28 de fev. de 2013

Leituras de 2013 - Janeiro/Fevereiro

Essas são as leituras do início do ano, não estão nada mal, eu acho...

  1. Caça de Harry Winston, À – Lauren Weisberger 
  2. Círculo dos Magos, O – Peter Haining - [Em breve a resenha]
  3. Maravilhosa Terra dos Snergs, A – E. A. Wyke-Smith - [leia a resenha]
  4. Sonhador, O – Ian McEwan - [leia a resenha]
  5. Comédia Romântica - Celly Borges (org.)*
  6. Abaixo das Nuvens - Lucas M. Carvalho - [leia a resenha]
  7. Barbara Está Morta e Outros Contos de Horror – Celly Borges - [eBook R$ 1,99]*
  8. Zumbi, O Lobisomem e Os Vampiros, O – Marcelo Amado - [eBook R$ 1,99]*
  9. Situação, A – Jeff VanderMeer - [leia a resenha]
  10. Segredo de Emma Corrigan, O – Sophie Kinsella
  11. Livros – Celly Borges (org.)*
  12. Aos Olhos da Morte - Marcelo Amado*
  13. VII Demônios - Luxúria - Marcelo Amado e Celly Borges (org.) 
  14. O Manequim e o Rouxinol – António Torrado [leia a resenha]

Estou lendo:
  1. Triste fim de Policarpo Quaresma, O - Lima Barreto
  2. Morte Súbita - J. K. Rowling
  3. Casa dos Muitos Caminhos, A - Diana Wynne Jones

E o que vocês estão lendo?

_____
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Leia também
+ Convite de Lançamento: Quando o Saci encontra os mestres do terror e outras criaturas do folclore
+ Convite de Lançamento: VII Demônios - Luxúria - Asmodeus
+ Bagunça Literária - São Paulo - SP
+ Odisseia de Literatura Fantástica - Porto Alegre - RS

Divulgada a capa de "Cemitério Pedido dos Filmes B: Exploitation"


Organização de César Almeida com textos de Carlos Thomaz Albornoz, Laura Loguercio Cánepa, Leandro Cesar Caraça, Marco A. S. Freitas, Ana Júlia Galvan, Osvaldo Neto, Otávio Pereira, Ronald Perrone, Ismael A. Schonhorst, Leopoldo Tauffenbach e Cristian Verardi.

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Volte para me contar o que achou!

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27 de fev. de 2013

Convite de Lançamento: Quando o Saci encontra os mestres do terror e outras criaturas do folclore

Quando o Saci encontra os mestres do terror e outras criaturas do folclore será lançado na Bagunça Literária em São Paulo, SP, e na 2ª Odisseia de Literatura Fantástica em Porto Alegre, RS, junto com o livro VII Demônios - Luxúria - Asmodeus


Sinopse
Adoramos o folclore nacional e sabemos que não há necessidade de mudança em suas lendas para que se tornem interessantes. São por si só, uma excelente literatura para todas as idades. Mas fica a pergunta de quem gosta também de literatura fantástica, mais precisamente terror e suspense: Como seriam nossas lendas, se tivessem sido escritas pelos mestres do terror?

Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft, Mary Shelley, Bram Stoker, H. G. Wells, Robert Louis Stevenson, E. T. A. Hoffmann, Guy de Maupassant, Ambrose Bierce, Stephen King
e tantos outros que nos inspiram.


A antologia Quando o Saci encontra os mestres do terror e outras criaturas do folclore quer brincar um pouco com essa mistura de estilos e deixar nossas lendas um pouco mais assustadoras e/ou misteriosas. Saci, Boto, Mula sem cabeça, Curupira, Mãe d´água, Boitatá, Mapinguari, Negrinho do Pastoreio, Vitória Régia e outras, com uma roupagem nova e ousada.

Essa é uma homenagem de vários autores às lendas, muitas vezes esquecidas pelo público juvenil e adulto.

Serviço

Em São Paulo - SP - Na Bagunça Literária

Dia: 06 de Abril
Horário: das 18 às 22H
Local: Pier 1327
Rua Joaquim Távora, 1327
Vila Mariana - São Paulo - SP 

Em Porto Alegre - RS - Na 2ª Odisseia de Literatura Fantástica
Dias 12 e 13 de Abril de 2013 em Porto Alegre – RS
Memorial do Rio Grande do Sul
Rua Sete de Setembro, 1020 – Praça da Alfândega – Centro Histórico
Porto Alegre – RS – CEP: 90010-191
Informações: 51-3224.7210 – memorial@sedac.rs.gov.br

Skoob | Editora Estronho | Pré-venda

26 de fev. de 2013

Encontro de Blogueiros na 2ª Odisseia de Literatura Fantástica em Porto Alegre - RS


Olha que legal, a Tamires do blog Gaveta Abandonada, está organizando o encontro de blogueiros na 2ª Odisseia de Literatura Fantástica em Porto Alegre - RS.

