6 de jan. de 2015

Meu jarro de leituras

Olá, foufos!

Esse ano resolvi brincar com as leituras e participar de alguns desafios. O primeiro é o Desafio Literário Skoob 2015. O segundo é o TBR Book Jar - confesso que tentei uma vez há alguns anos, quando nem sabia que havia essa brincadeira com um nome, e não consegui seguir -, esse desafio foi proposto por uma amiga do Livro Viajante do Skoob.

Peguei a descrição divulgada nesse grupo:

O TBR é uma abreviação da frase em inglês To Be Read, que em português é a nossa famosa Lista Para Ler, e as palavras book e jar significam, respectivamente, livro e jarro. Assim, em resumo, TBR Book Jar quer dizer, basicamente, Jarro de Livros Para Ler.

A ideia é colocar em um jarro/pote/caixa o nome de todos os livros que tem em casa para ler. Vai sorteando e lendo.

Atenção!
  1. Não coloque livros que você gostaria de ler, mas ainda não tem na sua estante;
  2. Não coloque os livros emprestados e que amigos tenham;
  3. Livros com prazo de leitura não devem ser colocados (como no meu caso, os livros do Desafio Literário Skoob 2015 não estão aqui);
  4. Se comprou mais livros, coloque o nome no jarro;
  5. Se sortear um livro, é este livro que você lerá (nada de trocar de tirinha até aparecer o que você quer ler, é trapaça e não precisaria participar para isso).
Então esse é o meu jarro:


Peguei papéis coloridos - porque, por mais incrível que pareça, adoro cores! E um pote bem bonito. Tudo como incentivo.

Como tenho muitos livros, não coloquei o nome de todos aí dentro - precisaria de muito tempo para escrever. Desse modo, adicionei apenas os livros que quero ler há muito e estão lá na estante esperando esse dia chegar.

Assim, com a mão coçando e torcendo para sair um título interessante para o momento, sorteei o primeiro e saiu...

Os papeis se acomodaram no jarro e parece que tem menos - quem me dera fosse assim.
O livro que falta na coleção Fantasia e Aventura é o volume 4 e corresponde a Pinóquio, que estou lendo.

Quem leu O menino que perdeu a magia vai identificar na hora o sobrenome do autor.

Quando terminar o primeiro do Desafio Literário Skoob 2015 - o escolhido foi O circo mecânico Tresaulti, de Genevieve Valentini -, vou para O agente secreto, de Joseph Conrad. Faz tempo que tenho essa obra, desde 23 de junho de 2008, mais precisamente. Sei disso porque anoto a data no livro e também o valor, paguei R$4 num sebo.

Sinopse:

O Agente secreto tem por personagem central um espião de embaixadas estrangeiras em Londres, e também da polícia inglesa, cujo ofício era infiltrar-se no movimento revolucionário local a fim de fornecer informações e provocar atos terroristas que justificassem uma repressão mais violenta aos trabalhadores. Sua ação culmina com uma tentativa de fazer explodir o Observatório de Greenwich, que até hoje baliza as horas do planeta e que era, naquele início do Século XX, o símbolo da sociedade mais poderosa do mundo. Com esse tema Joseph Conrad aplica seu talento e sua aguda percepção do espírito humano para penetrar no mundo torpe de governantes, policiais e espiões que, há séculos e em quase toda parte, usa o terror como instrumento de ação do Estado, eventualmente servindo-se da colaboração involuntária de revolucionários honestos, mas ingênuos ou malucos. 

E aí, aceitam o desafio?

Ótimas leituras!

2 de jan. de 2015

Mundo de Fantas no Calendário de Eventos Fantásticos 2015!

Olá, foufos!

Como disse numa postagem as novidades sobre o Mundo de Fantas viriam em breve. A primeira foi a mudança na política de resenhas. E isso me deu muita liberdade.

E aqui está outra notícia!

O Mundo de Fantas virou evento literário!

E já está no Calendário de Eventos Fantásticos 2015, Curitiba!

Além do Mondo Estronho, que co-organizo, agora organizo também o Mundo de Fantas, evento dedicado à literatura infantojuvenil, fantasia e aventura, que acontecerá nos dias 07 e 08 de novembro em Curitiba, Paraná.



O Calendário é feito pelos organizadores de eventos nerd em Curitiba e você pode conferir outros no site Estronho e Esquésito.

Em breve mais novidades do evento Mundo de Fantas. E outras nerdices.

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1 de jan. de 2015

Leituras de 2014!

Olá, foufos!

Confesso que, tirando as revisões, não tive um bom ano de leituras. Fiz poucas resenhas, porque, como falei no post sobre as novidades, repensei a forma e o que eu fazia.

A mudança na política de resenhas me permite um tom mais pessoal. Sem parcerias posso ler o que eu quero. Como disse, é difícil terminar de ler livros que não me agradam e ainda precisar falar sobre eles, o que considero um desperdício de tempo, afinal, o meu trabalho aqui é feito de forma independente, não patrocinada, apenas pelo prazer de compartilhar obras com os leitores.

Aqui estão as minhas leituras e os links que levam às resenhas.


