14 de set de 2010

Resenha: A Batalha do Apocalipse – Eduardo Spohr

Através de A Batalha do Apocalipse (ABdA), o leitor acompanha o Anjo Renegado Ablon que está preso no mundo físico e no embate terá de enfrentar o Arcanjo Miguel, mas enquanto não pode voltar àquele plano, enfrenta todo tipo de perigos neste mundo e conhece a necromante Shamira, sua grande amiga e salvadora,

“Era sonhadora e cultivava ideais inflamados, mais fortes que a riqueza e a glória”.

Depois de arquitetar sua criação, no sétimo dia Deus descansou e os anjos acreditavam que todos ainda viviam naquele dia, pois o cálculo dos homens seria feito de forma diferente da conta do Criador, o que poderia ser uma forma de explicar as atrocidades cometidas pelos seres humanos. E todo esse período Miguel utiliza para idealizar um plano para tomar o lugar do Pai assim que este despertar.

Miguel sente repulsa pela humanidade por possuir a alma e o livre-arbítrio, os anjos não conseguem se igualar a ela, as pessoas são perfeitas sob o olhar de Deus. Porém, Miguel deseja livrar o mundo da maldade do homem e não percebe que se tornou tão mesquinho quanto ele.

A batalha terá início e a guerra será entre os anjos. Neste meio está Ablon, que não concorda com a tirania de Miguel e Lúcifer, e terá seu próprio exército para enfrentar os dois lados, mas cada um terá o seu motivo para a batalha.

Há aquela sensação de que algumas partes serão esquecidas, ficarão sem respostas, mas todos os detalhes têm seu desfecho. Mas há um problema com as repetições, parece que o autor subestima seu leitor e, por várias vezes, descreve os personagens, o que deixa a leitura cansativa. Eduardo Spohr já disse que diminuiu bastante isso desde a primeira versão, porém, precisa melhorar mais nessa parte.

“Certas relíquias são tão especiais que nunca se quebram mesmo atacadas pelos mais terríveis desastres”.

Muitos podem esquecer que se trata de uma obra de ficção que usa elementos Históricos e bíblicos – para muitos, a Bíblia também não passa de uma coleção de livros ficcionais –, mas se as pessoas chegam ao nível de confundir literatura com realidade, pode-se dizer que o autor fez um bom trabalho, não?

Eduardo Spohr conseguiu com este livro o reconhecimento num país preconceituoso de sua literatura, dando, quase sempre, preferência aos autores de fora sem conhecer a vasta lista de escritores nacionais. Mas devo confessar que não tenho vontade de ler outra obra do autor, essa leitura foi meio arrastada, demorou exato um mês para terminar.

E, quando fui a um bate papo do autor, não entendi por que meu livro A Batalha do Apocalipse também foi autografado pelos caras do Jovem Nerd... Estava conversando com o autor, quando percebi, meu volume já estava assinado por todos.

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Editora: VERUS EDITORA/Record
ISBN: 8576860767
Ano: 2010
Páginas: 586
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http://www.record.com.br/

4 comentários:

  1. Ow, esse livro deve ser muitooo bom!
    Estou muito afim de lê-lo.

    Ótima resenha.

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  2. Fantástica resenha... quero o livro agora!!!!

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  3. ESTOU LENDO O LIVRO E ESTOU AMANDO... VOCES VAO GOSTAR, ADOREI A RESENHA..

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  4. O livro é realmente muito bom, mas como citado na resenha, a leitura se torna arrastada, meio cansativo as vezes.
    De qualquer forma recomendo e incentivo um "pequeno" esforço para concluí-lo.
    A mistura "história real + fatos bíblicos" ficou excelente, e digna de respeito e admiração pela forma que se apresenta ao leitor. A ambientação em cenários nacionais é outro diferencial dos livros do mesmo estilo, quase sempre estrangeiros.

    No geral, uma ótima leitura.

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