Informações gerais

Quem pode ir? O foco é, como o nome diz, blogueiros. Mas é claro que todos adorariam conhecer também o público dos seus blogs, então leitores são mais do que bem-vindos!
Quando? 13 de abril de 2013 (sábado), das 11 às 13 horas.
Onde? Memorial do Rio Grande do Sul, localizado na Praça da Alfândega em Porto Alegre/RS
O que vamos fazer lá? Isso ainda está em construção. Porém "roubei" algumas ideias do encontro da Bienal e podemos fazer trocas de livros (e marcadores!), conversar com autores, algumas brincadeiras, talvez alguns prêmios... tudo depende da aceitação :)

Para quem estiver no encontro

1) Apenas para os blogueiros que se inscreverem, no dia a Editora Estronho vai fazer uma promoção especial:
- Comprando dois livros de qualquer valor da Estronho/Fantas o blogueiro irá ganhar "A maldição do cavaleiro" + marcadores
- Comprando três livros de qualquer valor da Estronho/Fantas, o blogueiro irá ganhar "A maldição do cavaleiro" + "Cantando um blues" + marcadores

Isso além do desconto de até 60% que os livros terão no dia! É só chegar na banca deles e se identificar ;)

2) Sorteio de um livro (a definir) entre quem estiver no encontro e que tenha se inscrito previamente, seja blogueiro ou leitor.

Para maiores informações visite o blog Gaveta Abandonada.

Apoio
   

Dica de leitura: Crônicas do Abismo - Meia-Noite Sobre Sanctaphrax - Paul Stewart e Chris Riddell (PT)

Longe, no céu aberto, a Mãe Tempestade, a mais temida de todas no Mundo do Abismo, fervilha. Varrendo o Mundo do Abismo, tem de alcançar a nascente do rio Águas do Abismo, para dar nova vida à terra.

No seu caminho, contudo, está Sanctaphrax, uma cidade magnífica construída num rochedo flutuante e ligada à terra por meio de uma corrente.

Só Twig, um jovem pirata celeste que se atreveu a navegar sobre o Abismo, sabe do perigo que se aproxima. Mas a ousada viagem destrói o navio celeste, dispersando toda a tripulação pelos Bosques Profundos e para além deles, e deixando Twig sem memória.

O terceiro título das Crônicas do Abismo, uma espetacular fantasia, com ilustrações fantásticas e um leque de personagens criadas com grande imaginação.

Crônicas do Abismo foi lançado no Brasil, numa edição mais simples e parece-me que somente até o 2º. Mas pode ser adquirido em português de Portugal, sem problemas.

No site da Porto Editora você pode ler um trecho.

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Editora: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04253-8
Páginas: 368
Tradutor: Miguel Marques da Silva
Sequência: Para Além dos Bosques Profundos, Caçadores de Tempestades, Meia-Noite Sobre Sanctaphrax
*****

"Carregado de ação", The Guardian

"Na tradição de Tolkien/Pratchett, fabulosamente ilustrado (...) e escrito com muita elegância",
The Sunday Times

Dica de leitura: Crônicas do Abismo - Caçadores de Tempestades - Paul Stewart e Chris Riddell (PT)

A bordo do Caçador de Tempestades, Twig, um jovem tripulante que o destino lançou para o aliciante mundo dos piratas celestes, aguarda com expectativa a sua próxima aventura: a busca de stormphrax, uma substância valiosa criada no coração da Grande Tempestade, no preciso instante em que liberta a sua energia. E apenas um navio como o Caçador de Tempestades poderá arriscar-se a penetrar a Grande Tempestade...

O segundo título de Crônicas do Abismo, uma coleção de aventuras, com personagens inesquecíveis e ilustrações espantosas.

Crônicas do Abismo foi lançado no Brasil, numa edição mais simples e parece-me que somente até o 2º. Mas pode ser adquirido em português de Portugal, sem problemas.

No site da Porto Editora você pode ler um trecho.

*****
Editora: Porto Editora
ISBN:  978-972-0-04252-1
Páginas: 400
Tradutor: Miguel Marques da Silva

Continuações: Para Além dos Bosques Profundos, Caçadores de Tempestades, Meia-Noite Sobre Sanctaphrax
Porto Editora | Leia um trecho
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"Carregado de acção",The Guardian

"Na tradição de Tolkien/Pratchett, fabulosamente ilustrado (…) e escrito com muita elegância", The Sunday Times

Dica de leitura: Crônicas do Abismo - Para Além dos Bosques Profundos - Paul Stewart e Chris Riddell (PT)

O teu destino espera-te para além dos Bosques Profundos...

Abandonado à nascença nos perigosos Bosques Profundos, Twig foi criado por uma família de trolls do bosque. Numa noite fria, Twig faz o que nunca nenhum troll do bosque tinha feito: desvia-se do trilho.