  1. A teia de Charlotte - E. B. White
  2. Como desaparecer completamente e nunca ser encontrado - Sara Nickerson 
  3. Mondo Muerto - Kipper
  4. Cinemas de Horror - Demian Garcia (org.) 
  5. O segredo das coisas mágicas - Cláudio Cuellar
  6. O menino que perdeu a magia - Celly Borges
  7. A prisão mal-assombrada - Joseph Delaney
  8. O Reino Dourado - Em nome de Fanom - Roman Schossig *
  9. A mocinha do Mercado Central - Stella Maris Rezende
  10. O Casamento de Laucha - Roberto Payró
  11. Pânico no navio - Eoin Colfer
  12. O livro do cemitério - Neil Gaiman
  13. Domingo, Sangrento Domingo - Romeu Martins e Victor Vic
  14. O estranho caso do dr. Jekyll e sr. Hyde - R. L. Stevenson 
  15. Píppi Meialonga - Astrid Lindgren
  16. Otolina e a Gata Amarela - Chris Riddell
  17. Os Pestes - Roald Dahl
  18. Outra vez Heidi - Johanna Spyri
  19. O BGA - O Bom Gigante Amigo - Roald Dahl
  20. O longo caminho até Santa Cruz- Michael Ende
  21. James e o pêssego gigante - Roald Dahl
  22. Escrever para crianças - Silvia Adela Kohan
  23. Os Passarinhos apresentam: Vida de Escritor - Estevão Ribeiro
  24. A fúria do Cão Negro - Cesar Alcázar
  25. Boneca de ossos - Holly Black
  26. Tundé no mundo da Lua - Gê Lara
  27. Delirium - Carlos Patrício (29/04/2014) *
  28. Desde o primeiro instante - Mhairi MCFarlane
  29. Ela precisava ir - Felipe Melo *
  30. Débora (lido duas vezes)*
  31. A forma da sombra - Fernando de Abreu Barreto (18/05/2014) *
  32. O segredo do meu marido - Liane Moriarty (25/05/2014)
  33. Demiurgo - Eberson Terra - Revisão (24/05/2014) *
  34. Cemitério perdido dos filmes B – Redux – Cesar Alcázar *
  35. O Reino dos Sonhos – O Labirinto das Almas *
  36. Princesa Adormecida – Paula Pimenta
  37. O menino de vestido – David Wallians – 01/08/2014
  38. Hatari – Demian Garcia (org) – 08/08/2014 *
  39. Zero – Waleska *
  40. Muiraquitã – Alex Mir e Rebeca Caroline Acco *
  41. Alfredo, o vampiro – Emerson Lopes *
  42. Fiquei com o seu número – Sophie Kinsella
  43. Fala sério, amor! - Thalita Rebouças
  44. A terra dos meninos pelados - Graciliano Ramos
  45. Snoopy: A felicidade é um cobertor quentinho! - Charles M. Schulz
  46. O Monstro - Fábio Coala
  47. Mentirinhas 1 - Fábio Coala
  48. Folheteen, tiras pra todo lado - José Aguiar
  49. Folheteen, direto ao ponto - José Aguiar
  50. Era uma vez no Spaghetti Western - Rodrigo Carreiro *
  51. Insonho, Durma bem - Valentina Silva Ferreira (org.) *
  52. O Pena e o Imperador e A Insurreição de Sorland - Nikelen Witter, A. Z. Cordenonsi *
  53. Gato pra cá, rato pra lá - Sylvia Orthof
  54. Papai! - Philippe Corentin
  55. No canto escuro *
  56. De(s)amores *
  57. Impérios do Pós-apocalípse - Estevan Lutz (org.) *
  58. Em casa para o Natal - Calli Taylor (01/12/2014)
  59. Fantasmas na biblioteca - a arte de viver entre livros - Jacques Bonnet (07/12/2014)
  60. A casa de papel - Carlos María Domínguez (09/12/2014)
  61. Débora II *

E as suas leituras, como foram?

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* Revisão.

28 de dez. de 2014

Desafio Literário 2015

Alguns dos livros escolhidos para o desafio literário

Estou participando do Desafio Literário Skoob 2015. A ideia é se divertir e escolher livros da minha estante e não vale releituras, então segue a lista (alguns meses coloquei 2):

- Janeiro: Novinho em folha
Estou louca para ler O pintassilgo, Donna Tartt, foi uma troca que fiz no sebo, então vai para a lista.

E O circo mecânico, Genevieve Valentini, me deixou curiosa, se der tempo, leio esse também.

- Fevereiro: Fantasia
O autor e amigo Thiago Tizzot disse que eu estou no grupo errado por não ter lido O Hobbit, J.R.R. Tolkien, então aceitei o desafio, não sem antes brigar.

Os Goonies, James Kahn, porque é um clássico e uma edição muito bonita.

- Março: Escritoras
O último homem, Mary Shelley, ela escreveu um dos meus livros favoritos, Frankenstein!

- Abril: Pega na mentira!
O chamado do Cuco, Robert Galbraith, bem, ainda não li nenhum dos livros adultos da tia Jo, então vamos lá! E antes dos comentários, não tenho nenhum preconceito por ela não escrever mais só no mundo de Harry Potter, não li por falta de oportunidade ou vontade no momento.

O livro dos prazeres proibidos, Federico Andahazi, uma pessoa querida, que conheci na Feira do Livro de Porto Alegre, em 2013, e tive a honra de ser transformada em personagem em seu conto para a antologia Tu Frankenstein II, que também participei! Quero ler O livro dos prazeres proibidos há bastante tempo, então chegou a hora!

- Maio: Língua-mãe
Asa de sereia, Luís Henrique Pellanda, autor aqui de Curitiba. Divertidíssimo ouvi-lo falar de como começou a escrever.

- Junho: Casais 
Queria que você estivesse aqui, Francesc Miralles. Adorei ler O melhor lugar do mundo é aqui, assim, mais um para a lista.

