16 de nov. de 2012

Dica de leitura: Autores Fantásticos - Cesar Alcázar e Duda Falcão (org.)

Fui convidada para participar do livro Autores Fantásticos da Editora Argonautas. Meu conto A Fuga do Criador é sobre Jules Verne. Foi bem legal escrevê-lo, pude conhecer um pouco mais da vida desse grande autor. Espero que curtam meu conto e também dos outros autores, que são ótimos nomes da literatura fantástica nacional e fico feliz em dividir as páginas com eles.

Sinopse
Edgar Allan Poe, Mary Shelley, Jules Verne, H. P. Lovecraft, Jorge Luis Borges…

Seus escritos incendiaram a imaginação de gerações de leitores. Suas vidas despertam a curiosidade de muitos até hoje. A Literatura Fantástica deu ao mundo lendas maravilhosas, dentro e fora dos livros. O que aconteceria se ficção e realidade colidissem e esses Autores Fantásticos invadissem o universo habitado por suas próprias criações?

Descubra a resposta nos contos de alguns dos melhores escritores brasileiros do cenário Fantástico: A. Z. Cordenonsi, Celly Borges, Cesar Alcázar, Christian David, Duda Falcão, Estevan Lutz, Fabiano Vianna, José Aguilar García, Ju Lund, Leo Carrion, Leon Nunes, Leonardo Colucci, Mário André Pacheco, Nikelen Witter, Simone Saueressig, Suzy M. Hekamiah.
 
 
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Editora: Argonautas
ISBN 9788564076051
1ª Edição – 2012 
Páginas: 164
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13 de nov. de 2012

Resenha: O Castelo no Ar - Diana Wynne Jones

Descobri Diana Wynne Jones através da animação de O Castelo Animado, dirigida por Hayao Miyazaki em 2004. Sempre vejo nos créditos dos filmes que gosto se eles foram adaptados de algum livro, e esse foi o caso.

Saí em busca do livro, mas só consegui comprá-lo em 2012. Aproveitei e fiz a festa, peguei também as continuações, O Castelo no Ar e A Casa dos Muitos Caminhos. Logo que terminei O Castelo Animado passei para o segundo e não me arrependi, é incrível.

O Castelo no Ar (Garela Record, 304 páginas, R$ 42,90) conta a história de Abdullah, um vendedor de tapetes de Zanzib, que perdeu o pai e herdou pouco dinheiro, o resto havia ido para a primeira esposa do pai. É um jovem sonhador. Acordado sonha ser um rico príncipe com um enorme jardim, e que foi criado por um humilde mercador de tapetes depois de ter sido sequestrado ainda bebê. Mas sonhar não está nos planos da família da primeira esposa de seu pai e essa perseguição às vezes irrita, dá vontade de mandá-la passear.

Certo dia, num clima bem Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, um estranho aparece na tenda de Abdullah e lhe oferece um tapete voador. Após demonstrar realmente ser mágico, o mercador o compra e paga com todas as suas moedas de ouro.

Para ter certeza de que o tapete não voltaria para seu dono, Abdullah dorme sobre ele. O que acontece é que ele sonha com um jardim lindo de um palácio, e com uma bela jovem que o confunde com mulher, pois nunca havia visto outro homem que não seu pai, o sultão que a mantém presa por conta de uma profecia. Passado o susto, Abdullah descobre não ser um sonho, o tapete o havia levado para o jardim dos seus sonhos acordado.

A vontade de ler Aladim e a Lâmpada Maravilhosa só cresceu.

Depois, Flor da Noite, a bela jovem que Abdullah encontrou no jardim, é raptada por uma terrível criatura chamada djin (que em árabe significa gênio, mas não o gênio comum, esses possuem “imensas asas negras e coriáceas... com mãos que tinham unhas longas como garras”), achando que o vendedor é o culpado, o sultão ordena que seus soldados o prendam.

Há o tapete voador e no deserto aparece um gênio, daqueles que são uma fumaça azul, presa dentro de uma garrafa, mas bastante mal humorado, que permite apenas um desejo por dia.

“Eu nunca disse que meus desejos devessem fazer o bem a qualquer pessoa – afirmou o gênio. – Na verdade, jurei que eles sempre causariam o máximo de dano possível”.