Assim começa uma aventura empolgante que levará Twig através de um mundo de pesadelos, habitado por duendes, feras sanguinárias e árvores carnívoras. Um único desejo impele Twig a enfrentar todos os perigos: a ânsia de descobrir a sua verdadeira identidade e o seu destino...

Crônicas do Abismo foi lançado no Brasil, numa edição mais simples e parece-me que somente até o 2º. Mas pode ser adquirido em português de Portugal, sem problemas.

No site da Porto Editora você pode ler um trecho.

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Editora: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04251-4
Páginas: 288
Tradutor: Miguel Marques da Silva
Título original: The Edge Chronicles - Beyond the Deeswoods
Continuações: Caçadores de Tempestades, Meia-Noite Sobre Sanctaphrax
Porto Editora | Leia um trecho
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"Espantosamente original", The Guardian

"Uma fantasia muito imaginativa (...) Uma das colaborações mais extraordinárias entre um escritor e um ilustrador desde há muito tempo", The Literary Review

"Fabulosamente ilustrado (...) e escrito com muita elegância", The Sunday Times

25 de fev. de 2013

Resenha: O Manequim e o Rouxinol – António Torrado

Recebi O Manequim e o Rouxinol (Edições Asa) da autora portuguesa Valentina Silva Ferreira quando esteve no Brasil no fim do ano passado – ela trouxe muitos livros de escritores portugueses, fiquei bem feliz! Essa é um pequena obra de 50 páginas composto por sete contos. Contos simples e belos.

Inicia-se com uma apresentação bastante encantadora sobre o livro. Não o livro que tem em mãos, primeiramente, mas qualquer livro, a forma de se ler, como ele funciona. Aí sim, ao fim do texto há o convite à leitura do volume.

O primeiro conto, As Maravilhas do “Circo Maravilhas” é a história de um espectador que só reclama de todas as atrações. Tudo, para ele, é sem graça. E os outros, que também assistem, o convidam a se retirar. Ele sai e em casa tem uma surpresa.

O Caracol Caracolinho quer falar com a rainha, mas nunca consegue, sempre alguém diz que ele precisa de algo para ter com ela. Uma hora é porque não tem audiência marcada... Mas, por ser pequeno, sempre dá um jeito de passar ao próximo obstáculo, que diz que não poder entrar porque não tem um traje adequado, mas lá segue o Caracol. Até que, enfim na sala do trono, alguém o pega e o joga para fora, horrorizado por um caracol estar ali. Mas o destino é muito bom para o pequeno.

Em A Flor, a Borboleta e a Menina vemos a discussão entre uma borboleta e a flor, que, orgulhosa, não permite que a outra pouse e descanse, mesmo que ela lhe peça licença. Entre discussões sobre a vida das duas, chega a menina, que não pede licença.

O último, que dá título ao livro, fala sobre o manequim que só queria ficar em frente ao espelho, se admirando, enquanto lhe colocavam as roupas para provar. O rouxinol, que morava em uma gaiola entre o manequim e o espelho, só desejava ser livre e pedia isso à colega de quarto, que nunca tinha tempo para ajudá-lo, pois sempre tinha algo a fazer. Num dia era um baile, noutro seu casamento... Enquanto todos na sala achavam que o pedido de socorro do pássaro preso era uma bela melodia.

Não conhecia o autor António Torrado (1939), e o primeiro contato através de O Manequim e o Rouxinol – ele já escreveu mais de 120 livros! – foi bem bacana. São histórias rápidas, poéticas, com várias ilustrações, que trazem um fundo de ensinamento típico das fábulas. E adoro ler no português de Portugal, é uma língua tão bonita, e geralmente os livros são tão bem escritos. Gostei bastante, é uma obra encantadora! Leia!

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Edição: 5
Editora: Edições Asa
Ilustrações: João Machado
ISBN: 9789724102542
Ano: 2003
Páginas: 50
Skoob
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Convite de Lançamento: VII Demônios - Luxúria - Asmodeus

Atenção! Quem curte histórias mais picantes e terríveis não pode deixar de ler VII Demônios - Luxúria - Asmodeus, da Editora Estronho.


O interessante também é que os livros da coleção VII Demônios são feitos em papel reciclado, inclusive a capa!, o que deixa com um ar envelhecido, incrível! E a leitura fica mais gostosa.

Luxúria - Asmodeus é o terceiro volume. Os primeiros são: Leviathan - Inveja e Belzebu - Gula.

Mais informações sobre cada obra você pode encontrar no site da Editora Estronho e pode adquiri-las na Livraria Estronho com desconto, marcadores e frete grátis.