- Julho: Inverno
Confesso que vou sem muita expectativa para ler Jardim de inverno,

- Agosto: Folclore e Mitologia
O Nalladigua, Simone Saueressig, uma grande autora, conhecedora do folclore, então estou curiosa com a obra que comprei na Odisseia de literatura fantástica de Porto Alegre, em 2014.

- Setembro: Livros banidos
Admirável mundo novo, Aldous Huxley, já deveria ter lido há muito tempo.

Adoro livros que falem de livros, e fiquei curiosa com essa obra História Universal da Destruição dos Livros - Das Tábuas Sumérias à Guerra do Iraque, Fernando Báez. Obviamente não é literatura, mas se encaixa perfeitamente no tema.

- Outubro: Terror
A escolha foi aleatória, O substituto, Brenna Yovanoff, estava aqui por uma troca pelo Skoob, quero ler e foi para a lista.

- Novembro: Finados (que tenha morte ou mortos)
Psicose, Robert Bloch, um clássico. Adoro o filme.

- Dezembro: Ganhadores de prêmios
O Bicho da seda, Robert Galbraith, porque a Rowling ganhou vários prêmios.

Esses são os livros que escolhi. Não sei se conseguirei ler todos, se mudarei de ideia na escolha, se seguirei com o desafio, mas vou tentar, porque o divertido é brincar!

Quer participar também? Então vá na página do Facebook entre no grupo Desafio Literário Skoob 2015.

Ótimas leituras.

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10 de dez. de 2014

"Fantasmas na biblioteca", um brinde aos livros!


Nós, leitores e colecionadores, somos “reféns” dos livros. É quase como a brincadeira do gato, não somos nós os seus donos e sim ao contrário. Os livros são nossos donos, quando um quer ser lido, ele se exibe, se mostra, às vezes implora por nossa atenção. E quão prazeroso é a sua leitura quando enfim a aceitamos!

Ao menos comigo, quando um livro me chama, quase sempre sua leitura se mostra uma das melhores. Parece que esses livros sem pudores a se exibirem aos leitores são os mais interessantes.

Inúmeras vezes os livros me chamaram. E é importante também que o leitor se permita ser escolhido. Gosto de passar pelas estantes dos sebos, livrarias e bibliotecas sem escolher, apenas caminho olhando as lombadas, até que um volume – e não a capa – estende seus bracinhos e me pede colo. Lembro-me de sair, em minha biblioteca, em busca de um título que me pedisse atenção. Então um se mostrou mais do que os outros e o peguei. Estava adiando sua leitura há muito, então resolvi aceitar o pedido. Era o livro Frankenstein, de Mary Shelley, e hoje é um dos meus favoritos. Uma história que mostra a alma humana no seu pior estado.

Bem, outro dia ganhei de amigo secreto a obra Fantasmas na biblioteca (Civilização Brasileira, 160 páginas, 2013, R$30), de Jacques Bonnet (1949) e em pouco tempo, encantada, devorei. Fala de livros. O amor pelos livros. E o que mais deseja um leitor viciado?

A obra tem uma linguagem simples e cada parte é como uma conversa com o leitor. O autor que quer passar seu conhecimento e não exibi-lo. Há capítulo dedicado à organização, por exemplo. E nós, colecionares, sabemos como essa é uma atividade difícil. Como separar? Por gênero? Por autor? Por nacionalidade? Mas cada divisão traz um problema. Essa dúvida é eterna.

A maioria de nós quer o melhor local para nossa seleção. Bonnet mostra, também, a dificuldade de manter uma coleção, afinal, como é uma coleção? Qual seu início e o seu fim quando não é numerada?

É fantástico poder ler uma obra de um conhecedor desse mundo e saber que não estamos sós. E o autor não nos conhece – pelo menos não a mim –, mas pensa como nós! Tem dúvidas e receios, como, por exemplo, emprestar ou não um livro, ou como fazer marcações?

A única forma que eu marco é usando marcadores ou post it, de outra maneira, como usar a orelha, marcar com caneta ou lápis, dobrar a pontinha... ah, que arrepio me dá apenas em pensar nessas opções. Faço marcações em cadernos e papéis avulsos – e nesse caso me identifiquei com Delgado, personagem do livro A casa de papel. Empresto livros somente para quem confio. Apesar de que confiar é tão difícil. Outro dia emprestei um e a pessoa marcou todo com lápis. Eu olhei e acenei, fervendo por dentro e não consegui manter uma conversa decente. Essa pessoa está riscada da lista de empréstimos.

Tenho muito amor pelos livros, mesmo. E os trato com todo o respeito que merecem, afinal, eles me passam conhecimento e só pedem para serem lidos. Ah, e não preciso aumentar o número de lidos apenas para impressionar meia dúzia. Aliás, qual a vantagem?

Assim como No mundo dos livros, de José Mindlin (1914-2010) – que é outra obra de um leitor e grande colecionador sem firulas na linguagem, que deve estar numa grande biblioteca que é o Paraíso –, Fantasmas na biblioteca traz muitas sugestões de leituras. Fiz uma lista e logo procurei vários livros na Biblioteca Pública doParaná. Até corri para emprestar A casa de papel, de Carlos María Domínguez, em que um homem com uma coleção invejável, de repente constrói uma casa com paredes de livros. Uma obra curta muito interessante – muitos desprezam obras curtas, no entanto nem todo livro de 104 páginas é ruim e nem todos com 400 páginas são bons por serem longos.

Uma obra bem curtinha é Dez mil - autobiografia de um livro, de Andrea Kerbaker, com 84 páginas. Ao ler acompanhamos a história pelos olhos de certo volume – não explica qual exatamente seu título e autor, mas fica ali, perto de Hemingway – e suas frustrações de não ser escolhido pelos leitores, de permanecer por muito tempo abandonado na prateleira. Alguns passam próximos à sua estante, outros o tiram de lá, mas às vezes o devolvem.

