27 de fev. de 2010

Lançamento: A menina com a lagartixa - Bernhard Schlink

Um quandro no qual uma menina contempla uma lagartixa é objeto de fascinação de um garoto de 9 anos. No terceiro ano de faculdade, ele herda o quadro, que esconde um segredo terrível vinculado ao passado nazista do pai. Determinado a investigar a história da obra que o fascinava desde a infância, o rapaz logo se vê embriagado pela mesma obsessão que destruiu o relacionamento dos pais e levou sua família à ruína.

Bernhard Schlink é autor de O leitor, que, além do êxito em seu país, alcançou o primeiro lugar na lista do New York Times e vendeu no Brasil, até agora, mais de 55 mil exemplares, figurando nas principais listas de mais vendidos. Ganhou uma adaptação para o cinema vencedora de um Globo de Ouro e um Oscar, com Kate Winslet e Ralph Fiennes nos papéis principais. Schlink é também autor de O outro, cuja adaptação chegou às telas com Liam Nesson, Antonio Banderas e Laura Linney à frente do elenco. Em apenas dois meses o livro já estava próximo à marca dos 10.000 exemplares vendidos.

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Editora: Record
ISBN: 9788501088314
Ano: 2010
Páginas: 112
Tradutor: Marcelo Backest
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23 de fev. de 2010

Resenha: Noturno – Trilogia da Escuridão – Guillermo del Toro e Chuck Hogan

Quando iniciei a leitura, combinamos Cláudia Charão da Livraria Outubro e eu, de fazermos resenhas. Bem, pensei que seria um livro repleto de suspense, pois já começa assim, porém, a história se arrasta e ao final pensei: cadê a história?

O vôo 777 pousou no aeroporto e permaneceu lá, com as luzes apagadas e as cortinas abaixadas, nenhum passageiro desceu, nenhum sinal de vida. Uma típica história de filmes americanos, em que o pai precisa abandonar o filho, pelo qual briga pela guarda, para responder o chamado de urgência sobre o avião sem vida.

Nota-se a grande pesquisa feita, sobre todos os assuntos abordados, sobre as marcar e modelos de todos os produtos utilizados. O problema é quando o narrador sai e entram os escritores para explicar, por exemplo, que o eclipse solar deve ser chamado de “ocultação” do sol, o leitor sai da história para ler tal explicação mal colocada, dando a sensação de que foi jogada ali para não ser desperdiçada. Não digo que são sempre desnecessárias, talvez sejam somente para a estória em si, pois, qual a razão de se saber a distância entre a Terra e o sol para a história em questão? Todo o resultado da pesquisa foi colocado em Noturno, o que fez o livro ser cansativo, uma idéia que não caminha.

Também o texto é bastante enrolado, percebe-se isso facilmente:

“Aquela ocultação duraria exatamente quatro minutos e cinquenta e sete segundos: pouco menos de cinco minutos de estranha escuridão noturna no meio de uma linda tarde no início do outono.”

penso que houve a tentativa de escrever tantas páginas sobre a “ocultação” e como todos a viam, para durar os tais 4min e 57seg, com o objetivo de nos transportar para a história... mas não tiveram sucesso. Sim, o eclipse – ou ocultação – tem ligação com a história, mas o enrolar – ou a explicação –, não necessariamente.

Há, também, a dificuldade de adicionar um pensamento ou característica aos personagens, então a todo momento utilizam-se de frases como:

“Para Eph, os fins de semana com Zack eram a sua vida...”
“Para Setrakian, a Penhores Knickerbocker (...) nunca fora um meio de enriquecer...”
“Para Eldritch Parlmer, aquilo provava que qualquer coisa (...) era realmente possível...”

A história não me prendeu. A única ideia interessante foi a do vampiro na época do nazismo, no campo de concentração.

“(...) Dieter Zimmer, um jovem oficial (...). No campo era um verdadeiro sádico, que se gabava de engraxar as botas toda noite para retirar a crosta de sangue judeu.
Agora ele ansiava por esse sangue...”

Mas a maior falta de criatividade que percebo em histórias de vampiros, é que sempre, de forma rápida e sem significado, criticam os antigos autores – leia-se Bram Stoker – como se eles estivessem sempre errados ao produzir uma ficção e descrever seus personagens:

“(...) os crucifixos e a água benta? Produtos de sua época. Frutos da febril imaginação irlandesa de um escritor vitoriano e do ambiente religioso da época.”

a proposta dos novos vampiros é de uma criatividade imensa. Enfim, eu não recomendo! A Cláudia adorou - leia a resenha dela!

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Tradução de: Sérgio Moraes Rego e Paulo Reis
Editora: Rocco
ISBN: 9788532524638
Ano: 2009
Páginas: 464
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16 de fev. de 2010

Comunicado: A LitFan* Nacional está em luto!


A LitFan* Nacional está em luto, o grande escritor Henry Evaristo, amigo e irmão, nos deixou para ir para o Mundo Fantástico ao qual pertence.


Conheço o Henry há alguns anos, desde que o grupo literário Irmandade das Sombras foi fundado, em 2006, éramos um grupo de escritores e fãs da Literatura Fantástica, nos tornamos todos irmãos, amigos... E como irmãos, sempre temos nossas desavenças, a IS está descansando há algum tempo. Mas estamos todos unidos pra desejar boa viagem.


Sei o quanto o Henry precisava encontrar seu Mundo verdadeiro, ao qual pertence, e como estamos todos de passagem neste, sei que agora meu irmão encontrou o que buscava, nos deixando um legado sem tamanho na LitFan.


Henry, amigo/irmão, nos encontraremos em outros mundos. Até logo!


Celly Borges

*LitFan, abreviatura criada por Henry Evaristo.


Aprecie o trabalho deste nobre escritor e amigo: Câmara dos Tormentos