Durante treze dias, em 1961, o Brasil viveu uma situação de guerra civil
de fato, com mobilização de tropas e ordens de bombardeio aéreo. Este
livro conta como um movimento de rebelião popular paralisou e derrotou o
golpe de Estado dos ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica e
evitou a guerra civil. Escrito por um jornalista que testemunhou e
participou do Movimento da Legalidade junto a Leonel Brizola, então
governador do Rio Grande do Sul, aqui estão as peripécias da rebelião.
Da astúcia de emitir dinheiro próprio para enfrentar uma situação de
guerra, até o poder do rádio desafiando as armas, tudo está aqui, no
estilo atraente e leve de Flávio Tavares, como se os fatos desfilassem à
nossa frente.
Os treze dias que mudaram o Brasil
Mais do que o retrato, aqui está a reconstituição do movimento popular-militar que, em 1961, derrotou o golpe de Estado dos ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica, após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Testemunha e participante do Movimento da Legalidade, Flávio Tavares vai além da descrição do jornalista que tudo acompanhou. A partir das peripécias da rebelião que Leonel Brizola iniciou no Sul, surge neste livro o lado humano e o perfil psicológico dos personagens envolvidos numa trama pelo poder que levará alguns deles ao golpe militar de 1964.
Os treze dias que mudaram o Brasil
Mais do que o retrato, aqui está a reconstituição do movimento popular-militar que, em 1961, derrotou o golpe de Estado dos ministros do Exército, Marinha e Aeronáutica, após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Testemunha e participante do Movimento da Legalidade, Flávio Tavares vai além da descrição do jornalista que tudo acompanhou. A partir das peripécias da rebelião que Leonel Brizola iniciou no Sul, surge neste livro o lado humano e o perfil psicológico dos personagens envolvidos numa trama pelo poder que levará alguns deles ao golpe militar de 1964.
Aqui, um episódio fundamental da História
recente é narrado como um ágil romance de ação: cada gesto desemboca no
inesperado e leva o leitor a esperar o fato seguinte, ansioso por saber
como o golpe de 1961 se desfaz e João Goulart chega à Presidência da
República.
Este livro reabilita o poder da palavra e mostra como a
Cadeia de Rádio da Legalidade conduz a população à rua, desafia a
ameaça de bombardeio, mobiliza a opinião pública país afora e, no Rio
Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, acaba por integrar o próprio
Exército à Legalidade.
Tal qual nos demais livros do autor, a memória é o fio condutor que desnuda detalhes e revela a face oculta de tudo, com uma surpresa a cada passo.
O livro segue o ritmo profundo do estilo leve que, durante décadas, Flávio Tavares reservou à crônica política, até que O dia em que Getúlio matou Allende (2004) consolidou o caminho iniciado com Memórias do esquecimento, que o descobriu para a literatura em 1999.
Para avaliá-lo, basta a opinião, sobre seu primeiro livro, de dois escritores contemporâneos – o português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura, e o argentino Ernesto Sabato:
Saramago o qualificou de “magistral” e frisou: “Li-o de uma assentada só, sem poder parar”.
Sabato o chamou de “novo Dostoiévski” e viu na obra “o relato vivo de um inferno apenas entrevisto por Dante, Rimbaud e o próprio Dostoiévski”.
Tal qual nos demais livros do autor, a memória é o fio condutor que desnuda detalhes e revela a face oculta de tudo, com uma surpresa a cada passo.
O livro segue o ritmo profundo do estilo leve que, durante décadas, Flávio Tavares reservou à crônica política, até que O dia em que Getúlio matou Allende (2004) consolidou o caminho iniciado com Memórias do esquecimento, que o descobriu para a literatura em 1999.
Para avaliá-lo, basta a opinião, sobre seu primeiro livro, de dois escritores contemporâneos – o português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura, e o argentino Ernesto Sabato:
Saramago o qualificou de “magistral” e frisou: “Li-o de uma assentada só, sem poder parar”.
Sabato o chamou de “novo Dostoiévski” e viu na obra “o relato vivo de um inferno apenas entrevisto por Dante, Rimbaud e o próprio Dostoiévski”.
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Editora: L&PM
ISBN: 978.85.254.2456-3
Ano: 2012
Páginas: 240
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Sobre o autor
Formado em Direito, professor da Universidade de Brasília, Flávio
Freitas Hailliot Tavares (RS, 1934) dedicou-se ao jornalismo. Colunista
político nos anos 1960 da Última Hora do Rio de Janeiro, São Paulo,
Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre, foi preso e banido do Brasil pela
ditadura em 1969. Exilado no México, foi redator do Excelsior, depois
correspondente internacional de O Estado de S.Paulo em Buenos Aires,
logo em Lisboa. À volta do exílio, foi editorialista político do Estadão
e correspondente da Folha de S.Paulo na Argentina. Hoje, é articulista
dominical da Zero Hora, de Porto Alegre. Memórias do esquecimento
recebeu o Prêmio Jabuti em 2000 e O dia em que Getúlio matou Allende
recebeu o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte em 2004 e o
Jabuti em 2005.
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