Bonnet, assim como José Mindlin, Umberto Eco e Alberto Manguel, é considerado um dos maiores especialistas em bibliofilia e teoria da literatura. É dele também o romance O emblema da amizade.

E Jacques Bonnet não despreza, não julga qualquer tipo de leitura, ao contrário, ele celebra a leitura e os leitores.

Ótimas leituras.

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Editora: Civilização Brasileira
Título original: Des bibliothèques pleines de fantômes
ISBN: 9788520010006
Ano: 2013
Páginas: 160
Tradutor: Jorge Coli
Skoob
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10 de nov. de 2014

Promoção de Natal "O menino que perdeu a magia"

Olá, foufos!

Eu amo o Natal, então resolvi dar um descontão bem bacana no meu livro juvenil O menino que perdeu a magia e mandar mimos de presente para você!


Além disso, essa é uma ótima oportunidade para presentear a família e os amigos, porque oferecer livro é massa e demonstra carinho... ainda mais se for com dedicatória e mimos, não é? =D

Então quem pedir O menino que perdeu a magia pelo e-mail leva o livro por apenas 18 reais + frete grátis + mimos + dedicatória.
  

Sinopse:
A história que vou contar me foi contada. Ela é repleta de sonhos e seres fantásticos. É sobre um homem chamado senhor Conrad, mas começa quando ele ainda nem havia recebido o título de "senhor" e foi horrivelmente obrigado a abandonar a sua magia, os seus sonhos.

Ou assim acreditavam as pessoas que já haviam perdido as suas magias.

Começa assim:
Daniel Conrad era feliz e apreciava sua infância...

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Espalhe por aí!

28 de out. de 2014

Crowdfunding: Nada com coisa alguma, de José Aguiar


Sem personagens fixos e sem limitação de tema, gênero ou formato, é uma tira totalmente inusitada. Nela o quadrinista José Aguiar exercita as possibilidades gráficas e narrativas do pequeno espaço de uma tira de humor. Ou seria uma tira séria? Ou nada que possamos rotular?

Nas palavras do autor: “Meu cantinho particular, um lugar onde faço aquilo que não poderia fazer em nenhuma outra HQ”. Nada Com Coisa Alguma é publicada semanalmente no jornal Gazeta do Povo.

José Aguiar é artista, arte-educador formado pela FAP (Faculdade de Artes do Paraná) e quadrinista premiado com obras publicadas no Brasil (Vigor Mortis Comics, Ato 5, Revolta de Canudos, Dom Casmurro em Quadrinhos, MSP50, entre outras) e França (série Ernie Adams). Publica as tiras Nada Com Coisa Alguma no jornal Gazeta do Povo e também as tiras Folheteen, no Guia Curitiba apresenta (publicação da Fundação Cultural de Curitiba). É um dos criadores e curadores do Cena HQ, evento que realiza leituras dramáticas de HQs no Teatro da Caixa. Foi curador e cocriador da Gibicon – Convenção Internacional de Quadrinhos de Curitiba. Seus mais recentes livros publicados foram Folheteen - direto ao ponto e Reisetagebuch - Uma viagem ilustrada pela Alemanha, finalista na categoria ilustração do prêmio Jabuti.

Depois de saber da biografia massa do autor, conheça o projeto Nada com coisa alguma lá no Catarse, com vários prêmios bacanas para os apoiadores. Começa com apenas R$35, quanto maior o valor, mais prêmios são adicionados ao pacote. Mas atenção! Falta pouco tempo para acabar, então corra!

Aproveite o ensejo e visite o site do autor. Lá no Quadrinhofilia tem muita informação sobre todos os seus trabalhos, agenda, dicas...

27 de out. de 2014

Comunicado: Novidades em breve!



Olá, foufos.

Estou bem distante do blog há tempos. Um pouco por preguiça, um pouco por não saber que direção tomar. Outro tanto, talvez, por cansaço ao ver tantos blogs com resenhas rasas que mais parecem sinopses, onde praticamente citam a capa e as ilustrações ao invés de ler de fato a história e mostrar ao seus leitores se o livro é bom ou não.

Também desde o fim do ano passado parei com todas as parcerias por vários motivos. Com as editoras principalmente por precisar ler livros que às vezes me faziam pensar que algumas histórias não acrescentavam nada em minha vida. Claro que mesmo os livros que podem ser considerados ruins por alguns, outros podem gostar e os que são tidos como os melhores, podem não curtir, isso é bem relativo e merece respeito. No entanto, esses que não gostava, eu precisava resenhar - e eu não deixava de apontar os pontos fracos -, o que tomava bastante tempo.

Outro motivo por ter parado com as parcerias é que alguns autores mandaram seus livros, e desses, os que gostei fiz resenha, alguns não consegui resenhar porque não queria deixar o autor "triste" - ou qualquer sentimento do gênero -, afinal, já tive casos de escritores que não gostaram da resenha - que nada teve de desrespeitosa ou pessoal, pois o que me importa é o livro e não a vida da pessoa - e convidaram a família toda para tentar me tirar do sério. Mas sou foufa... ou não. E "escritor" vingativo está cheio por aí, esses precisam evoluir muito profissionalmente.

A mudança na política de resenhas me permite um tom mais pessoal. Sem parcerias posso ler o que eu quero. Como disse, é difícil terminar de ler livros que não me agradam e ainda precisar falar sobre eles, o que considero um desperdício de tempo, afinal, o meu trabalho aqui é feito de forma independente, não patrocinada, apenas pelo prazer de compartilhar obras com os leitores.

