9 de abr de 2009

Resenha: A longa história - Reinaldo Santos Neves

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A – extremamente – Longa História, de Reinaldo Santos Neves (1946), graduado em letras pela Universidade Federal do Espírito Santo, é o tipo de livro que somente a capa e o primeiro capítulo se salvam, de resto, linguagem vulgar e exageros, desnecessários.

A história? Essa parte poderia muito bem ser cortada pela metade das 615 páginas que a compõe.

Se passa na Idade Média – até aí, um mérito –, quando o copista e noviço do mosteiro de Dru, Grim de Grimsby, deve sair em busca da Longa História, terá de percorrer 2000 quilômetros, com todo tipo de perigos pela frente, para saciar a curiosidade da velha condessa que se recusa a morrer antes de ouvi-la.

Para compor e dirigir a missão, a condessa escolhe Tatheus, bibliotecário do mosteiro de Lom.

O problema é que ao encontrar o contador da Longa História, Grim, encarregado de ouvi-la primeiro, e copiá-la para levar à condessa, descobre que Posthumus de Broz fez uma promessa para morrer sem dizer palavra.

A história se torna longa mesmo, quando a cada minuto Tatheus resolve contar um causo no meio do caminho, isso quando não surgem novos personagens que dão lugar a total vulgaridade.

Se todo esse excesso fosse diminuído, seria um livro considerado bom, nada mais do que isso.

"Uma história é como um navio. Nele embarcam o autor, a quem cabe, como capitão, conduzir a história ao seu destino, embarcam os personagens como passageiros para a viagem de sua fabulação, embarcam ouvintes e leitores como tripulantes para a viagem de sua audição ou de sua leitura. Cada capítulo é um porto em que a história faz escala: assim, há capítulos em que desembarcam certos personagens e capítulos em que embarcam outros".

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ISBN: 8528612639
Editora: Bertrand Brasil - 2007
Número de páginas: 615
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7 comentários:

  1. nunca ouvi falar e não despertou a minha vontade de ler ele ... rsss, mas curti muito o nome do livro.

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  2. Sim, o nome do livro é ótimo, assim como a capa e o acabamento. O que me chamou atenção para ler, foi que se passava na Idade Média. Mas pra mim, foi decepcionante. Mas vai que temos gostos diferentes... ;)

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  3. Mas um brasileiro escrevendo sobre a idade média já é uma grande coisa, pelo menos. =B
    Enfim, o enredo parece ser bom. Mas sei lá se isso é mau dessa nação, que a maioria das coisas tendem a ser vulgares (vide filmes nacionais).

    Passarei longe. =B

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  4. Izze, esse é um grande problema na literatura nacional contemporânea: a vulgaridade! Mas com calma estou decobrindo muitos autores maravilhosos, vide "Dicas de Leituras". ^.^

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  5. Pois é Celly, você tem razão, fora que eu deveria ler mais sobre história, não sei muito do assunto.

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  6. Acho uma hipocrisia como falam de vulgaridade...

    Gostei do livro, achei muito bom. É verdade que às vezes se prolonga demais, mas não acho que isso seja inútil.
    Talez não tenha percebido que cada história contada é um dos grandes trunfos.

    Mas ok, ainda está cheio de coisas bem mais simplespra ler por aí... Crepúsculo que o diga.

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  7. Ótima leitura pra você então.

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