Serviço

Em São Paulo - SP - Na Bagunça Literária

Dia: 06 de Abril
Horário: das 18 às 22H
Local: Pier 1327
Rua Joaquim Távora, 1327
Vila Mariana - São Paulo - SP

Em Porto Alegre - RS - Na 2ª Odisseia de Literatura Fantástica
Dias 12 e 13 de Abril de 2013 em Porto Alegre – RS
Memorial do Rio Grande do Sul
Rua Sete de Setembro, 1020 – Praça da Alfândega – Centro Histórico
Porto Alegre – RS – CEP: 90010-191
Informações: 51-3224.7210 – memorial@sedac.rs.gov.br

22 de fev. de 2013

Dica de leitura: Kate Somente - Erin Bow

Uma jovem órfã com poderes mágicos é perseguida pelos moradores do vilarejo onde vive desde que uma misteriosa névoa encobriu os campos, arruinando as colheitas e espalhando medo, fome e doenças.
 
Tendo seu gato como único companheiro, Kate não pensa duas vezes quando recebe uma inusitada proposta: em troca de sua sombra, o misterioso Linay oferece à menina a chance de fugir dali e encontrar um novo lar e uma nova família. Mas será que Kate será capaz de viver sem sua sombra para sempre? 
 
Romance de estreia da canadense Erin Bow, Kate Somente (Editora Rocco, 344 páginas) é uma adorável história de magia e amadurecimento.
 
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Editora: Rocco
ISBN: 978-85-7980-148-8
Ano: 2013
Páginas: 344
Tradutor: Waldéa Barcellos
Editora Rocco
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Dica de leitura: Bruxaria - Wicked #1 - Nancy Holder & Debbie Viguié

Depois de perder os pais num terrível acidente, Holly Cather deixa São Francisco para viver em Seattle com sua tia e as duas primas gêmeas, Amanda e Nicole.

Aos poucos, porém, coisas estranhas começam a acontecer ao seu redor. O que Holly não sabe é que ela e suas primas parecem possuir um estranho legado em comum, e estão prestes a penetrar num mundo sombrio de bruxas, segredos e perigosas alianças ancestrais que as levarão numa jornada surpreendente.

Best-seller do The New York Times, a série Wicked é mais um sucesso e será lançado pela Editora Rocco, pelo selo Jovens Leitores.

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Editora: Rocco
Tradução: Maria Clara Mattos
ISBN:978-85-7980-125-9
Ano: 2013
Páginas: 320
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Leia Também

21 de fev. de 2013

Dica de leitura: O Menino Que Via Demônios - Carolyn Jess-Cooke

Autora de O diário do anjo da guarda, a irlandesa Carolyn Jess-Cooke se volta para seres menos iluminados, mas tão fascinantes quanto em O menino que via demônios (Editora Rocco, 384 páginas, R$49,50).

O romance conta a história de Alex, um garoto de 10 anos que, desde a morte do pai, tem como melhor amigo um demônio de nove mil anos. Após a tentativa de suicídio da mãe, Alex conhece Anya, uma psiquiatra infantil que sofre com a esquizofrenia da própria filha. Ao longo do tratamento de Alex, porém, Anya passa a questionar suas próprias certezas: seria ele esquizofrênico ou o garoto realmente é capaz de ver demônios?

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Editora: Rocco
ISBN: 9788532528131
Ano: 2013
Páginas: 384
Tradutor: Geni Hirata
Skoob | Editora Rocco
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17 de fev. de 2013

Dica de leitura: A Luneta Mágica - Joaquim Manuel de Macedo

Em A Luneta Mágica, o protagonista da história, Simplício, é 'míope física e moralmente', segundo o autor. Ansioso por enxergar melhor, consegue por meio de um armênio uma luneta com a qual pode ver perfeitamente. É advertido de que não deverá fixá-la por mais de três minutos, após o que passará a ver além da aparência e apenas o Mal dentro das pessoas.

Simplício não resiste a fixar sua luneta por um tempo maior, e começa a ver mais do que gostaria, o que o leva quase à loucura. Acaba, sem intenção, quebrando a luneta, e pede ao armênio que lhe forneça uma outra. O homem concorda, mas adverte-o que desta vez ele veria apenas o Bem, se fixasse a luneta por mais de três minutos. Foi pior ainda e acabou por ser envolvido e enganado.

Uma espécie de fábula moral, este livro acaba por nos fazer pensar a respeito da relatividade do Bem e do Mal, além de nos dar um retrato bastante realista da sociedade da época. 

Esta obra está em domínio público, você pode baixá-la gratuitamente no site da Amazon. Para ler no PC é necessário ter um programa, também oferecido gratuitamente no site da Amazon, informe-se.

Ou se preferir pode baixar no formato PDF no site Domínio Público.
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16 de fev. de 2013

Dica de leitura [eBook]: Barbara está morta e outros contos de horror - Celly Borges

Barbara está morta e outros contos de horror é meu eBook com 4 contos que mostram o horror de cada um. Pode-se transferir, algumas vezes sem querer, mesmo lutando contra a própria índole, outras pelo desejo de satisfação indiferente do sofrimento alheio, a crueldade, a perversão que guardam as sombras e a natureza humana.