Enfim, a questão aqui é que o Mundo de Fantas será reformulado e um dos objetivos é o de divulgação. Dos livros que gostei, autores e eventos que merecem espaço. Pois quem resenha de verdade sabe o quanto é difícil e como toma tempo trabalhar o texto e, afinal de contas, para que dar espaço àquilo que não gostamos?

Outras novidades virão. Então bem-vindos a Fantas e leiam as resenhas antigas.

Celly Borges

17 de jul. de 2014

Resenha: Tundé no mundo da Lua - Gê Lara


Tundé no mundo da Lua é um livro infantil encantador.

Tundé era um menino diferente. Assim, com suas diferenças, as pessoas pensavam que ele tivesse algum problema, então se aproveitavam dele, ele corria para lá e para cá fazendo favores para os vizinhos. Mas o menino aprendia muito com isso. Era um grande curioso.

O garoto fazia muitas perguntas, e os adultos pareciam não ter muita paciência, então respondiam qualquer coisa – como muitas pessoas são acostumadas a fazer quando uma criança tem curiosidade e ninguém quer ajudá-la. É mais simples dizer “Sim, sim, agora vá brincar”.

Tundé adorava ver a Lua Cheia – quem não gosta de admirá-la? Mas ele ia além, era uma paixão sem tamanho. Uma vontade de estar lá. Nasceu então no menino um enorme desejo de morar lá longe, na Lua. Assim, fazia de tudo para alcançá-la, subia na escada mais longa. E se machucava ao cair.

Como toda criança, um dia Tundé foi para a escola, e lá aprendeu muitas coisas, inclusive que não se chamava Tundé. E isso o frustrou.

Tundé era um menino sonhador, seu pensamento estava sempre na Lua, literalmente. Enquanto foi crescendo, exigiu ser chamado pelo seu verdadeiro nome.

Então o tempo passou... E a família descobriu que Tundé não era esquisito, ele era inteligente!

Sim, quantas vezes julgamos uma pessoa por sua excentricidade – ou aquilo que pensamos ser isso – só por ser diferente daquilo que fomos acostumados a acreditar ser o certo? E quando fazemos isso, deixamos de notar que a pessoa tem dons e/ou enxerga o mundo de uma maneira diferente.

E ser diferente, esquisito, faz com que se vá mais longe. O normal, comum, é tão chato. Já me chamaram de esquisita. E eu sorri, porque prefiro ser esquisita do que como quem se julga normal, e não enxerga o mundo com olhos de criança.

Tundé no mundo da Lua (2014, Gulliver Editora, 36 páginas) tem ilustrações lindas e coloridas de Denyse Neuenschwander, que também ilustrou Aldebarã, de Juvenal Bernardes. O autor soube entender as crianças e conseguiu contar uma linda história. Leia e se encante.

Gê Lara estará na FLID - Feira Literária de Divinópolis, MG, que acontecerá entre os dias 29 a 31 de agosto. E eu também estarei lá.

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Editora: Gulliver
Ano: 2014
Páginas: 36
Skoob | Gulliver Editora
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7 de jul. de 2014

Megacon, o evento Nerd/Geek de Curitiba.

A Megacon passou. Aconteceu sábado, dia 05/07 na UTFPR, antigo CEFET, e quem não foi vai ficar arrependido.

O evento foi grandioso. Tanto no espaço, no número de expositores, quanto no de pessoas e outros seres que compareceram. Desde o minuto em que abriram as portas, em nenhum momento o espaço ficou com poucas pessoas. Era muita, muita gente, que se divertia de verdade lá dentro. Era mágico.

Havia o concurso de cosplay, então adultos e crianças desfilavam vestidos de seus personagens favoritos pelos corredores. Pessoas que encontraram seu espaço na Megacon.

E tinha tanta cousa bacana lá nos stands, brinquedos, livros, jogos, roupas, canecas... Quem curte ficou louco naquele mundo nerd/geek - eu queria trazer de tudo e mais um pouco.

Tirei foto com o Lord Vader.

Paco - uma amiga doudinha -, Darth Vader e eu.
Mestre Yoda sapeca - que ele não veja a foto anterior.
Eu estava no stand da Editora Estronho, bem ao lado do Conselho Jedi Paraná

A organizadora Lambda 42 está de parabéns por realizar um evento tão massa que faltava na cidade - e por conseguir tirar tantos seres curitibanos e da região, de casa! Onde essa gente massa estava?

E esse foi apenas o primeiro!

Posso dizer que sim, me senti em casa. E na próxima Megacon eu vou de Arthur Dent!

Talk Show em Curitiba

Dia 18 de julho acontece em Curitiba, PR, o Talk Show Curitiba Connection, com apresentação de Paulo Dalla Stella.

Será no anfiteatro da Livraria Cultura, no Shopping Curitiba. Estão todos convidados.


Serviço 
Dia 18 de Julho de 2014
Horário: 19h30min
Local: Anfiteatro da Livraria Cultura no Shopping Curitiba

5 de jul. de 2014

É hoje! Evento reúne nerds em Curitiba.

A Megacon acontece hoje e vai reunir fãs de séries, filmes, jogos, livros...

É a primeira edição do evento e no Facebook já passa de 2.900 pessoas confirmadas.

A programação está bem interessante e pode ser conferida no site da Megacon. E outra cousa bacana é que ninguém paga para entrar!

Para a venda de livros de diversas editoras, a livraria Estronho estará lá no stand 9 com muitos descontos!


Que a força esteja com vocês!