O bacana das histórias de Diana Wynne Jones (16 de agosto de 1934 - 26 de março de 2011) é que cada detalhe não acontece apenas por acontecer, tudo é importante, uma peça chave. Alguns personagens de O Castelo Animado reaparecem, mas nessa história é o amor que fala mais alto, é o personagem principal. O amor de um jovem mercador por uma jovem princesa, que ele faz de tudo para provar. Enfrenta criaturas, deserto, um gênio que não colabora, e muitas aventuras para salvar seu amor das garras de um djin colecionador de princesas.

Se tornou, sem dúvida, um dos meus livros favoritos. Altamente recomendado.

Diana Wynne Jones cursou inglês na a Universidade de Oxford e foi aluna de C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien. Escreveu mais de 40 obras, infelizmente poucas foram lançadas no Brasil. Da série Os Mundos de Crestomanci nem todos os livros foram traduzidos, apenas 5 dos 7 títulos.

Primeiro Parágrafo

“No extremo sul da terra de Ingary, nos sultanos de Rashput, um jovem mercador de tapetes chamado Abdullah vivia na cidade de Zanzib. Como acontece com os mercadores, ele não era rico. Seu pai havia se decepcionado com ele e, ao morrer, deixou a Abdullah dinheiro suficiente apenas para comprar e abastecer uma modesta tenda no canto noroeste do Bazar. O restante do dinheiro do pai, inclusive o grande empório de tapetes no centro do Bazar, tinha ido todo para os parentes da primeira esposa do pai”.

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Altamente recomendado
Editora: Galera Record
Título Original: Castle in the Air
Tradutor: Raquel Zampil
ISBN: 9788501075420
Ano: 2007
Páginas: 304
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Leia a resenha de O Castelo Animado.

12 de nov. de 2012

Dica de leitura: Aladim e a Lâmpada Maravilhosa

Um poderoso mago africano chega a um distante reino da China e observa um rapaz que passa os dias a vagabundear pelas ruas. Decide aproveitar-se de sua aparente estupidez e conta-lhe que é seu tio e que juntos precisam apanhar uma velha lâmpada abandonada numa espécie de gruta em um jardim. Aladim acredita e segue atrás do seu “tio”, desencadeando assim a sorte que o tornará senhor de um fabuloso gênio.

O mago pede a Aladim que entre na caverna misteriosa para retirar de lá a lâmpada e, em troca, lhe oferece uma fortuna. Aladim entra na caverna e a pega, mas o mago tenta ludibriá-lo na saída da gruta, e ele acaba preso na caverna com a lâmpada. O gênio que habitava a lâmpada se manifesta após um gesto acidental de esfregá-la, e concede a Aladim a realização de seus pedidos, que são todos consumados. Um dos desejos de Aladim foi o de se tornar um príncipe e desposar a princesa, filha do sultão. Ao transformar radicalmente sua realidade pessoal tornando-se príncipe, transforma-se em adulto, casa-se e passa a ser o governador de seu reino.

Considerada por muitos como a melhor de As Mil e Uma Noites, a fantástica história de Aladim e a lâmpada maravilhosa (Editora Ática, 144 páginas, R$32,90) confirma o encanto irresistível que exerce sobre a mente ocidental. Sabe-se, porém, que a história foi acrescentada à coletânea pelo responsável pela tradução que popularizou a obra no Ocidente.

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Editora: Ática
ISBN: 8508063784
Ano: 1997
Páginas: 144
Skoob
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7 de nov. de 2012

Resenha: O Castelo Animado - Diana Wynne Jones

E se de repente você, jovem com toda a vida pela frente, encontrasse uma bruxa que aparentemente sem motivos a transformasse em uma velha de uns 90 anos? E se esse feitiço não permitisse que fosse revelado que você na verdade está sob um feitiço?

Com a morte do pai, Sophie – a mais velha de três irmãs, desta forma a que menos tem direitos e que todos sabem não ter futuro, pois assim é aquela sociedade – depois de sua madrasta se aposentar herdará a chapelaria, a moça sem outra opção e, sempre tendo trabalhado ali, não mostra entusiasmo.
           
Bem, agora enfeitiçada pela Bruxa das Terras Desoladas, resolve que é hora de mudar e buscar outra vida. Suas irmãs já haviam sido encaminhadas para outras casas a fim de serem educadas e aprenderem alguma tarefa. Sophie abandona a tudo e todos.

Ninguém a vê partir. De qualquer forma ninguém a reconheceria. Vai em busca do Castelo Animado. Uma horrível construção onde vive o terrível Mago Howl, aquele que dizem comer o coração das jovens, mas ele poderia ajudá-la, afinal é um mago.

