20 de mai. de 2010

Resenha: Crepúsculo Vermelho - Laura Elias

Com essa nova leva de livros sobre vampiros, o nacional Crepúsculo Vermelho de Laura Elias não deve nada a ninguém. A história se passa nos Estados Unidos, Megan, uma menina de 17 anos, estudante, conhece o misterioso Simon, e diz que está no colégio para protegê-la.

Há dias Megan e suas amigas combinam de ir ao show da banda de rock Red Kings. Depois que ela descobre o segredo de Simon, ele precisa ficar longe, e pede que Meg não deixe de ir ao show de jeito nenhum. Sem entender, ela concorda. E lá ela descobre muitos outros segredos.

“Custou-me a vida ficar oculto nas sombras, ouvindo-a falar, quando tudo o que eu queria era roubá-la para mim”.

No final de cada capítulo é a vez de Bill, o vocalista da banda, falar quão difícil é para ele ficar longe de seu amor. Ele sabia que ela estava lá, no mesmo lugar onde a banda faria o concerto, ele podia sentir, mas era tudo.

Como uma típica adolescente, Megan sente-se dividida entre o amor de Simon e de Bill. Mas ela quer descobrir todo o segredo dos dois. Era muito difícil conviver com aqueles seres e sua capacidade de atração.

Crepúsculo Vermelho foi uma grata surpresa. Mais uma vez devo dizer – para quem não entendeu ­–, que os autores nacionais têm tanta capacidade de compor uma ótima história quanto os de fora. Apesar do pouco incentivo das editoras na divulgação, eles estão aí e conquistando seu espaço, e merecem ser lidos e apreciados. Fica subentendido que não é para ignorar os autores de fora, nem há sentido em agir de tal forma, porém os escritores nacionais precisam ser mais valorizados.

Sem dúvida Crepúsculo Vermelho da autora nacional Laura Elias, vai agradar aos fãs de Crepúsculo de Stephenie Meyer e Noite Eterna de Claudia Gray.

Pode-se chamar de uma comédia deliciosamente romântica. Divirtam-se.

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Edição: 1
Editora: Mythos
Ano: 2009
Páginas: 240
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De Laura Elias leia também O Último Cavaleiro

19 de mai. de 2010

Leia: A política de um bom escritor - por Adriano Siqueira

Dicas sempre incríveis de Adriano Siqueira sobre como ser um bom escritor, formas de tratar seus leitores e amigos e não ser pedante...
Leia em:
Contos de Vampiros

12 de mai. de 2010

Resenha: Noite Eterna – Claudia Gray

É engraçado, quando as pessoas chamam você de “tímido”, elas em geral sorriem. Como se fosse uma coisa engraçadinha, alguma pequena mania da qual você vai se livrara depois de grande”.

A história poderia ser interpretada como a transição da infância para a adolescência, época em que há várias descobertas e conflitos internos e externos, de amor e ódio. Ou tratar a ideia como algumas horas de entretenimento. Simples assim.

Noite Eterna lembra de leve Harry Potter, J. K. Rowling, apesar de que no lugar de bruxos, há vampiros; ao invés de uma história repleta de mitologia e bem elaborada, Claudia Gray escreveu com uma simplicidade que consegue prender o leitor e terminar o livro em poucas horas.

Não é uma história indicada para apreciadores do mito do vampiro. Trata-se de um livro escrito para adolescentes e a nova febre de vampiros bons, com família e vivendo em sociedade, estudando em colégio...

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Claro que não há como fugir da comparação com Crepúsculo, Stephenie Meyer. Há a mocinha, o mocinho, a história dom “vampiro” – ou o que cada um transforma sua criatividade nesses seres – não há praticamente nenhuma ligação com o mito, poderia se dizer que são seres distintos e somente o nome foi usado.

Bianca, a mocinha vai estudar na escola interna Noite Eterna, existe o conflito nessa mudança, em que os pais serão seus professores. Os colegas são ricos e arrogantes – na visão dela, mas mesmo assim, todos são amigos e a ajudam. No primeiro dia de aula, Bianca decide fugir, ainda sabendo que seria frustrada desde o início. Na floresta conhece o misterioso Lucas Ross, por quem logo se apaixona.

“Você não consegue entender o que significa estar vivo. É melhor do que ser um vampiro, melhor do que qualquer outra coisa no mundo. Lembro-me um pouco de como era estar vivo, e se pudesse experimentar isso de novo, mesmo por um dia, valeria qualquer coisa no mundo. Até mesmo morrer de novo, para sempre. Todos os séculos que conheci e todas as maravilhas que vi não se comparam a estar vivo.”

Noite Eterna
, ainda assim, tem seu mérito. Não deve ser lido à procura do vampiro tradicional. Mas várias vezes, durante a leitura, fui surpreendida com o desenrolar da história.

Recomendado para quem gosta da ideias dos novos vampiros. Ou quem não tem preconceito e quer somente se divertir lendo um livro. A continuação é: Caçadora de Estrelas

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Edição: 1/2010
Editora: Planeta
ISBN: 9788576655022 Páginas: 300
Tradução: Martha Argel, Humberto Moura Neto
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