Serviço
UTFPR
Entrada franca
Das 10 às 19h
Avenida Sete de Setembro, 3.165
Rebouças - Curitiba - PR
(41) 3310-4545

27 de mai. de 2014

Resenha: O segredo do meu marido - Liane Moriarty

O segredo do meu marido é daqueles livros que os personagens marcam, têm humanidade e deixam saudade.

Gostei bastante logo no início, que não enrola, já começa contando sobre a carta que Cecilia descobre no sótão, lugar em que seu marido não vai nem sob tortura. Ele escreveu no envelope que ela só poderia abri-la depois da morte dele. Mas ela encontra antes.

Apesar de o começo já ser assim, não joga as informações. Enquanto lia, surgia alguma que primeiramente é vaga, e logo à frente ela era explicada e de forma a fazer parte da história, não simplesmente jogada ali. Prende bastante. E ao parar para trabalhar, queria voltar a ler no mesmo minuto, pois ficava pensando sobre o próximo segredo.

Na verdade são três histórias distintas, de três mulheres, que acabam envolvendo mais pessoas. Cecilia, Tess e Rachel. Os capítulos são alternados, ora a história de uma, ora a de outra, às vezes o passado.

Uma tem um segredo em mãos, a tal carta, que a atormenta, pois não quer abrir. Outra vê seu casamento acabar, mas o amor ainda existia, ou teria perdido algo no caminho? E a terceira não esquece da forma trágica como sua filha foi morta há muitos anos.

Essas três mulheres são fortes e veem seus mundos ruírem aos poucos. E todas estão em Sidney.

Cecilia é uma mulher e mãe exemplar. Tem três filhas, trabalha com a venda de Tupperware e tem uma vida extremamente certa e limpa - ela acorda todos os dias muito cedo para não deixar nenhum serviço em casa. Casada com John-Paul, que deixou a misteriosa carta. Ele ainda está vivo e parece bastante alarmado quando a esposa conta que encontrou a carta, mas não a leu.

Tess tinha se mudado há alguns anos para Melbourne com a prima, mas depois de seu casamento acabar, volta para a sua cidade com o filho pequeno, muito inteligente, com a desculpa de que iriam cuidar da mãe dela que se machucou. Tess aproveita para mudar a vida em uma semana. Matricula o filho no colégio local, onde reencontra o ex-namorado...

Apesar de Rachel ter seu filho, neto e a nora - por quem ela não nutre os melhores sentimentos - por perto, ela se fecha e esquece um pouco deles, enquanto praticamente só pensa na filha que foi morta de forma cruel. Ela ama muito o neto, mas deixa de lado o próprio filho.

As histórias começam a se entrelaçar e tudo fica ainda mais interessante. Os problemas dos personagens são reais. A autora consegue fazer com que o leitor sinta pena, raiva, amor por eles.

Liane Moriarty (1966) sabe contar histórias de mulheres que sofrem por diferentes motivos. Cada uma tem uma questão não resolvida que a atormenta e quando uma entra na vida da outra, acaba sendo ainda mais difícil manter o que na verdade é o seu segredo, pois como dividir isso com pessoas que mal conhecem, apesar de precisar de um ombro amigo? O segredo do meu marido (Intrínseca, 368 páginas, R$29,90) é muito bem escrito e, como disse, prende e faz querer chegar ao final, e quando chega, o leitor sente falta de tudo. Eu senti.

Amores e amizades do passado, família, amigos e traições fazem parte desta história cheia de verdades.

Muito massa as reviravoltas. A forma como a autora explica e nos faz entrar na vida dos personagens é sensacional. Recomendo! E quero ler mais obras dela.

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Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574791
Ano: 2014
Páginas: 368
Skoob
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2 de mai. de 2014

Bate-papo sobre literatura de fantasia e lançamento triplo da Editora Fantas

Olá, foufos!

Amanhã, sábado, dia 03 de maio, estarei junto com Marcelo Amado, Thiago Tizzot, Roman Schossig e G. Norris na Livraria Cultura do Shopping Curitiba para falar sobre literatura de fantasia.

Será um bate-papo gostoso e descontraído, com os lançamentos do meu livro infantojuvenil O menino que perdeu a magia, a antologia que organizo e que conta com todos os autores presentes, Mundo de Fantas, e do romance épico O Reino Dourado, em nome de Fanom, de Roman Schossig.

Estão todos convidados!


Ótimas leituras!

23 de abr. de 2014

Resenha: Boneca de ossos - Holly Black

Boneca de ossos me chamou à leitura já pela capa, depois fui ver do que se tratava a história. A ideia de uma boneca feita de ossos e que de repente começa a falar com duas crianças através de sonhos, me pareceu interessante e aceitei ler.


A leitura foi muito rápida. A linguagem é simples, bem para crianças leitoras que já se iniciaram no mundo dos livros, lá pelos seus 12 anos, até porque ele é um livro longo, de 224 páginas, e poucas ilustrações, mas bacanas – adoro obras ilustradas. Em algumas páginas há umas notas de rodapé – colocadas pelo editor (N.E.) – que são dispensáveis, como quando explica o que é uma cristaleira. Não há necessidade de colocar tudo mastigado para a criança. O bacana também é fazê-la sair em busca das respostas.

Bem, a história gira em torno de três amigos, Zack, Poppy e Alice. Eles são muito amigos e sempre se reúnem na casa de Poppy para brincar com seus bonecos e criar histórias fantásticas.

