Melhores/2011

Esse ano li poucos livros fora do trabalho de revisão (confira a lista de livros lidos). Tive boas surpresas. E algumas decepções – mas essas, fazemos questão de esquecer, deixemos que as resenhas contem.

Como de costume, farei a lista sem importância de data de lançamento, mas sim, da leitura. E segue a ordem de favoritos dentro de cada tópico.

A lista dos melhores:

Romances Estrangeiros

A História Sem Fim – Michael Ende (Uma releitura, na verdade)
Não posso começar de outra forma: A História Sem Fim (1979) é um dos meus livros favoritos. O melhor livro infanto-juvenil que já li. Michael Ende é um dos meus autores favoritos. Simplesmente porque é incrível. Sabe quando falo sobre um autor não diminuir seu leitor por sua obra ser destinada principalmente ao público infantil e juvenil? Michael Ende não o faz, ao contrário, instiga seu leitor; cria novos mundos e nos faz viajar e querer ler mais e mais de suas histórias fascinantes, ricas.



Frankenstein – ou o Moderno Prometeu – Mary Shelley
Num típico dia chuvoso, sem nada para fazer além de se manter em casa e contar algumas histórias de fantasmas, Lord Byron convidou os amigos a escrever, cada um, sua própria história de sobrenatural, Mary Shelley (1797-1851) se sentiu desafiada, já que há muito seu marido, o poeta Percy Shelley, a incitava a seguir os passos de seus pais, porém, ou não havia tempo ou mesmo uma história a altura a ser passada ao papel. Durante dias ela pensou em algo que pudesse de fato dar medo nas pessoas, nasceu assim Frankenstein – ou o moderno Prometeu (1818).

Romances Nacionais

Cira e o Velho - Walter Tierno
Um figurinha simples, dessas de bater bafo, ganhada em uma brincadeira desperta a curiosidade daquele que vai em busca de mais informações sobre a moça que a estampava, Cira.
                                               
Ele busca de todas as formas de saber sobre ela, vai atrás de Dona Nhá que lhe acrescenta muito, afinal ela cresceu ao lado de Cira, e mais a salvou de um infortúnio, de se manter presa para toda a eternidade com sua mãe em forma de árvore – que queria apenas protegê-la –, afinal, por um capricho da Morte Cira não poderia morrer, jamais.


E se Contorce Igual a um Dragãozinho Ferido - Luiz Felipe Leprevost
 (ainda sem resenha)









Antologias Nacionais

A Ira dos Dragões e Outros Contos – Estus Daheri
É interessante começar explicando as belíssimas ilustrações, ou como se deu o surgimento dos oito contos que compõem o livro A Ira dos Dragões e outros contos. Thiago Tizzot, admirador de Tolkien, é autor e editor da Arte e Letra e escreve sob o pseudônimo Estus Daheri, se encantou pelos desenhos de John Howe e lhe escreveu a fim de elogiar e propor que seu trabalho fosse publicado no Brasil, depois de algumas trocas de e-mails, acabaram por acordar que Thiago, autor de Fantasia, se baseasse em algumas ilustrações e criasse os contos, e assim se deu. Para quem ainda não ligou o nome à pessoa, Howe é um dos mais importantes ilustradores da obra de J. R. R. Tolkien, autor de, entre outros livros, a trilogia O Senhor dos Anéis. Também transportou para as telas os personagens que compõem esta e outras obras como As Crônicas de Nárnia. Assim se deu um livro não apenas visualmente belo.


Histórias de Monstros e Diabruras - Tarsis Tindarsam
É ótimo ter um livro de qualidade, poder segurá-lo e mais, poder ler. Desde a capa, Histórias de monstros e diabruras já me conquistou. Apenas dois olhos ameaçadores, sobre um fundo preto, fitando o leitor e o título em verniz transparente, sem nenhuma fonte de outra cor delimitando onde ele seria aplicado, dando assim, um tom mais sombrio. Lindo!





Romances Juvenis

Contos de Terror do Tio Montague – Chris Priestley
Crianças e jovens não devem ser tidos como ingênuos, bobinhos. Geralmente os adultos os veem assim porque, provavelmente, também foram tratados da mesma forma quando menores. Porém, os bons autores de literatura juvenil não os subestimam. Desafiam esses seres curiosos a irem além. Chris Priestley (1958), é fã de terror, e escreveu uma obra diferente. Interessante. Em que não teme, não hesita frente às limitações que autores para este público quase sempre se impõem – esses são os escritores que crianças e jovens com visão limitada gostam.


JJ e a música do tempo - Kate Thompson
Mais uma vez um livro que me solicita. Falei diversas vezes sobre os livros que me chamam, esses acabam sendo leituras bastante agradáveis, e com JJ e a música do tempo não foi diferente. Estava o volume a me convidar para a próxima leitura, novamente aceitei o convite.

JJ Liddy, um menino comum, estudante, descobriu que seu avô, de mesmo nome, matou o padre. Ninguém nunca havia lhe contado a história. Mas todos da cidade pareciam conhecê-la. Sendo assim JJ, em protesto, resolveu usar o sobrenome de sua mãe, Byrne. Havia aquele mistério sobre seu avô, além de um maior naquele momento: todos estavam ficando sem tempo, o tempo estava lhes escapando.


E quais foram seus melhores de 2011?

Feliz Ano Novo repleto de ótimos livros!
 

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