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23 de set. de 2008

Resenha: 666 – O limiar do inferno - Jay Anson

666 - O Limiar do Inferno (1981) narra a história de Keith e Jennifer que chegam ao lar depois das merecidas férias e se deparam com uma casa em estilo vitoriano logo depois da vala atrás da casa deles. Keith fica incomodado, pois em apenas dez dia seria praticamente impossível que uma construção daquele porte fosse realizada.

Resolve acalmar sua curiosidade e ir até lá, estudá-la mais de perto. Pensando que não há ninguém, em um estalo a porta se abre. Ele entra e chama pelo possível morador. Percorre vários cômodos, inclusive encontra um quarto sextavado com três compridas janelas compostas por pequenos vidros desenhados. Keith não consegue decifrar logo o que são aquelas figuras, porém ao olhar mais atentamente percebe que cada vidraça tem a representação de uma pessoa. A primeira é de um homem sorrindo, a segunda de uma mulher, e a terceira é... dele!

Pouco tempo antes, no andar superior, pronto para descer e ir embora, Keith escuta um barulho como um metal caindo dentro de um copo. Volta-se e atrás de suas costas está o banheiro. Na banheira uma velha moeda de bronze.

O pagamento!

Keith a pega e sente um calor. O pagamento está feito. Ele não encontra ninguém na casa.

Ele está intrigado com aquele objeto e resolve pedir ajuda a David, antiquário e, para revolta de Keith, o melhor amigo de sua esposa. Mas o único que pode ajuda-lo naquele momento. Como David não entende de moedas antigas, procura quem conhece. Porém, quando pega a moeda pela primeira vez, tem uma estranha visão. Aquele objeto tem algo de sobrenatural e que incomoda muito o antiquário, toda vez que o segura passa bastante mal. E depois disso, sonhos com uma casa azul brotando de um chão formado por carne humana, tornam-se frequentes.

Mal sabe Keith que naquela mesma casa, seis anos antes, acontecera um duplo e brutal assassinato, cometido por James Beautfort . O advogado alegou que seu cliente não era forte o suficiente para tal ato. Porém Beautfort acabou por confessar os crimes.

James Beautfort alugara a casa para Patricia Swenson, sua secretária. Ele pedira o divórcio para que pudesse se casar com ela, porém sua esposa recusou. E, movido por um ataque de ciúme, depois de ver seu cunhado, Edgar Sutton, sozinho com a secretária, acreditou que ele a estivesse persuadindo a deixá-lo, matou os dois.

A casa, que ficava na Bremerton Road, 666, em Seatle, fora retirada de seu alicerce e rebocada por uma barcaça pelo mar até a Sunset Brook Lane, 666, próximo a Manhattan. Tudo isso, depois de atravessar o país, sem que a estrutura fosse abalada.

Ninguém jamais vira o dono da casa, o sr. Coste, que trata todos os negócios por meio de correio ou telefone. E é através deste que, depois de uma noite de chuvas e que o aparelho tinha ficado mudo, o sr Coste contrata Keith para restaurar a casa. Quando desliga o telefone e o pega outra vez, Keith se dá conta de que ainda não havia sido consertado.

Mas a esta altura o ciclo já está reiniciado.

A história é contada num terror clássico, apesar da simplicidade da linguagem, deixa o leitor com receio ao ler em horários impróprios, como à noite. Jay Anson também é autor de Horror em Amityville (Círculo do Livro, 1987, 193 páginas) que teve várias adaptações para o cinema.

É indicado para quem gosta de literatura de terror.

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Título original: 666
Ano1981
Páginas: 253
Tradução: Gilberto Domingos Nascimento
Editora Melhoramentos cedida para o Círculo do Livro
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