O eBook faz parte da Coleção e-contos da Editora Estronho. Espero que curtam essa viagem por becos e outros lugares sombrios.

Na Amazon por apenas R$ 1,99.

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Leia também
+ Quer ler eBooks e não tem um eReader? 

+ Dica de leitura [eBook]: Insanas... elas matam! - Marcelo Amado (org.)

13 de fev. de 2013

Resenha: O Remédio Maravilhoso de Jorge – Roald Dahl

Roald Dahl (1916 - 1990) é um autor fantástico! Escreve para todos os públicos de forma simples, sem se perder nos detalhes que às vezes não são importantes.

Li em poucas horas O Remédio Maravilhoso de Jorge (Editora 34, 228 páginas), que conta a história sobre um dia em que a mãe do menino precisa sair e o deixa cuidando da avó. A mãe faz várias recomendações e principalmente fala para que ele não se esqueça de dar o remédio a ela.

Acontece que a avó de Jorge é muito, muito rabugenta. Tanto que até lembra uma bruxa, daquelas bem cruéis.

Então Jorge se lembra do remédio e para o que remédios normalmente servem: deixar as pessoas melhores! Por isso resolve trocar o receitado pelo médico e dar à avó um que ele mesmo criaria. Vai até o banheiro, onde a mãe guarda seus remédios, e coloca dentro de uma panela tudo o que encontra por ali. Tudo mesmo, até creme dental e esmalte de unhas! Ficará incrível!

Enquanto isso a avó pergunta se o neto não tinha perdido a hora de dar o seu remédio. E Jorge corre para lá e para cá em busca de mais e mais ingredientes que pode colocar em sua fórmula e fazer a avó ser uma pessoa melhor.

Um pouco de detergente superbranco para máquinas de lavar automáticas, graxa marrom, quem sabe. No depósito encontra outros materiais e seu preparo vai se tornando cada vez mais rico e a panela cada vez mais pesada.

Quase tudo pronto, só falta ferver enquanto a avó reclama, suspeitando que ele estivesse a aprontar algo. Imagina! Jorge só quer vê-la melhor.

Ao dar o remédio à avó, percebe que a reação não foi a esperada! Imagine sua avó de repente, ali no meio da sala, crescendo e crescendo bem na sua frente, atravessando o telhado! Bem, algo deu muito errado – ou muito certo – no invento do menino.

Roald Dahl, autor de Matilda, A Fantástica Fábrica de Chocolate, As Bruxas, entre muitos outros títulos, é um dos meus escritores favoritos, e em O Remédio Maravilhoso de Jorge mostra que nada é absurdo em literatura. Tudo pode acontecer nas histórias. Inclusive a avó tomar uma mistura que o neto faz e acaba por ficar gigante. Essa é a liberdade que a escrita proporciona. É o exagero fantástico sobre a visão infantil. Jorge queria o bem da avó, ele a amava, mas ela não era uma boa pessoa, então porque não tentar torná-la melhor ao invés de abandoná-la? Leia e divirta-se.

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Editora: Editora 34
ISBN: 8585490675
Ano: 1995
Páginas: 128
Ilustrações: Quentin Blake
Tradutor: Angela Mariani

Dica de leitura [eBook]: Em busca do arco-íris de sonhos - Gisele Borges e Carolina Mancini

Olá! O livro infantil Em busca do arco-íris de sonhos, que tem ilustrações da Carolina Mancini e texto meu, está agora à venda na Amazon!

Buscar o que se sonha, ir atrás com vontade... Tudo pode se tornar realidade e assim a vida fica muito mais colorida e cheia de livros. 


E o melhor é que é bem baratinho, APENAS R$ 5,90. Dê de presente às crianças!

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12 de fev. de 2013

Dica de leitura: Triste fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto

Publicado em 1911, este livro comprova a incompetência dos políticos brasileiros através dos tempos, o que lhe dá uma atualidade surpreendente e um caráter profético ao seu autor.
Clássico da literatura brasileira, Triste fim de Policarpo Quaresma denuncia os males da sociedade brasileira da época: a burocracia das repartições públicas, o clientelismo, a bajulação, a injustiça social, o problema da terra, etc.

Neste enredo surge um D. Quixote nacional, o Major Policarpo Quaresma. Visionário e patriota, o personagem encarna a luta pela grandeza do país. Um motivo mais do que suficiente para acabar muito mal...

Ao defender que o tupi se torne a língua nacional, é ridicularizado e depois internado como louco. Quando finalmente é solto, vai morar no campo e resolve transformar seu sítio em sede da reforma agrária. Apóia o marechal Floriano na Revolta da Armada mas é ignorado.

Uma sátira impiedosa do Brasil burocrático, atual e reconhecível apesar de referir-se a um momento histórico marcante.