A velha descobre que o castelo é animado por Calcifer, um demônio do fogo. Ele logo percebe que Sophie está sob um feitiço, apesar de não saber como desfazê-lo. E como Calcifer também é mantido sob um feitiço sem poder dizê-lo, fazem um pacto em que um deve descobrir a forma de acabar com o feitiço do outro.

“Havia uma maçaneta quadrada de madeira acima da porta, engastada no lintel, com uma pincelada de tinta em cada um dos quatro lados” cada cor significa que a porta abriria em um local diferente.

Para garantir a sua estadia no Castelo – que nada mais é do que a própria e simples casa de Howl transformada em um amontoado de chaminés para que se movimentasse –, Sophie se torna a faxineira, sem ser contratada por ninguém. Apenas entra e se instala. E ninguém reclama de ela estar ali. Mas muitas de suas atitudes para manter o local limpo mostram-se frustradas, principalmente porque Howl, Calcifer e Michael, o aprendiz de 15 anos, são muito bagunceiros. E às vezes Sophie mexe onde não deve.

“Como jovem, Sophie teria se encolhido de vergonha pela maneira como estava agindo. Como velha, não se importava com o que fazia ou dizia. E achou isso um grande alívio”, pág 69.

Sophie tem aquele jeito tranquilo de mãe de antigamente, que limpa o quarto como se nada estivesse acontecendo, enquanto o filho protesta do lado, gritando para que deixe sua bagunça em paz.

Mas há mais do que feitiços para serem resolvidos e faxineiras para serem paradas. Howl se compromete a encontrar o Príncipe Justin, irmão mais novo do Rei, que sumiu, mas desiste e Sophie precisa se passar por sua mãe e falar mal para que o Rei não queira mais que o Mago procure o desaparecido.

E além disso tudo há um espantalho com cabeça de nabo que assusta bastante a velha. Tem algumas partes muito engraçadas, algumas que chocam e outras que encantam, passar algumas horas com O Castelo Animado (Editora Record, 318 páginas, R$47,90) é diversão certa!

Foi adaptado em 2004 para o cinema por Hayao Miyazaki, um dos mais conhecidos diretores de animação – que também dirigiu uma das minha animações favoritas A Viagem de Chihiro. Foi através do filme que descobri que O Castelo Animado é um livro. E como é comum em adaptações, a história é um pouco mudada, mas da mesma forma fantástica. Deve ser vista.

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Diana Wynne Jones (16 de agosto de 1934 - 26 de março de 2011) cursou inglês na a Universidade de Oxford e foi aluna de C. S. Lewis e J. R. R. Tolkien. Escreveu mais de 40 obras, infelizmente poucas foram lançadas no Brasil. Da série Os Mundos de Crestomanci nem todos os livros foram traduzidos, apenas 5 dos 7 títulos.

Jones escreveu uma história realmente incrível, primeiramente publicada em 1986, e chegou ao Brasil apenas em 2007. Ela gostava de criar várias dimensões, e isso é notado em O Castelo Animado, o primeiro de uma série com três livros, O Castelo no Ar e A Casa dos Muitos Caminhos são os próximos títulos, já lançados no Brasil. Quem gosta de literatura juvenil essa é a obra que não pode faltar em suas leituras. Um livro altamente recomendado.

Primeiro Parágrafo
“Na terra de Ingary, onde coisas como botas-de-sete-léguas e mantos de invisibilidade existem, é um verdadeiro infortúnio ser a mais velha de três irmãs. Todos sabem que é você que vai sofrer o primeiro, e maior, fracasso se as três saírem em busca da sorte”.

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Altamente recomendado
Editora: Record
Título Original: Howl’s Moving Castle
Tradutor: Raquel Zampil
ISBN: 8501075469
Ano: 2007
Páginas: 318
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Aviso sobre a classificação "Altamente Recomendado" e "Recomendado"

A partir da próxima resenha do Mundo de Fantas colocarei na ficha técnica Altamente Recomendado ou Recomendado, essa é a forma que achei para classificar as histórias mais legais e as que quero dividir com os leitores do blog. 

Se não tiver a classificação não quer dizer que o livro seja ruim, às vezes pode ser que não me agradou tanto quanto os que merecem que sejam recomendados dessa forma, isso pode ser notado pela resenha.

Então ficará assim:

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Altamente recomendado ou Recomendado
Editora:
ISBN:
Ano:
Páginas:
Skoob | Editora
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Ótimas leituras!