autografada por Fabiano Vianna e outros autores que compõem esta edição basta:
  • seguir no Twitter: @cellyborges + @revistalama
  • deixar um comentário neste post + seu Twitter
  • e tuitar a seguinte frase:
Sigo @cellyborges + @revistalama e quero ganhar a Revista Lama no #MundodeFantas Info: http://migre.me/5pvy0
Atenção
* Retuite no máximo 2 vezes por dia em intervalos de 2 horas no mínimo.
* O ganhador deve ter endereço de entrega no Brasil e cumprir todas as regras.
* Se o ganhador não entrar em contato em três dias, novo sorteio será realizado em respeito aos participantes.
* Perfil criado apenas para sorteios não será aceito.

Início: 02/08/2011
 Término: 02/09/2011

Onde adquirir a Revista Lama e outras informações http://www.revistalama.com.br/

Resenha: A Ira dos Dragões e outros contos – Estus Daheri

 "Grendir é uma praga – continuou Defth. – Algo que tem um único propósito. Destruir. Pergunto-me o que será dele quando o inverno passar?”

É interessante começar explicando as belíssimas ilustrações, ou como se deu o surgimento dos oito contos que compõem o livro A Ira dos Dragões e outros contos. Thiago Tizzot, admirador de Tolkien, é autor e editor da Arte e Letra e escreve sob o pseudônimo Estus Daheri, se encantou pelos desenhos de John Howe e lhe escreveu a fim de elogiar e propor que seu trabalho fosse publicado no Brasil, depois de algumas trocas de e-mails, acabaram por acordar que Thiago, autor de Fantasia, se baseasse em algumas ilustrações e criasse os contos, e assim se deu. Para quem ainda não ligou o nome à pessoa, Howe é um dos mais importantes ilustradores da obra de J. R. R. Tolkien, autor de, entre outros livros, a trilogia O Senhor dos Anéis. Também transportou para as telas os personagens que compõem esta e outras obras como As Crônicas de Nárnia. Assim se deu um livro não apenas visualmente belo.

Todas as histórias de A Ira dos Dragões se passam no mundo criado por Thiago, Breasal – podemos acompanhar as viagens dos personagens através do mapa na última página do livro. Alguns contos e suas imagens (clique nelas para aumentá-las) que compõem a obra:

Em Viagem a Peneme o leitor acompanha a história do gnomo Dunk ao encontrar o humano Vostak que lhe pede ajuda com seus galadrins, embarcação sustentada por um enorme balão, nele viajariam para Peneme, a ilha misteriosa com suas estranhas histórias, não há relatos sobre a geografia do local, por isso é ainda mais difícil se aventurar por seus caminhos. Precisam ir até o Mosteiro de Nafgun.

“Intocáveis relatos falavam de viajantes que rumaram para lá e desapareceram, nunca mais foram vistos. Sua mente foi tomada pelos perigos que aquele nome desencadeava e o orgulho que seu pai tinha em dizer que fora e votara daquela ilha maldita com as galadrins intactas”.

Em Bestas de Wyen o leitor encontra o autor, Estus aparece com seu cachimbo numa conversa com Raw, que lhe conta a história dos seres que dão título ao conto, quando piratas assassinos atacavam os moradores do local,

“Há muito os piratas estavam conscientes de que naquela região não encontravam resistência”.

mas não contavam com o surgimento das bestas. Uma história com desenrolar incrível.

“Ele acreditava que matando o pirata, ele mataria a dor. O que Vortha não sabia é que a dor é algo que não se pode matar”.

Por motivos distintos, em O Ladrão e o Menestrel, Ligen, um gnomo, e Petar, um lumpa, estão na mesma cela escura e úmida. O gnomo por ter sido pego roubando uma pintura, o lumpa por ter feito mau uso das palavras. Na verdade não foi um simples quadro, ele possui um mapa oculto na pintura, que segundo a lenda conduz a um grande tesouro.

Ligen era um “colecionador de objetos alheios, como gostava de chamar sua ocupação”.

No conto Viagem a Peneme, Raw descreve vagamente sobre os riscos que cercam a ilha. Em Qenari o leitor é trasportado novamente à ilha e descobre, enfim, um pouco de sua geografia, encontra seres perigosos, descobre também quem realmente deve temer.

“Porém não existem dúvidas de que os mais vis e terríveis seres são os próprios monges. Mercenários do saber, vendem seu conhecimento em troca de ouro, artefatos, pedras preciosas e até pessoas”.

No Mosteiro de Nafgul há dois portões um onde o visitante coloca sua pergunta, sem esquecer-se da habilidade dos monges em aproveitar de algum deslize, uma falha contida neste pedido – a carta deve ser assinada com o próprio sangue. Há uma cobrança pela tão aguardada resposta; devolvem o papel escrito com o que desejam.

“Pode ser um artefato, uma página de um antigo livro, um animal, qualquer coisa que eles julguem ser interessante para eles. O problema é que de alguma forma você passa a ser vigiado, se percebem que você desistiu da busca, uma bela manhã sua garganta pode ‘surgir’ cortada”.

O grupo Pena Prateada precisa de respostas, são seres sábios, então conhecendo a fama dos monges, desta vez seriam eles a estar no comando.

No conto que dá título ao livro, Stenig segue com um segredo até o deserto de Tatekoplan, se infiltra entre os prisioneiros no acampamento. Antes de colocar seus planos em ação, Stenig estudou o local, porém se permanecesse mais tempo naquela vida, a alimentação, o cansaço, o teriam debilitado.

“Sobre as areias brancas do deserto de Tatekoplan os prisioneiros trabalham pesado com as pás. Os guardas vigiando atentamente e um movimento em falso era o suficiente para usarem seus chicotes”.

Acompanhar os contos com as imagens e o mapa deixa tudo ainda mais rico, acrescenta e muito! Apenas senti falta de algumas explicações tanto sobre os personagens quanto o desenrolar das histórias que bem poderiam ser novelas (narrativas um pouco mais longas que contos e mais curtas que romances) para maior desenvolvimento das ideias. Mas para aquele que como eu sentir esta necessidade de permanecer em Breasal, pode acompanhar outras aventuras no romance O Segredo da Guerra, em que há mapa e glossário sobre os personagens e termos importantes.

A Ira dos Dragões e outros contos é um livro encantador, daqueles que a capa, a diagramação, são convites ainda mais tentadores – afinal, essa é praticamente a forma de primeiro contato com a obra. Indicado para leitores de fantasia.

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Editora: Arte e Letra
ISBN: 9788560499199
Ano: 2009
Páginas: 210
No Skoob
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Conheça mais o trabalho de John Howe http://www.john-howe.com/