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Editora: L&PM Pocket
ISBN: 8525408603
Ano: 1998
Páginas: 240
Skoob | L&PM Pocket | Domínio Público
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Sobre o autor
Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro. Mulato de origem humilde, iniciou em 1905 sua carreira jornalística. Embora não tenha sido reconhecido no seu tempo, tornou-se um clássico da literatura brasileira pela prosa envolvente, humor, realismo e generosa capacidade de expressar os problemas do povo. Escreveu, entre outros livros: Recordações do Escrivão Isaías Caminha, Os Bruzundangas e Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá. Baixe as obras do autor que estão em Domínio Público.

Que tal ler um clássico nacional?

Os clássicos me encantam, a linguagem, o tempo, as formas... Mas antes me diziam que essas histórias eram enfadonhas, prolixas - não usavam essas palavras. Um dia descobri Machado de Assis, ou ele me encontrou e disse: leia-me. Aceitei. Esaú e Jacó é um livro fantástico, preciso reler. Já leu?

Venho fazer um convite a você, leitor do Mundo de Fantas, aceita viajar pelas letras nacionais? Os clássicos são incríveis, leia-os, desvende-os. Encontre-os e deixe ser encontrado. 

Qualquer biblioteca ou sebo tem clássicos nacionais, ou se preferir, já estão no Domínio Público, um site que disponibiliza esses livros de forma legal. E são de graça. Estão lá esperando serem baixados e lidos.

Tem todas as obras de Machado de Assis e muitos outros grandes autores.

Ótimas leituras. Divirta-se.

11 de fev. de 2013

Campos de Carvalho, avesso

Conheci Campos de Carvalho há muitos anos, quando, lendo uma Superinteressante, me deparei com um artigo sobre Jorge Amado ter lido uma de suas obras e comprado 30 exemplares para presentear os amigos. Aquilo me marcou, também o que o texto falava de A Lua Vem da Ásia, li e me encantei, é surreal, inspirador, vivo!

Encontrei o artigo esta manhã enquanto conversava com Rogers Silva - autor de Manicômio - que estuda a obra e vida de Campos de Carvalho. Não conheço muitas pessoas que tenham lido ou que saibam do autor, então transcrevo aqui o texto e espero que consiga despertar o interesse dos leitores do Mundo de Fantas para seus incríveis livros.

Em 1997, dois anos antes de morrer, o escritor mineiro Campos de Carvalho concedeu sua primeira e última entrevista a uma emissora de TV. Após 40 minutos de um quase monólogo, o entrevistador, desesperado, tentava fazer com que o escritor dissesse algo que fosse além dos três ou quatro monossílabos com que era brindado a cada nova pergunta. E arriscou: “O senhor é feliz?” Campos de Carvalho olhou para o alto do estúdio, para os lados, para o chão. Após um minuto e meio de um silêncio avassalador, ruidoso, o escritor finalmente respondeu. “Não.” O entrevistador, visivelmente constrangido, tentou uma “saída pela esquerda” e emendou: “Se o senhor pudesse mudar alguma coisa no mundo, o que mudaria?” De novo, um longo silêncio. Um pouco mais leve. E a resposta: “Nada”.

Assim era o escritor Walter Campos de Carvalho: desconcertante, avesso à publicidade, à glória, ao que considerava medíocre. Nascido em Uberlândia em 1916, formou-se em Direito aos 22 anos, já em São Paulo. Sua vida, contudo, sempre esteve ligada à literatura, apesar de só ter escrito seis livros. O mais conhecido, A Lua Vem da Ásia, é um verdadeiro manifesto surrealista. Depois que o escritor baiano Jorge Amado leu-o pela primeira vez, por volta de 1956, entrou numa livraria de Salvador e pediu para atendente 30 cópias. Estava tão impressionado com o texto que havia acabado de ler que resolveu mandar exemplares de presente para os amigos. Eis um trecho da obra:

“Quando em 1934 atravessei sozinho o deserto de Iguidi, tendo por única companhia um casal de borboletas, ocorreu-me a aventura mais surpreendente que pode ocorrer a um homem vivo ou morto, e que procurarei resumir em três linhas. Foi o caso que um dia despertei transformado em mulher e, nessa qualidade, fui pouco depois recrutado para o harém do sultão de Marrocos, onde servi como pude durante um ano e 14 dias”.

A trama de A Lua Vem da Ásia se passa num hospício e é cheia de lances hilariantes, como uma tentativa de fuga num zeppelin envolvendo personagens completamente absurdos. O nome dos capítulos (Capítulo sem Sexo, Capítulo CLXXXIV, Capítulo) e a total ausência de sequencia entre eles (do Capítulo Primeiro pula para o Capítulo 18 graus) dão uma ideia do que espera o leitor que nunca teve o prazer de ler Campos de Carvalho.