Cada família age de uma forma bem distinta. Os pais de Poppy a deixam ser livre, a casa é bem bagunçada e ninguém se importa. Alice mora com a avó superprotetora, que não a deixa fazer quase nada e qualquer deslize – como passas meia hora do tempo estipulado para estar em casa – é um castigo na certa. Isso deixa a menina muito apreensiva e medrosa, nunca se aventura a nada. Zack mora com os pais, ou melhor, com a mãe e o pai que voltou para casa depois de ficar longe por três anos. Agora ele quer descontar os atrasados e tentar ser o pai bom, que se importa, mas ele não consegue, pois não sabe exatamente como agir.

O pai não é presente e quer se fazer, obrigando o filho a abandonar sua melhor época, ou seja, a sua infância, e crescer para não ser zoado na escola por brincar com bonecos e se tornar um adulto responsável.

Mas Zack ainda é uma criança e não quer perder isso. Ele adora criar histórias e brincar com as amigas.

Então surge o dia em que Poppy começa a ter sonhos estranhos com a Rainha, o nome que deram à boneca que vive na cristaleira, a menina recebe uma mensagem e convida os amigos a buscar o que ela pede em sonho. É o dia de começar viver aventuras de verdade, nada de faz de conta.

Em Boneca de ossos (#Irado, 224 páginas) a autora, Holly Black (1971), criou uma bela história de amizade, superação e conhecimento. Li em pouco tempo e não me arrependi em nenhum momento de ter aceitado esse passeio, essa aventura. Em algumas partes me vi realmente dentro da história, sendo uma das crianças, pois eu tive uma infância massa, em que criei muito e me diverti tanto, que ainda não abandonei esse meu lado, por isso gosto de escrever para os pequenos e também para aqueles que não se esqueceram desse tempo, O menino que perdeu a magia fala exatamente disso, de não perder os sonhos, a magia da infância. Foi uma experiência bem massa. Leiam!

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Editora: #Irado
Título original: Doll Bones
Tradução: Bárbara Menezes
Ilustrações: Eliza Wheeler
ISBN: 9788581633916
Ano: 2014
Páginas: 224
Skoob
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19 de abr. de 2014

Resenha: O BGA - O Bom Gigante Amigo - Roald Dahl

Livro emprestado da Biblioteca Pública do Paraná

Mais um livro do mestre Roald Dahl (1916-1990). Ele sabe escrever e conversar com as crianças - de todas as idades, eu tenho 30! É fantástico ler histórias que nos fazem pensar, nos fazem sorrir e querer pegar mais obras do autor. Leio e releio, uma atrás da outra e nunca me canso. É mágico.

O BGA - O Bom Gigante Amigo (Editora 34, 288 páginas, R$36) é desses livros que nos encantam. Essa é a história do gigante bom, que sopra sonhos para as pessoas. Os gigantes não aparecem para as pessoas, mas um dia ele é visto pela pequena Sofia, que mora num orfanato. Então o BGA a leva para a Terra dos Gigantes, para escondê-la.

Na Terra dos Gigantes, Sofia descobre que o gigante na verdade nem é tão grande assim, ele sofre por ser o menor de todos. E ainda é desprezado pelos outros por ser vegetariano, quando todos adoram comer "serumano" - assim mesmo, eles têm um vocabulário ímpar -, o BGA prefere ficar com as horríveis "nabobrinhas".

Assim o BGA, que não gosta muito de ser contrariado, e Sofia, uma menina bastante curiosa e inteligente, passam por aventuras e medos. Logo os dois descobrem a amizade. E também de repente ficam sabendo de um plano terrível dos outros gigantes, então acabam por envolver até mesmo a Rainha da Inglaterra para dar um jeito de frustrar o intento dos maus.

É um livro de leitura rápida. Flui como todas as obras do genial Roald Dahl. A escrita é simples, e esse é o ingrediente especial do autor, que sabe usar muito bem. Suas histórias geralmente são cheias de desafios, vitórias para quem age bem e consequência para os maus.

E essa é mais uma parceria com o ilustrador Quentin Blake, que sempre consegue completar as histórias de forma fantástica. Bem, eu adoro o seu traço.

Então mais um livro recomendado.

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Editora: Editora 34
ISBN: 8573261293
Ano: 1999
Páginas: 288
Ilustrações: Quentin Blake
Tradutor: Angela Mariani
Skoob
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Leia também
+ Resenha: O Remédio Maravilhoso de Jorge - Roald Dahl
+ Resenha: Matilda - Roald Dahl
+ Os dez direitos do leitor, por Daniel Pennac e ilustrações de Quentin Blake

9 de abr. de 2014

Lançamento do livro infantojuvenil "O menino que perdeu a magia"

Olá, foufos leitores!


A Odisseia de Literatura Fantástica, Porto Alegre, RS, vai começar nessa sexta-feira, dia 11, e vai até domingo, 13.

Estarei lá todos os dias na mesa da Editora Página 42, e será bem especial para mim, pois acontecerá o lançamento de O menino que perdeu a magia, meu primeiro romance infantojuvenil!

Sinopse
A história que vou contar me foi contada. Ela é repleta de sonhos e seres fantásticos. É sobre um homem chamado senhor Conrad, mas começa quando ele ainda nem havia recebido o título de "senhor" e foi horrivelmente obrigado a abandonar a sua magia, os seus sonhos.

Ou assim acreditavam as pessoas que já haviam perdido as suas magias.

Começa assim:
Daniel Conrad era feliz e apreciava sua infância... 

Quero encontrar todos por lá.

Quem não puder ir, pode comprar o seu pela Livraria Estronho e pedir autografado, assim mando com dedicatória!

Ótimas leituras!

