A – extremamente – Longa História, de Reinaldo Santos Neves (1946), graduado em letras pela Universidade Federal do Espírito Santo, é o tipo de livro que somente a capa e o primeiro capítulo se salvam, de resto, linguagem vulgar e exageros, desnecessários.
A história? Essa parte poderia muito bem ser cortada pela metade das 615 páginas que a compõe.
A história? Essa parte poderia muito bem ser cortada pela metade das 615 páginas que a compõe.
Se passa na Idade Média – até aí, um mérito –, quando o copista e noviço do mosteiro de Dru, Grim de Grimsby, deve sair em busca da Longa História, terá de percorrer 2000 quilômetros , com todo tipo de perigos pela frente, para saciar a curiosidade da velha condessa que se recusa a morrer antes de ouvi-la.
Para compor e dirigir a missão, a condessa escolhe Tatheus, bibliotecário do mosteiro de Lom.
O problema é que ao encontrar o contador da Longa História, Grim, encarregado de ouvi-la primeiro, e copiá-la para levar à condessa, descobre que Posthumus de Broz fez uma promessa para morrer sem dizer palavra.
A história se torna longa mesmo, quando a cada minuto Tatheus resolve contar um causo no meio do caminho, isso quando não surgem novos personagens que dão lugar a total vulgaridade.
Se todo esse excesso fosse diminuído, seria um livro considerado bom, nada mais do que isso.
"Uma história é como um navio. Nele embarcam o autor, a quem cabe, como capitão, conduzir a história ao seu destino, embarcam os personagens como passageiros para a viagem de sua fabulação, embarcam ouvintes e leitores como tripulantes para a viagem de sua audição ou de sua leitura. Cada capítulo é um porto em que a história faz escala: assim, há capítulos em que desembarcam certos personagens e capítulos em que embarcam outros".
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ISBN: 8528612639
Editora: Bertrand Brasil - 2007
Número de páginas: 615
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