Em suas duas últimas entrevistas, uma para o fanzine Azougue e outra para o site literário Baladas.com, o escritor afirmou ser um surrealista e que a solução era o humor. Contou também que gostava de escrever andando na rua, com lápis e papel, e que jamais reescrevia nada. Em A Lua Vem da Ásia, por exemplo, havia uma frase que o Jorge Amado não gostava, “ele me pediu para tirar, mas eu jamais tirei”, disse Campos de Carvalho ao jornalista e escritor Antônio Prata na entrevista da internet.

O autor deixou mais três novelas além de A Lua Vem da Ásia, todas com títulos, digamos, diferenciados: Vaca de Nariz Sutil, A Chuva Imóvel e o Púcaro Búlgaro – esta última escrita em 24 dias. Depois disso, parou inexplicavelmente de escrever. Todas as obras foram produzidas entre 1956 e 1964 e só tiveram uma edição à sua altura em 1995, quando a Editora José Olympio reuniu tudo numa coletânea.

Campos de Carvalho costumava andar todas as tardes pelo bairro de Higienópolis, em São Paulo, onde morou até os últimos dias de vida. Numa dessas tardes, teve um súbito mal-estar e, pouco antes de morrer, contou à mulher Lygia que estava passando mal “por causa de um sorvete que tomei”. Uma frase típica de Campos de Carvalho, o primeiro – e talvez o último – escritor verdadeiramente surrealista do Brasil.

Obras

A lua vem da Ásia, publicado originalmente em 1956, marca o nascimento da narrativa surrealista de Campos de Carvalho. É o diário de um homem que se chama Astrogildo – mas já foi Adilson, Heitor, Ruy Barbo – e está hospedado em um hotel de luxo que, para o bem da verdade, talvez seja um campo de concentração ou um manicômio. A loucura é o tema central deste romance, cujo protagonista inicia o relato confessando que, aos 16 anos, matou seu professor de lógica e foi viver sob uma ponte do Sena... embora nunca tenha estado em Paris. Enfileirando recordações (ou seriam alucinações?) de suas passagens por Melbourne, Varsóvia, Cochabamba, Cuzco, Madagascar, Nova York, Cidade do México e, claro, Paris, Astrogildo torna-se o narrador de um mundo governado pela lei do absurdo, mas que parece assustadoramente semelhante à nossa normalidade cotidiana.

Vaca de nariz sutil, publicado originalmente em 1961, mantém o nonsense e a anarquia da obra anterior do autor, A lua vem da Ásia, sendo, porém, o texto mais sombrio de Campos de Carvalho. “Escrevi-o aos prantos”, disse numa entrevista. O romance é narrado de forma alucinatória por um ex-combatente de guerra que não diz (ou esqueceu) o seu nome e não vê mais sentido na vida entre os homens. Abrigado numa pensão, passa seus dias a espiar por buracos de fechadura as patéticas existências alheias. Vaca de nariz sutil – nome tirado de um quadro do pintor francês Jean Dubuffet (“... assim se chamava o quadro, e em vão tenho eu procurado uma vaca assim entre as vacas e sobretudo os homens”) – foi recentemente adaptado para o teatro pelo grupo Parlapatões.

Permeado por um misticismo agnóstico e anárquico, o penúltimo romance de Campos de Carvalho, A chuva imóvel (1963), é seu momento mais poético e filosófico. Trata-se da história de André Medeiros e sua irmão gêmea, Andréa, que nutrem um amor que beira o incesto. Após as mortes do irmão e do pai, André traça uma claustrofóbica descida até seu inferno interior, no qual acaba por travar uma batalha com o Diabo – ou, nas suas palavras, “ a Coisa”. O humor nonsense de A lua vem da Ásia (1956), sua primeira obra-prima, que se manteve de forma mais sombria no romance seguinte, Vaca de nariz sutil (1961), assume em A chuva imóvel uma forma ainda mais densa e lúgubre, porém sem nunca deixar de transparecer o estilo marcante do autor.

O púcaro búlgaro, último romance de Campos de Carvalho, pode ser tomado como a síntese de sua obra absolutamente original e idiossincrática: no verão de 1958, enquanto visitava tranquilamente o Museu Histórico e Geográfico de Filadélfia, um cidadão chamado Hilário avistou um púcaro búlgaro. Espantadíssimo, embarcou – ao lado de Pernacchio, Radamés, Expedito e Ivo Que Viu a Uva – numa jornada à Bulgária, a fim de comprovar a (in)existência desse país. “Do que se passou e sobretudo do que não se passou nessa expedição já famosa é o relato que se vai ler em seguida”, explica o narrador, “o mais pormenorizado e o mais honesto possível, embora tenha sido reduzido ao mínimo para que pudesse caber num só volume e mesmo num só século – o que afinal se conseguiu.” A narrativa é um exercício – e também uma aula – de humor e escrita, com doses de surrealismo e um texto formado por relatos que beiram a esquizofrenia e parecem não levar a lugar nenhum, mas acabam por formar uma obra “fluente em sua descontinuidade”.