Serviço
Na sexta, 11, o evento ocorre das 10h até às 19h.
Sábado, 12, e domingo, 13, das 14h às 19h.
Local: Memorial do Rio Grande do Sul, no centro de Porto Alegre.

2 de abr. de 2014

Pré-venda: Antologia Mundo de Fantas

Olá, leitores!

Mais uma novidade para abril.


 Além do meu romance juvenil, O menino que perdeu a magia, que traz ilustrações de Carolina Mancini, em abril, durante a III Odisseia de Literatura Fantástica, melhor evento do gênero no Brasil, também será lançada a antologia Mundo de Fantas, organizada por mim, com vários autores convidados. A capa é do grande ilustrador Kipper, autor das tirinhas de humor gótico Mondo Muerto.

Autores
Cesar Alcázar, G. Norris, Henrique Kipper, Marcelo Amado, Natália Couto Azevedo, Roman Schossig e Thiago Tizzot e eu!

Aproveitem que Mundo de Fantas está com desconto no pré-venda + frete grátis e vocês ainda podem pedir autografado por Marcelo Amado e por mim.

Livraria Estronho

21 de mar. de 2014

Resenha: Píppi Meialonga - Astrid Lindgren


Que livro interessante!

Confesso que resisti um tanto para ler Píppi Meialonga. Não sei descrever exatamente o motivo, mas a obra me chamava e eu sempre virava as costas. Então, esses dias fui à Biblioteca Pública do Paraná e lá estava o livro novamente me chamando. Desta vez não o ignorei, abracei e o trouxe para casa.

Em poucas horas me deliciei lendo as aventuras dessa menina tão sapeca.

Esse primeiro título conta a história de como Píppi foi morar sozinha. Não tão só assim, ela tem a companhia do sr. Nilson e do cavalo que comprou, pois era seu sonho ter um.

A casa, chamada de Vila Vilekula, em que ela vai morar fica ao lado da casa dos irmãos Tom e Aninha, que torciam para que uma criança bem legal mudasse para lá, de modo que pudessem ser amigos.

Píppi é tão interessante. Conhece várias brincadeiras e sempre dá um jeito para não ficarem aborrecidos, sem o que fazer. E crianças adoram estar em movimento.

Um dia, Píppi resolve fazer biscoitos. Como quer fazer muitos, precisa de um grande espaço, então abre a massa no chão da cozinha.

Quando ela resolve que quer tirar férias, quer ter folga, vai à escola, pois não tem como entrar em férias se não estuda. Mas estudar não dá muito certo. Píppi é hiperativa, não para quieta um minuto e quer fazer o que tem vontade, por isso a professora diz que ela pode ir para casa e voltar quando tiver vontade.

Píppi diz que perdeu o pai no mar, ele acabou parando em uma ilha e se tornou o rei dos canibais – mas não dá pra saber se é real ou criação da menina –, a mãe morreu quando ela era pequena.

Morando sozinha, Píppi pode fazer o que bem entende.

– Você mora aqui completamente sozinha? – perguntou Aninha.
– Claro que não! – disse Píppi. – O senhor Nilson e o cavalo também moram aqui.
– É, mas... Quer dizer... Você não mor com seu pai e sua mãe?
– Não, não moro! – disse Píppi, satisfeita.
– Mas quem avisa você quando está na hora de ir para a cama, e coisas desse tipo? – perguntou Aninha.
– Eu mesma me aviso – disse Píppi. – Primeiro falo calmamente; se não obedeço, falo um pouco mais alto; se continuo não obedecendo, aí tenho de me dar umas palmadas, vocês entendem?

Essa é a delícia de se ler um livro juvenil. A autora, Astrid Lindgren (1907-2002), não vê problemas em colocar uma menina morando sozinha, fazendo todas as atividades que tem vontade e conquistando os adultos, que aprendem a respeitá-la e aceitá-la na vila.

Píppi Meialonga é feito em papel couché, lançado pela Editora Companhia das Letrinhas em 2001, tem 160 páginas e custa R$35. Virou série em 1969. O livro é divertido e com linguagem simples, cheio de ilustrações, algumas coloridas, feitas por Michael Chesworth.  

Píppi Meialonga é um clássico da literatura juvenil e eu recomendo a leitura.

As continuações: Píppi a bordo (160 páginas) e Píppi nos mares do Sul (144 páginas).

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Editora: Companhia das Letrinhas
Título original: Pippi Langstrump
Tradução de: Maria de Macedo
ISBN: 9788574060972
Ano: 2001
Páginas: 160
Skoob | Companhia das Letrinhas
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20 de mar. de 2014

Pré-venda: O menino que perdeu a magia - Celly Borges

Olá, leitores foufos!

Começou a pré-venda do meu livro infantojuvenil O menino que perdeu a magia.

O livro está com um desconto bem bacana, de R$24,90 por R$18,70 + frete grátis! \o/

Sinopse
Essa história me foi contada. É repleta de sonhos – alguns encontrados, outros perdidos – e seres fantásticos. Fala sobre um homem chamado Conrad, senhor Conrad Filho, mas começa quando ele ainda nem havia recebido o título de "Senhor" e foi horrivelmente obrigado a abandonar a sua magia, os seus sonhos.
Ou assim acreditavam as pessoas que haviam perdido as suas magias há muito tempo.
Nossa história começa assim:
Daniel Conrad era feliz e apreciava sua infância...

Para pedir autografado é só marcar a opção lá na Livraria Estronho, que mandarei com dedicatória bem especial.

Lançamento dias 11, 12 e 13 de abril de 2014, durante a III Odisseia de Literatura Fantástica de Porto Alegre, RS.

Ótimas leituras.