Obra que reúne os quatro títulos.
Atingir o leitor "na sua carne, no seu cerne" é o que Campos de Carvalho faz ao escrever suas histórias irreverentes, de ironia refinada - ou muitas vezes até delirante. Comparado a Henry Miller e outros autores consagrados em todo mundo, Campos de Carvalho honra a literatura brasileira com a sua explosão de criatividade, de crítica mordaz ao poder - a todas as formas de poder existentes na sociedade humana. A leitura de sua obra reunida é um passeio pelo imaginário de um homem que não se conforma com a passividade diante das regras preestabelecidas de um jogo que ele renega. A liberdade de assassinar o professor de lógica, de romper com tudo o que nos aprisiona e nos rouba a possibilidade de experimentar o sentido maior da existência.

Extra

Raras são as histórias da literatura brasileira que falam das obras do escritor mineiro Campos Carvalho (1916 - 1998), raras as antologias em que toma parte, rara as monografias, dissertações e teses. O leitor médio não o conhece, o estudante de Letras mal o conhece, muitas livrarias não o possuem e poucos são os sebos que conseguem escondê-lo por algum tempo - o bastante para um obstinado colecionador, tão raro quanto o exemplar que o cobiça, finalmente o descubra e leve embora para sempre. Trata-se, sem dúvida, de um clássico.

 



Divirtam-se, leitores.

Fonte: Superinteressante | Editora 7Letras | Editora José Olympio

10 de fev. de 2013

Dica de leitura: Manicômio - Rogers Silva

Ainda não li o livro, mas quem tem por inspiração o grande Campos de Carvalho, tem minha admiração!

Leia o texto das orelhas do livro Manicômio, de Rogers Silva, escrito pelo autor Luiz Bras.
  
Amor e morte são os temas dominantes neste primeiro livro de Rogers Silva. Causa e efeito: o amor conduzindo inevitavelmente à morte, ambos conectados num fluxo só: amor-morte. Amorte.

Perdidos num turbilhão de canções e filmes românticos, os apaixonados de Rogers Silva atravessam parágrafos vertiginosos, às vezes longos. O discurso direto copulando com o discurso indireto, a primeira pessoa com a terceira. Misturando prazeres e sofrimentos. Indo mais longe: fazendo do prazer sofrimento, do sofrimento prazer.

A linha que tudo costura — amor, morte, prazer, sofrimento — é a loucura. Cuidado, leitor desavisado. Somente com muita sorte você conseguirá escapar destas páginas com a sanidade ainda intacta. Esta coletânea de narrativas tem a mesma densidade claustrofóbica e desestabilizadora do Asilo Arkham, a notória instituição psiquiátrica da mítica Gotham City.

Está preparado para a camisa-de-força? A literatura de Rogers Silva não é para leitores comuns, é para os raros, ou só para os loucos, como queria Hermann Hesse no romance O lobo da estepe.

Insanidade cerrada. A densidade discursiva vem da complexidade existencial das personagens e do narrador. Das entidades maníacas que sofrem patafisicamente, ou seja, bem mais profundamente do que as pessoas comuns já sofreram ou vão conseguir sofrer em toda sua trivial existência.

As ficções aqui reunidas revelam o mundo desencantado de dezenas de pessoas, não só de Desseres. Há o desencanto das crianças, Hugo e Clarissa. Da insaciável Josi. Dele mesmo, Jesus Cristo. Há até o desencanto de uma canção-narradora, que conta ela mesma sua história de amor e morte.

As duas narrativas mais psicologicamente violentas são sem sombra de dúvida as mais fragmentadas, O espelho e Manicômio.

Na primeira, o diálogo intertextual com o conto de Machado rendeu um texto longo e inquietante, que seduz e incomoda simultaneamente. A louca pede ao cocheiro que não corra tanto, então o tempo começa a avançar e a recuar, os cenários vão mudando, começam a aparecer outras personagens: Carolina, Policarpo Quaresma, Campos de Carvalho, e tudo vai ganhando a consistência de um sonho.

Já estamos em pleno manicômio, onde os desejos e os impulsos mais antigos amordaçam a razão e matam o professor de lógica. Nesse estabelecimento a juventude está sem rumo (ainda, há décadas), o amor persegue a própria cauda e a morte violenta é a parada final.

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Editora: Composer
ISBN: 9788598616858
Ano: 2012
Páginas: 297
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Sobre o autor
Rogers Silva é escritor, professor, pesquisador e promotor de eventos. Mineiro, nasceu e mora em Uberlândia. Publicou em sites, revistas, jornais e coletâneas, dentre as quais Portal Solaris, Portal Neuromancer e Portal 2001 (org. Nelson de Oliveira). É colunista e co-fundador do coletivo O Bule

Possui graduação em Letras pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU. Possui Mestrado em Teoria Literária (UFU) e Mestrado em Administração (UFU), com ênfase em organizações envolvidas em Artes & Cultura. Atualmente é doutorando em Literatura pela UNESP.